No mundo esportivo, tanto quanto no mundo político, social ou corporativo, a ética é colocada à prova a todo o momento.
O atleta passa a sua vida profissional tentando se superar, ganhar notoriedade alcançando bons resultados com o objetivo de ganhar títulos e, principalmente, arrumar bons patrocínios.
Infelizmente, alguns atletas na ânsia de atingirem essa meta, acabam passando o limite da ética.
O grande problema é que alguns atletas, por falta de orientação, acabam sendo punidos e taxados como antiéticos sem ao menos saberem o que está acontecendo.
Neste caso podemos citar alguns exemplos: Como o da Ginasta Daiane dos Santos que foi pega em um exame antidoping por ter usado um creme para as pernas que continha uma substância proibida. Resultado: suspensão de provas oficiais.
O mesmo aconteceu com a atleta Maurren Magi que pegou uma suspensão de dois anos por doping por usar um creme em um tratamento estético que continha substâncias proibidas.
Este tipo de problema não acontece apenas com atletas do sexo feminino, aja vista o que aconteceu com o tetra campeão Romário que foi pego no exame antidoping por uso de uma substância para evitar a queda de cabelo e ficou suspenso por 120 dias.
A ética esportiva está associada diretamente às condutas que demonstram o respeito ao esporte e aos demais esportistas através da troca de gentilezas entre atletas adversários, como estender a mão para auxiliar um adversário caído a se levantar, colocar uma bola para fora do jogo ao notar que um adversário está contundido, reconhecer uma boa atuação do adversário ou o simples cumprimento do vencido ao vencedor e vice-versa. Todas estas ações estão intimamente ligadas ao que chamamos de “Fair-Play” (jogo limpo).
Davi Pinho, 88986
O Jornal de Filosofia da Comunicação é um espaço de produção de conhecimento crítico e filosófico de estudantes do Curso de Comunicação da Universidade Federal de Viçosa. As postagens - notícias, colunas, opiniões e resenhas - são produções inspiradas nas aulas de Filosofia da Comunicação (EDU 124. Os textos e imagens são de responsabilidade dos autores estudantes e não são compartilhadas pela universidade ou pelo corpo docente. Coordenador : Prof. Dr. Arthur Meucci (DPE/UFV)
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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
Moralismo sem moral
Ética vem do grego Ethos que significa costumes aprovados, bons costumes, aqueles que são superiores a quaisquer outros e que são legitimados por uma sociedade.
Esse campo da filosofia estuda as ações e decisões humanas e a Teoria da Ação, esta que se define em três etapas:
- Consciência da praxis (que se relaciona com ação e atitude):
Remete à ação pela qual o sujeito PRECISA estar ciente do que se está fazendo;
- Deliberação:
Diz sobre a capacidade do indivíduo de agir, sobre a capacidade de tomar uma decisão. Ou seja, quanto maior a “vigilância” sobre o indivíduo, menos a capacidade dessa tomada de decisão;
- Costumes de grupos
Trata do estudo da ação em si e dos valores envolvidos.
Ainda, podemos associar a tal temática a definição de moral e moralismo. Assim, a moral trata sobre a autoreflexão do indivíduo sobre sua própria conduta e no moralismo envolve a atribuição de valor à conduta de terceiros.
Engraçado é que mesmo no século XXI, principalmente no Brasil, as pessoas AINDA buscam atribuir valores às ações e condutas dos outros, mas todo mundo esquece que para pelo menos ser moralista, precisa ter moral! Não me entra na cabeça o pai da família tradicional brasileira - que trai sua esposa, muitas vezes a agride física e psicologicamente, ausente para seus filhos - vir meter o dedão na vida dos lgbts que querem seu espaço na sociedade, que sentem a necessidade de expressar sua identidade, o amor reprimido tanto tempo, que querem constituir família. Como querem agir com moralismo sendo que não fazem uma mínima reflexão sobre sua própria conduta?
O mal do brasileiro é achar que são intocáveis.
