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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Realismo ou Nominalismo


Durante toda a nossa história a humanidade sempre ficou dividida em alguns correntes filosófica do conhecimento e existencialismo, na qual são duas: o realismo e o nominalismo.

Realistas postulam a existência de dois tipos de entidades, particulares e universais.
Particulares são elementos semelhantes entre si porque compartilham os universais; por exemplo, cada cão particular tem quatro pernas, latido, e tem uma cauda. Universais também podem assemelhar-se uns aos outros através da partilha de outros universais; por exemplo, sabedoria e generosidade se assemelham em que ambos são virtudes. Platão e Aristóteles estavam entre os mais famosos realistas.
A plausibilidade intuitiva de realismo é evidente. Realismo nos permite levar a sério a estrutura sujeito-predicado do discurso através do qual nós representamos o mundo. Quando dizemos que Sócrates é sábio é porque há tanto Sócrates (o particular) e sabedoria (o universal) e o particular exemplifica o universal.
Realismo também pode explicar o uso que muitas vezes fazemos de referência abstrata. Às vezes qualidades são temas de nosso discurso, como quando eu digo que a sabedoria é uma virtude ou que o vermelho é uma cor. O realista pode interpretar esses discursos como afirmando que há um universal (sabedoria; vermelho) que exemplifica outro universal (virtude; cor).
Assim, todo o problema está em conceber as representações a partir do modelo nome-objeto; ou seja, o modelo que nos permite interpretá-las como uma ‘res’.  Ora, pelo fato de as representações não poderem ser concebidas segundo este modelo, a elas muitas vezes é negada a própria existência. Porém, Descartes considera que as ideias têm uma espécie de estrutura ou complexidade que lhes é própria e que constitui sua realidade objetiva.  Ou seja, elas são concebidas como modo de pensamento (sentido formal) e como representação de coisas (sentido objetivo).    Entendidas como representação de coisas, às ideias podemos aplicar, por exemplo, os critérios de adequação da lógica antiga, conforme acima explanado, e a elas não se aplicaria a proposição nominalista em relação às ideias universais.
ssim, todo o problema está em conceber as representações a partir do modelo
ICARO RAFAEL MATTA PEREIRA
99192
nome-objeto; ou seja, o modelo que nos permite interpretá-las como uma ‘res’. Ora,
pelo fato das representações não poderem ser concebidas segundo este modelo, a elas
muitas vezes é negada a própria existência. Porém, Descartes considera que as ideias
têm uma espécie de estrutura ou complexidade que lhes é própria e que constitui sua
realidade objetiva. Ou seja, elas são concebidas como modo de pensamento (sentido
formal) e como representação de coisas (sentido objetivo). Entendidas como
representação de coisas, às ideias podemos aplicar, por exemplo, os critérios de
adequação da gica antiga, conforme acima explanado, e a elas não se aplicaria a
proposição nominalista em relação às ideias universais
ssim, todo o problema está em conceber as representações a partir do modelo
nome-objeto; ou seja, o modelo que nos permite interpretá-las como uma ‘res’. Ora,
pelo fato das representações não poderem ser concebidas segundo este modelo, a elas
muitas vezes é negada a própria existência. Porém, Descartes considera que as ideias
têm uma espécie de estrutura ou complexidade que lhes é própria e que constitui sua
realidade objetiva. Ou seja, elas são concebidas como modo de pensamento (sentido
formal) e como representação de coisas (sentido objetivo). Entendidas como
representação de coisas, às ideias podemos aplicar, por exemplo, os critérios de
adequação da gica antiga, conforme acima explanado, e a elas não se aplicaria a
proposição nominalista em relação às ideias universais

Quando é real?

Quando você fala algo, você torna aquilo real?
Ou só quando você sente que você vê que é real?
Você precisa falar ou sentir para saber que é real?

Robert Rodrigues
99206

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Por quê?

