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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Uma reflexão sobre ética e corrupção


A palavra Ética, Motta (1984) define como um “conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade em que vive, garantindo, outrossim, o bem-estar social”, ou seja, Ética é a forma que o homem deve se comportar no seu meio social. Atualmente, vemos a sociedade dividida: há quem diga o que precisa ser mudado e vá atrás de comportamentos melhores para fazer alguma diferença na sociedade, e há quem cobre das pessoas uma melhora sem se importar em mudar sua realidade, isso me leva a refletir sobre a corrupção na sociedade.
 Somos em todo tempo alertados pelas mídias a forma como os nossos governantes são enlaçados dentro das propostas da vida política de forma que não resistem a corrupção ( sim, essa romantização existe e muitas vezes passa como nada em nossos olhos), nesses  momentos, a sociedade grita que todos lá são ladrões e todos do lado de cá são roubados, não deixa de ser uma verdade, mas nos leva a pensar em uma coisa muito mais preocupante: a corrupção como algo instalado na sociedade, onde pedimos e queremos uma mudança que por uma lado parece inatingível, o que não deveria ser.
 O nosso objeto de pesquisa aqui é a rua: pessoas furando fila, desrespeitando idosos no ônibus, policiais recebendo dinheiro em blitz para não multar, agências de empréstimos que não se importam de não deixar o seu cliente totalmente avisado do tanto que irá pagar, chip de celular que foi achado e quebrado para que o dono não tenha a oportunidade de encontrar, idosos que perdem seu salário na porta do banco e a pessoa de trás é incapaz de avisar. O retrato da corrupção pode ser bem explicado pela falta de ética, pela falta de percepção do indivíduo como elemento da sociedade e como ferramenta de bem-estar social, isso retrata uma sociedade individualista e doente, onde os governantes pensam ter o direito de enganar como quiser e os indivíduos pensar em enganar também, cada um em sua escala de influência e poder. 

Laura Beatriz 99194

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Uma Noite de Crime (The Purge)

Moral e Ética. Conceitos com significados diferentes que muitos acreditam ser o mesmo. Entende-se por moral o seguimento dos regulamentos, das ordens e regras; um conjunto de normas que definem qual conduta o homem que vive em sociedade deve ter. Já a Ética, é o princípio que motiva os modos humanos; é um "conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade em que vive, garantindo, o bem-estar social".

Devido às Leis Jurídicas - criadas com base em princípios éticos para que haja uma convivência de respeito e ordem na sociedade - o ser humano não realiza atos que são considerados antiéticos pois, temem a punição que receberá. Mas, quando se permite fazer o que quiser sem que seja punido por isso, as pessoas mostram-se o quão nada ético são os seus instintos e desejos; é o que o filme Uma Noite de Crime (The Purge) apresenta.

No filme, o ano é 2022, nos Estados Unidos, e anualmente tem um dia da Purificação, no qual os cidadãos ficam liberados durante 12 horas para praticarem uma série de crimes e violências, sem que sofram nenhuma punição - os policiais, os bombeiros e os hospitais param de funcionar até o fim do prazo. Através desse filme é possível perceber mais claramente como a sociedade só sobrevive porquê há o controle desses instintos imorais, tornando as pessoas mais humanas, contendo o instinto animal que habita em cada um. "As mesmas leis, regras, morais e éticas que, às vezes, nos incomodam pelas suas restrições, são essenciais para a convivência em sociedade - sem a existência das punições e da ordem, viveríamos em meio ao caos".

Por: Beatriz Fonseca
Matrícula: 99207

Padrão de beleza e Moral










O pior é que era coxa. Uns olhos tão lúcidos, uma boca tão fresca, uma compostura tão senhoril; e coxa! Esse contraste faria suspeitar que a natureza é às vezes um imenso escárnio. Por que bonita, se coxa? Por que coxa, se bonita?” (Memórias póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis.)

“As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental.”
(Receita de mulher, Vinícius de Morais.)