Vinícius M. Sampaio, 93318
quinta-feira, 5 de dezembro de 2019
A ética nas composições musicais
Recentemente, estourou uma bomba no mundo das celebridades, na qual envolvia a atual maior cantora e compositora do país Anitta e a Ludmilla. A história começa pela comemoração feita por Ludmilla quando Ivete Sangalo cantou a música Onda Diferente (feat entre Anitta, Snoop Dogg e Ludmilla) em uma parte de seu show no Rock in Rio, após ver isso, os fãs de Anitta ficaram indignados e foram pro Twitter para reclamar que Ludmilla não deu o crédito de Anitta para com a música, pois no Spotify, Anitta também estava creditada como compositora, Ludmilla "surtou" e retirou o nome da Anitta dos créditos. Ludmilla, seguindo a lei dos direitos autorais, foi antiética, pois transformou um pequeno "erro", de acordo com ela, em um estardalhaço, pois em nenhum momento Anitta disse que compôs a música, mas o nome dela estava lá e não era atoa. Papatinho (um dos produtores da música) se mostrou indignado com a atitude da compositora e se posicionou falando sobre os artistas quererem produções internacionais e de alto calibre, mas não cederem os direitos para isso.
As leis de direitos autorais brasileiras são de pouca profundidade e desatualizadas, pois quando um artista está envolvido na produção de uma música, ele deve ser creditado em tudo que participou. Nos Estado Unidos, por exemplo, se uma vírgula é alterada na música, obrigatoriamente, quem alterou deve ser creditado.
As leis de direitos autorais brasileiras são de pouca profundidade e desatualizadas, pois quando um artista está envolvido na produção de uma música, ele deve ser creditado em tudo que participou. Nos Estado Unidos, por exemplo, se uma vírgula é alterada na música, obrigatoriamente, quem alterou deve ser creditado.
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| Ludmilla e Anitta na Festa Combatchy em 2018, quando ainda eram amigas. |
Robert Rodrigues
99206
domingo, 1 de dezembro de 2019
Geni será sempre Geni
Em 1979, Chico Buarque adentra a mente feminina e reflete
sobre moral e ética em sua música “Geni e o Zepelim”. Nela, Chico conta a
história de Geni, mulher que é julgada em sua cidade por se deitar com as pessoas
que se deita. Na música, lê-se “O seu corpo é dos errantes / Dos cegos, dos
retirantes / É de quem não tem mais nada”, ou seja, Geni é questionada por se
deitar com homens quaisquer. Ainda em outro trecho diz “Joga pedra na Geni!
/ Ela é feita pra apanhar! / Ela é boa de cuspir! / Ela dá pra qualquer um! / Maldita
Geni!”, assim, segundo a sociedade, Geni deveria sofrer consequências por
seus atos, que eram julgados absurdos.
Porém, depois de algum tempo, chega na cidade um zepelim
(balão dirigível) disposto a acabar com o lugar caso Geni não dormisse com seu
comandante, um homem nobre, temido e poderoso. O forasteiro fora totalmente
conquistado. Mas Geni não o queria, a música diz “Acontece que a donzela / (E
isso era segredo dela) / Também tinha seus caprichos / E ao deitar com homem
tão nobre / Tão cheirando a brilho e a cobre / Preferia amar com os bichos”,
mas os moradores da cidade imploram para que a bela donzela deite com o guerreiro.
Mesmo contra sua vontade, Geni se deita com o homem, deixa-o se aproveitar de
seu corpo a noite inteira mesmo que não o quisesse, o vê indo embora aliviada e
acredita que fez o bem para todos. Porém, a cidade logo volta a cantar ““Joga
pedra na Geni! / Ela é feita pra apanhar! / Ela é boa de cuspir! / Ela dá pra
qualquer um! / Maldita Geni!”.
Geni tem sua moral e ética julgados por se deitar com homens quaisquer.
Geni se deita com um bravo comandante por pedidos da cidade. Geni acredita que agora
sim terá seu descanso. Geni permanece Geni. Geni será sempre Geni.
Alanna Fontes
99184
domingo, 1 de setembro de 2019
Ética Virtual
Ética, importante
assunto da filosofia que nos introduz à cultura, costumes e tudo que gera
padrões sociais aprovados na sociedade. No entanto, o século atual traz deformidades
a tais ações éticas, uma vez que, temos inúmeros problemas sociais relacionados
a internet, gêneros e modos de agir muitas das vezes relacionado ao contrato
social sendo estabelecido ou não. Assim, é complicado no Estado moderno de
direito individual propagar suas decisões se o meio público que estamos inseridos
já tem sua forma de ditar os direitos e deveres de cada ser humano.
A internet mudou e
ainda transforma vidas, seja em comunicar com amigos, familiares, desconhecidos
e conhecidos ou buscar informações sobre qualquer assunto, matéria ou exercer
seu trabalho na qual estamos inseridos pela revolução tecnológica informativa.
Desse modo, concatenando a essa multiplicidade de opções, também estamos expostos
a sermos mais perfeitos, ditada pela forma “feliz” colocada por todos nas redes
sociais. Assim, criamos um ser online que é “perfeito”, deixando de exercer a
ética a todo momento.
Tendo em vista que as relações
sociais são influenciáveis e a mídia no mundo contemporâneo e globalizado exerce
um importante papel nessa influência, as formas como nós nos expomos e consumimos
aparições e conteúdos midiáticos e como somos taxados nas redes sociais –
positivamente ou negativamente- refletem a presença ou falta da ética moral no
cotidiano. Conseguinte, os diversos exemplos de racismos, xenofobia, homofobia,
machismo, sexismo e demais preconceitos presentes rotineiramente na mundo
virtual, apresentam de forma explícita como o conceito de ética e moral estão
defasados na atual sociedade, já que o fim da ética Aristotélica é a felicidade
do indivíduo, ser agredido dessas formas na web salienta a defasagem existente atualmente
e colocam em xeque a possibilidade de felicidade na rede de computadores.
ICARO RAFAEL MATTA PEREIRA
99192
sábado, 24 de agosto de 2019
30 segundos de insanidade/coragem
30 segundos de coragem
30 segundos que fazem tudo em si
vibrar
O que fazer nesses 30 segundos de
insanidade?
Se você tivesse esse tempo onde nada
importa, como agiria?
Handsome Devil é um filme de comédia
dramática onde mostra a inesperada amizade de dois garotos que
são o oposto de uma mesma moeda, Connor é um introvertido jogador de Rugby que muda de escola após se envolver em constantes brigas com seus colegas, e
Ned um excêntrico nerd que não se sente incluso em uma escola onde Rugby é a "religião", "religião" essa que ele de fato não
segue. Mas a realidade dos dois muda de forma catastrófica quando passam a dividir
o mesmo quarto e um segredo que pode ser avassalador.
Em Handsome Devil Ned tem esse momento
e faz a pior escolha de sua vida, sem se importar com as consequências de sua
ação ele expõe de forma cruel Connor. Motivado pela raiva, frustração e um certo cansaço que fazia tudo em si querer gritar, ele não pensa duas vezes e conta para todos o maior segredo de seu amigo.
Será que esse ato de Ned pode ser considerado não ético? Afinal ele age impulsivamente e de certa forma fora de si, deixando a racionalidade de lado.
Noemi 99204
Noemi 99204
quinta-feira, 22 de agosto de 2019
Liberdade e medo na ética cristã
O medo do juízo final e
a verdadeira ética cristã
Um dos pontos sobre a ética
verdadeira, que se constrói como ações de valores elevados, vindos de um
espírito honrado, justo e sincero é a necessidade da liberdade para sua
manifestação. Um ato só será ético se não for obrigatório, e o homem necessita
da sua liberdade intrinsecamente. Caso não tenha essa liberdade, ao invés de
agir com justiça por medo daquele que se impõe, nascerá no seu coração a
barbárie e o espírito autodestrutivo, que em certo momento lutará pela
anarquia. Quando pensamos na ética cristã, temos diante de nós uma confusão que
precisa ser pensada e respondida, a saber, a ordem de Cristo para teme-Lo e
ama-Lo. Levantam-se então dois pontos: a ética cristã, como apontada por
Cristo, vem de um coração sincero e de forma voluntária, enquanto o mesmo
Cristo não exclue o temor ao Seu Nome.