Esses são alguns dos excertos de produções literárias que remontam tanto o realismo, como é o caso de Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis, como o modernismo, a exemplo de Receita de Mulher de Vinícius de Morais. No entanto, em ambos é perceptível um tema de formidável importância na atualidade: a beleza. Ou melhor dizendo, o padrão de beleza que, infelizmente, é constante no cotidiano contemporâneo.
Ao fazer uma análise no campo moral, – conjunto de valores de uma sociedade que norteiam a conduta do ser humano - o padrão de beleza tem caráter prático, temporário e cultural. Portanto, varia conforme os valores sociais e princípios de dada sociedade daquele local e história. Na antiguidade, os egípcios, por exemplo, acreditavam que o ideal de beleza era a juventude e por isso cuidavam do corpo de tal forma que investiam massivamente em cremes e em roupas que realçassem essa jovialidade. Já na atualidade, a estética do corpo magro e branco que é cultuada.
De acordo com Sampaio e Ferreira (2009): “ Ser bela está ligado a qualidades estéticas, explicitadas nos atributos físicos e que estão constantemente veiculados pela mídia. Assim, a sociedade em geral entende por belo aquela ou aquele que tem a pouca porcentagem de gordura corporal, fartas nádegas (sem celulite, nem estrias) e seios grandes (e empinados), músculos definidos, pele bronzeada, além de ausência de mancha ou espinha na pele [...].” Veja, então que o conceito de beleza é algo muito subjetivo e intrinsecamente influenciado por cada sociedade, cultura e consequentemente pela moral que os regem.
Machado de Assis e Vinícius de Morais igualmente reproduzem um ideal de beleza com seus nuances e relevâncias, destarte vigente às suas épocas.
Perante isso, cabe à ética – questionamento filosófico sobre os valores sociais -, uma observação sobre a moral para propagar mudanças no coletivo. Isso porque, no campo ético o caráter é teórico e também universal. Na contextualização que elucida essa reflexão, muitos movimentos como, body-positive, valorização de certos tipos de cabelo (como o afro) e entre outros, surgem com o intuito de promover a crítica aos valores morais, majoritariamente, nocivos em sociedade.

Por: Alice Ruschel Mochko
Matrícula: 99178

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

O ser humano é naturalmente mau


           É fácil se mostrar ético quando o mundo está te olhando como uma câmera gigante de julgamentos, mas, a realidade que o ser humano de modo geral tenta esconder (até mesmo os que estão por trás da grande câmera) é que nenhum de nós é realmente bom.
           A artista Marina Abramovic realizou uma performance conhecida como "Ritmo 0" que consistiu em deixar seu corpo ser usado pelo público, juntamente com mais de 70 objetos de todo tipo em uma mesa, durante 6 horas com as seguintes instruções: "há 72 objetos na mesa que se pode usar em mim como quiser. Performance. Eu sou o objeto. Durante esse período eu me responsabilizado totalmente". No início as pessoas se mostraram boas com ela, lhe jogaram rosas, fizeram cócegas, mas depois, percebendo que realmente tinham liberdade para fazer de tudo com ela, começaram a usar da mesma para torturá-la. Tiraram suas roupas, cortaram seu corpo, tocaram suas intimidades, apontaram uma arma em sua cabeça. Depois de seis horas, o galerista informou que a performance havia terminado, a artista começou a andar em direção ao público que fugiu por não conseguir encará-la como uma pessoa, após a usarem como um objeto.

           Em fevereiro de 2017 aconteceu no estado do Espirito Santo uma greve da polícia militar. Esse mês foi marcado por um cenário sangrento e rudimentar onde o povo se viu no direito de cometer crimes de todos os tipos por não ter que arcar com as consequências depois. Aproximadamente 300 lojas foram saqueadas e 219 pessoas foram mortas por aqueles que se aproveitaram do momento de fragilidade e insegurança do estado.



Ética é "o que você faz quando ninguém vê fazendo ou o que você queria fazer se ninguém pudesse te ver". Como se comprova nos relatos citados, quando as regras morais do ser humano são questionadas, ignoradas ou suspensas, nos comportamos como monstros, logo, somos naturalmente ruins, sendo convencidos da bondade por um sistema que determina o certo e o errado com leis, impondo um mínimo de decência ao afirmar que se essas não forem cumpridas haverá uma punição. Não seguimos regras por sermos bons, seguimos para não sermos condenados. Somos maus.

Ana Lusia Horstt - 99196

terça-feira, 30 de julho de 2019

Uma análise dos discursos morais de A Grande Família

RESENHA
A Revista Comunicação & Educação da USP publicou um artigo acadêmico um artigo intitulado "Da virtude à estratégia: os conflitos morais em A Grande Família",  tratando da análise de discurso moral de Lineu e Agostinho, onde cada personagem representa uma escolas de pensamento ético, seja o de Kant ou o Pragmatista.
Por meio do caráter ideológico presente na série, o discurso kantiano de Lineu é legitimado em detrimento do discurso moral egoísta e pragmático de Agostinho.
Constata-se que há uma construção social de legitimação de uma vertente ética em detrimento de outras possíveis.

Para ler este artigo na íntegra, clique aqui.


Autor: Arthur Meucci

Matrícula: 12270