O que a Bíblia chama
de temor
O temor para a Biblia, e o medo
do juízo certamente não são conceitos
tão óbvios quanto pensamos. Nosso temor não nasce do medo da punição:
nasce do profundo entendimento do caráter de Deus e mesmo os crentes que não
temem mais a punição e possuem a certeza da vida eterna ao lado de seu amado
Criador, devem exercê-lo o mais profundamente possível. Esse entendimento,
porém, faz em nós nascer o medo da punição, não apenas por observar atributos
como poder e soberania, mas também quando nos damos conta de sua bondade e
beleza. Pois se Deus é bom e não nos aproximamos de Sua bondade em nossas
ações, somos certamente dignos de punição e sua grande mão pesa sobre nós. E é certamente impossível que os homens não
temam em nível nenhum, por mais que cheguem próximos dessa condição, pois está
escrito “Deus colocou a eternidade no coração dos homens.” (Eclesiastes 3).
Posto isso, o medo da punição, em certo nível, vem do entendimento ético e busca, no coração dos homens, produzir ética.
O final do sermão do monte nos
apresenta uma visão interessante da visão de Cristo sobre a punição. Ele afirma
“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas
apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão
naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em Teu Nome? Em teu nome não
expulsamos demônios e não realizamos milagres?’ Então eu lhes direi claramente:
Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês que praticam o mal!” Eis uma fala interessante, pois Cristo lida com
o medo de punição daqueles líderes religiosos que constantemente o interpelavam
e com as ações inclusive miraculosas dos falsos profetas que seu povo
conheceria, e que eram desprovidos de entendimento e amor verdadeiro pelo Reino
de Deus. Ele não exclue a punição, mas a estabelece com um objetivo maior: é no
entendimento do caráter divino que tememos a punição e se nos agarramos a
Cristo como instrumento para nossa salvação, somos capazes de agir agora em
boas ações por gratidão.
E a ética com isso?
Se para a Teoria da ação é
necessário que para um agir ético não exista medo da punição, mas uma liberdade
que revelará apenas o que é sincero, a religião verdadeira para Cristo exige
uma sinceridade que perpassa pelo medo de punição mas que é enraizado no amor.
Pois é somente pela ação do Espírito de Deus é que somos capazes dos mais
nobres sentimentos e virtudes. A isso damos o nome, na teologia reformada, de depravação total. O conceito se baseia na ideia de que todo o
coração humano é incapaz de qualquer ação boa, justa e verdadeira, mas capaz de
toda e qualquer perversidade¹, uma vez que “Ele vos deu vida, enquanto vocês
estavam mortos em pecados e delitos e seguiam o curso deste mundo e faziam a
vontade daquele que governa os poderes espirituais do espaço, o espírito que agora controla os que
desobedecem a Deus.” (Efesios 2: 1,2) Em outras palavras, os pensamentos e
ações que não contam com a graça de Cristo são governados pelas próprias forças
do inferno.
Entretanto, aquilo que chamamos
de coração poderá agir com as mais nobres intenções quando for liberto. A ética
portanto esbarra em um novo conceito de liberdade, para a fé cristã: aquela
liberdade que é dada e não intrínseca, imutável e não efêmera. A verdadeira ética cristã portanto, é livre,
mas submissa; voluntária e persuadida; dada de graça, mas visando a recompensa
celeste. Exatamente como Cristo é ao mesmo tempo homem e Deus, a ética cristã,
para ser verdadeiramente cristã, é construída necessitando do poder de Cristo
para a gloria de Cristo.
É isso.
Kedma Julia 99174
Kedma Julia 99174
Uma reflexão sobre ética e corrupção
A palavra Ética, Motta (1984) define como um “conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade em que vive, garantindo, outrossim, o bem-estar social”, ou seja, Ética é a forma que o homem deve se comportar no seu meio social. Atualmente, vemos a sociedade dividida: há quem diga o que precisa ser mudado e vá atrás de comportamentos melhores para fazer alguma diferença na sociedade, e há quem cobre das pessoas uma melhora sem se importar em mudar sua realidade, isso me leva a refletir sobre a corrupção na sociedade.
Somos em todo tempo alertados pelas mídias a forma como os nossos governantes são enlaçados dentro das propostas da vida política de forma que não resistem a corrupção ( sim, essa romantização existe e muitas vezes passa como nada em nossos olhos), nesses momentos, a sociedade grita que todos lá são ladrões e todos do lado de cá são roubados, não deixa de ser uma verdade, mas nos leva a pensar em uma coisa muito mais preocupante: a corrupção como algo instalado na sociedade, onde pedimos e queremos uma mudança que por uma lado parece inatingível, o que não deveria ser.
O nosso objeto de pesquisa aqui é a rua: pessoas furando fila, desrespeitando idosos no ônibus, policiais recebendo dinheiro em blitz para não multar, agências de empréstimos que não se importam de não deixar o seu cliente totalmente avisado do tanto que irá pagar, chip de celular que foi achado e quebrado para que o dono não tenha a oportunidade de encontrar, idosos que perdem seu salário na porta do banco e a pessoa de trás é incapaz de avisar. O retrato da corrupção pode ser bem explicado pela falta de ética, pela falta de percepção do indivíduo como elemento da sociedade e como ferramenta de bem-estar social, isso retrata uma sociedade individualista e doente, onde os governantes pensam ter o direito de enganar como quiser e os indivíduos pensar em enganar também, cada um em sua escala de influência e poder.
Laura Beatriz 99194
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
A ética do indivíduo
Na mesma proporção em há uma ampla discussão sobre a ética, sua prática torna-se escassa. Além disso, sempre direciona-se esse assunto para a esfera pública, como o questionamento sobre as ações de figuras públicas, ignorando-se os diversos problemas de condutas pessoais. Muitas vezes, a conduta de uma pessoa é guiada por fatores externos, como a presença de câmeras de segurança ou de indivíduos que podem servir de testemunhas.
Por exemplo, se um indivíduo encontra em determinado lugar um objeto esquecido por um conhecido, é esperado dele uma conduta responsável, como a devolução, mas fica a critério do mesmo se deixar ser controlado pelos costumes da sociedade ou seguir os seus princípios sejam eles éticos ou antiéticos.
Dessa forma, entra em cena a reflexão pessoal sobre sua conduta:
“Vou devolver o objeto porque sou uma pessoa ética, honro os meus valores e princípios morais e sei quem é o dono; vou devolver porque posso estar sendo filmado e têm testemunhas que podem me acusar de furto; ou não devolverei em hipótese alguma,” Nesse sentido, a pessoa pode devolver o objeto por pura pressão social, porque todos dizem que é correto, porque ela foi orientada desde a mais tenra infância a fazer as coisas de tal maneira ou simplesmente porque não quer manchar a sua reputação e não por querer realmente fazer isso de bom grado.
Isso põe em dúvida o conceito de bondade.
Será que todos fazem o que fazem porque estão sendo observados? E outra, isso ocorre de maneira consciente? Será que a verdadeira intenção de uma conduta é agir de acordo com o que dita a sociedade?
Ao que parece, somos todos controlados pela famosa plaquinha “SORRIA VOCÊ ESTÁ SENDO FILMADO”
Talita Rocha 99201
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
La Casa de Papel: Ato imoral ou resistência?
"O que é roubar um banco comparado a fundar um banco?" - BRECHT, Bertold.
Se infiltrar na Casa da Moeda da Espanha, imprimir 2.4 bilhões de euros, um assalto que desafia as autoridades, ato imoral ou resistência?
A série espanhola "La casa de Papel", adicionada ao catálogo da Netflix em 2017, atingiu uma escala significativa de audiência e repercussão em algumas partes do mundo, trazendo várias questões em torno da ética e moral a serem debatidas. O seriado traz como uma das figuras principais o "Professor", que recruta oito ladrões a fim de realizar o ambicioso plano de infiltrar na Casa da Moeda da Espanha para imprimir 2.4 bilhões de Euros. Em torno desse cenário surge a figura de Salvador Dalí, em forma de máscara, que eles utilizam como representação do exuberante e também para proteger suas identidades. Além da analogia à arte, a série também traz consigo algumas referências a filmes do gênero polícial/assalto, como a figura da personagem Tóquio que remete uma semelhança a Mia Wallace, personagem do famoso filme "Pulp Fiction" dirigido por Quentin Tarantino, causando com isso uma questão moral de padronização dentro do entreterimento.
La casa de Papel descontrói o estereótipo de "Bem vs Mal", rompendo o maniqueísmo e o modo de como os indivíduos são representados, de certo modo nos traz uma empatia com o vilão da história, o que vale pensar na inversão de valores que a série nos trouxe. A narrativa altera a lógica que se aprende desde criança, o público percebe a problematização da obra a partir do momento em que a polícia e o sistema se tornam vilões, enquanto os assaltantes são protagonistas e vistos como hérois e mocinhos. Com essa inversão de valores não se define então o que é certo e o que é errado, moral ou imoral, no contexto da obra as pessoas não conhecem seus princípios e valores em si mesmos, com se tudo tivesse ao contrário.
Tudo se explica através da maneira como a produção mostra os personagens, das circunstâncias e da lógica em que a história é contada. Na série, a ética foi modificada pelos meios de comunicação quando o professor soltou a ligação telefônica com os investigadores, na qual eles recusaram uma negociação a fim de libertar reféns. Com isso, houve uma polarização de lado escolhido pelo público, a maioria então passou a desejar o sucesso do roubo, esquencendo, em partes, a consciência moral do erro que é furtar, influênciando o conceito e a ética da população espanhola. Em vista disso, cabe ao espectador tirar suas conclusões e limitar seu envolvimento com a trama.
Em torno da estratégia e cenário socioeconômico e político da Espanha, os assaltantes consquistaram o apoio da população. É uma quebra de "sistema", a série trouxe inspiração de resistência e revolução, não se trata apenas de um plano fantástico, é mais que isso, é um desafio ao poder, é um ato de resistência, um desafio a ética quando vemos que o sistema não é tão eticamente correto como deveria ser, é uma construção dramatúrgica que é aperfeiçoada quando gera desconforto em quem acompanha o desenrolar da história e se percebe torcendo para o lado "errado". Como já dizia Bella Ciao: "Oh, membro da resistência, leve-me embora/ Querida, adeus! Querida, adeus! Querida, adeus!".
Laísa Rodrigues de Menezes - 99197
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
Antiética involuntária
No conceito filosófico, a ética é um campo que pauta o comportamento humano em sociedade e serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém seja prejudicado.
Mas seria esse conceito válido em nossos comportamentos diários ou só quando estamos sendo observados?
Ouvir uma
conversa sem ter permissão é um ato antiético, mas com
certeza em algum momento de sua vida você já ouviu uma conversa sem ter tido a
intenção inicial da mesma. Porém quando este ato é involuntário, ele pode ser
julgado dentro do campo da ética?
Isso acontece com muita frequência,
principalmente em apartamentos, onde é possível saber o que acontece na vida do
outro facilmente. Dias atrás, fiquei admirada
com a quantidade de informações que as meninas que moram comigo sabiam sobre a
vida dos vizinhos ao lado, elas atualizam uma Fanfic diária sobre a vida deles,
sabendo de coisas de suas vidas como se fossem amigos íntimos. Segundo elas
nunca ouve uma intenção inicial de escutar a vida alheia, mas a partir do
momento em que já tinham começado a ouvir, elas queriam saber o final da
história.
A meu ver inicialmente não é
possível julgá-las no campo da ética, pois não era intencional ouvir a vida do
outro, mas a partir do momento em que surge um interesse em ouvir mais, elas
estão conscientes de que querem continuar e aí sim, passam a ser antiéticas.
Mas se os vizinhos não tem
consciência de que elas sabem de suas vidas e elas não compartilham essas
informações com mais ninguém voltariam então a ser éticas? Não. Mas atualmente
onde tudo é automatizado e as pessoas fingem não saber das coisas para manter
uma boa convivência, automaticamente voltaria a estar tudo certo novamente.
Taynara Pena
Matrícula: 99205
Taynara Pena
Matrícula: 99205
Cleptomania: A doença que faz o indivíduo roubar
Moralmente falando, o ato de furtar não condiz com os bons valores e costumes da sociedade mas e quando se trata de uma pessoa com uma doença que a induz involuntariamente a cometer esse delito. Primeiramente devemos analisar essa doença, a cleptomania é um transtorno cuja característica mais proeminente é a impossibilidade de controlar o impulso de furtar. A pessoa portadora desse disturbio costuma furtar objetos que ele pode comprar justamente porque o prazer está no ato de furtar, e não em possuir o objeto que, na maioria das vezes, é dispensado.
Imagine a seguinte situação: você convida uma pessoa para jantar em um restaurante e percebe que ela leva uma taça quando vai embora. E não foi por acidente. O que você imagina? Que esse amigo é um “ladrão” por ter furtado tal objeto? Talvez a resposta não seja assim tão simples: você pode estar diante de alguém que sofre com uma doença chamada de cleptomania.
Um dos casos mais conhecidos de cleptomania é o da atriz Winona Ryder que foi vista em filmagens da câmera de segurança de uma loja roubando mais de 5 mil dólares em roupas e acessórios, as imagens correram o mundo por ser um escandalo de um ato considerado imoral na sociedade em que vivemos. Ela se justificou dizendo que sofria de cleptomania e após muito tempo sendo negada em produções, a atriz voltou a atuar na série Stranger Things.
Após apresentarmos o fator doença para um ato julgado moralmente errado essa pessoa deverá ser culpada pelo delito cometido por ela? Quando ocorreu o ato ela tinha plena consciência do que estava ocorrendo? Como devemos tratar as pessoas com essa doença?
Iasmim Lamounier
ES99209
Imagine a seguinte situação: você convida uma pessoa para jantar em um restaurante e percebe que ela leva uma taça quando vai embora. E não foi por acidente. O que você imagina? Que esse amigo é um “ladrão” por ter furtado tal objeto? Talvez a resposta não seja assim tão simples: você pode estar diante de alguém que sofre com uma doença chamada de cleptomania.
Um dos casos mais conhecidos de cleptomania é o da atriz Winona Ryder que foi vista em filmagens da câmera de segurança de uma loja roubando mais de 5 mil dólares em roupas e acessórios, as imagens correram o mundo por ser um escandalo de um ato considerado imoral na sociedade em que vivemos. Ela se justificou dizendo que sofria de cleptomania e após muito tempo sendo negada em produções, a atriz voltou a atuar na série Stranger Things.
Após apresentarmos o fator doença para um ato julgado moralmente errado essa pessoa deverá ser culpada pelo delito cometido por ela? Quando ocorreu o ato ela tinha plena consciência do que estava ocorrendo? Como devemos tratar as pessoas com essa doença?
Iasmim Lamounier
ES99209
Lúcifer, do Inferno para Los Angeles
Após se envolver em uma cena de assassinato em seu estabelecimento na Terra, Lúcifer começa a prestar consultoria para a polícia, deixando claro sua identidade a todo instante, e tem uma parceira detetive, que busca, a todo momento, encontrar pistas para a comprovação dos assassinatos, por um meio lógico envolvendo bastante raciocínio.
Já o anjo caído, que agora é nada mais que um civil, parte para a Teoria da Ação na ética, onde usa seus poderes persuasivos para conseguir a prova que tanto ele, quanto a detetive, almejam. Ele faz isso tendo toda a consciência dos seus atos, com total capacidade de deliberação já que está dentro daquilo que era acostumado a fazer no inferno. Porém, existe uma convergência quando os métodos utilizados por ele não vão de encontro com o utilizado pela detetive do departamento de polícia, a qual passou por uma estruturação de condutas ao prestar seu exame.
A moral se baseia em um conjunto de normas concretas que exigem condutas específicas do indivíduo, dessa forma vê-se um impasse: Apesar de Lúcifer, estar acostumado a torturar, com todos os seus poderes, aqueles que vão pro inferno pois cometeram impunidades quanto vivos, ele segue as normas estabelecidas apenas no ambiente em que vivia. Agora como apenas um civil e morador da "Cidade dos Anjos", ele foge desses costumes ao utilizar seus poderes de tortura, no caso psicológica, para prender os vilões, sendo imoral.
A série era produzida pela Fox e agora pela Netflix. Link para os episódios clique aqui
Aline Fonseca
Matrícula: 99187
A série era produzida pela Fox e agora pela Netflix. Link para os episódios clique aqui
Aline Fonseca
Matrícula: 99187
A Ética por trás de “The Good Place”
O seriado começa com a divisão entre o “bem” e “mal”, isso porque a personagem principal da trama, Eleanor Shellstrop, após sua morte, é levada ao céu (que simboliza o protótipo do que é considerado certo). Porém, no decorrer da narrativa, ela percebe que houve um engano e teve seu destino trocado com o de outra pessoa, enxergando então, que na realidade deveria ter sido enviada para o inferno (simbolizando tudo que há de mais errado), devido aos atos que a mesma cometeu enquanto viva.
A questão é que essa descoberta se torna responsável por todas as decisões que Eleanor opta por tomar. Primeiramente, define que está disposta a mudar sua essência para continuar daquele lugar, mas nada se torna fácil, visto que para isso teria que abrir mão de tudo que costumava fazer e que fugia dos parâmetros impostos pela sociedade e pelas leis que regiam o local. A mulher tenta a todo tempo colocar em prática o exercício da moral, se questionando o que seria certo ou errado a se fazer. Também, a ética, quando se propôs a seguir o que todos os outros habitantes faziam.
A personagem, no entanto, se molda à maneira em que seu par romântico, Chidi Anagonye, que exercia o trabalho de professor de Ética antes de chegar ao paraíso, tenta a ensinar como ser uma pessoa melhor. Chidi consegue influenciar as atitudes de Eleanor, mas ela sempre põe em prática os ensinamentos com um pé atrás, demonstrando que na realidade a vontade dela não estaria voltada para aquilo. Um exemplo claro, acontece no episódio dois da primeira temporada, quando são sugeridas duas opções para os moradores do recinto: a primeira é voar, atividade que desperta um interesse da maioria, e a segunda, recolher o lixo da cidade. Chidi obviamente, para ajudar Eleanor, sugere que ela recolha o lixo do local, como forma de provar seu caráter bondoso, mas, somente depois de insistir diversas vezes que voar seria mais divertido, ela aceita a proposta. Ou seja, Eleanor em todos seus atos, na verdade foi coagida a isso, e embora pensasse estar exercendo o papel da ética, não estava.
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| 2º episódio da primeira temporada de "The Good Place" |
SPOILER
Na segunda temporada da série, Eleanor, Chidi e outros dois moradores do lugar, descobrem que foram enganados, e que o paraíso foi somente uma ilusão, enquanto estavam em um experimento de inferno psicológico, testado para substituição da tortura física.
A confusão, no entanto, gira em torno do porquê Chidi também estar nesse experimento, já que em toda sua vida provou ser bom, moral e totalmente ético. O ponto, é que nessa tentativa de ser um homem correto, acabou por magoar pessoas que lhe rodeavam, o que prova que às vezes é necessária uma análise maior do quanto essa ética pode ser sustentada e se junto com ela pessoas não se machucam ou são afetadas por um julgamento próximo.
Com base nisso, a conclusão que se pode chegar é que a ética enquanto conjunto de regras e valores que regem as pessoas, só pode ganhar a atenção que precisa quando o indivíduo está de acordo com o que é imposto, caso contrário, não passa de uma decisão tomada por impulso de querer se encaixar ou se adequar às normas existentes. Além disso, o excesso de “sabedoria” pode acarretar a mudança da essência de alguém, que pode se sentir sabotado pela própria mente. E, alterar a percepção de uma pessoa afirmando a sua, com certeza não é o exemplo de ética que você mesmo prega.
Isabelle de Oliveira - 99200
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