Por Roberta Abreu (99208)

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Quando eu tinha 9 anos eu li esse livro e me lembro até hoje do quanto me identifiquei com Marcelo, personagem principal do livro. Ele vivia se questionando e questionando seus pais sobre o por que do nome das coisas e muitas vezes não chegava a uma resposta convincente. Duvido que você não passou por isso em algum momento da sua vida, parar e se questionar de onde vem aquele nome e porque ele nomeia aquilo, é super natural. Bom, os filósofos tem estudos sobre, e podemos entender que:
"Nominalismo e realismo são as duas posições mais ilustres na metafísica ocidental que tratam da estrutura fundamental da realidade. De acordo com os realistas, todas as entidades podem ser agrupadas em duas categorias: particulares e universais. Nominalistas argumentam que só existem particulares." Logo, no nominalismo as convenções humanas tendem a agrupar objetos ou ideias em categorias.

O paradoxo do quebra-cabeça de Teseu

O nominalismo é uma das principais tendências filosóficas da Idade Média, sendo contrário ao realismo e ao conceitualismo, esse movimento rejeitou o pensamento alcançado por abstrações e abriu caminho para o espírito de observação e a vulgarização da pesquisa indutiva. Pode se dizer que o nominalismo é uma doutrina segundo a qual as ideias gerais, como gêneros ou espécies, não passam de simples nomes, sem realidade fora do espírito ou da mente.
Segundo Leibniz, "são nominalistas todos os que acreditam que, além das substâncias singulares, só existem os nomes puros e, portanto, eliminam a realidade das coisas abstratas e universais"


A ideia básica é que o mundo é feito exclusivamente a partir de particulares e os universais são de nossa própria fabricação. Eles resultam de nosso sistema representacional (a maneira como pensamos sobre o mundo) ou a partir de nossa linguagem (o modo como falamos do mundo).
Devido a isso, o nominalismo é claramente amarrado de uma maneira perto também à epistemologia (o estudo do que distingue crença justificada de opinião). Se houver apenas particulares, então não há “virtude”, “maçãs”, ou “sexos”. Há, em vez disso, convenções humanas que tendem a agrupar objetos ou ideias em categorias. A virtude só existe porque dizemos que ela existe: não porque há uma abstração universal da virtude. Maçãs só existem como um tipo particular de frutas porque nós, como seres humanos temos categorizado um grupo de frutas particulares de uma maneira particular. Masculinidade e feminilidade, assim, só existem no pensamento humano e na linguagem.

O debate entre os partidários desses dois campos opostos estimulou alguns dos problemas mais intrigantes na metafísica, como o quebra-cabeça do navio de Teseu, que se trocar de peças ao longo de uma viagem, ainda será o mesmo? Segundo o próprio Leibniz concluiu que não, usando a lógica de que “X é o mesmo que Y se, e apenas se, X e Y têm as mesmas propriedades e relações e tudo que for verdade para X também é para Y”.  A duvida será eterna, pois pode ser o simples fato do nome caracterizar ou não algo como o navio, se ele se desmonta ele passa a não ser o que era mudando assim o seu nome?

Iasmim Lamounier
ES99209



terça-feira, 19 de novembro de 2019

o nome das coisas


Em oposição ao realismo, o nominalismo nos faz crer que toda a realidade é criada pelos homens, e os objetos são abstratos, são apenas nomes criados.
"O nominalismo é uma filosofia na qual as idéias gerais, como gêneros ou espécies, não passam de simples nomes, sem realidade fora do espírito ou da mente. A única realidade são os indivíduos e os objetos individualmente considerados. Desse modo, o universal não existe por si: é mero nome, vocábulo com significado geral, mas sem conteúdo concreto, que só reside no individual e no particular."
O livro infantil "Marcelo, Marmelo, Martelo" trata desta temática. Marcelo, um menino de 6 anos, começa a perceber que uma porta só é uma porta porque alguém lhe atribuiu esse nome. Abaixo, um trecho:
— Papai, por que é que mesa chama mesa? 
— Ah, Marcelo, vem do latim. 
— Puxa, papai, do latim? E latim é língua de cachorro? 
— Não, Marcelo, latim é uma língua muito antiga. 
— E por que é que esse tal de latim não botou na mesa nome de cadeira, na cadeira nome de parede, e na parede nome de bacalhau?

Marcelo continua intrigado e passa a criar nomes que, dentro de seu conhecimento, "deem sentido" as coisas.

"Pois é, está tudo errado! Bola é bola, porque é redonda. Mas bolo nem sempre é redondo. E por que será que a bola não é a mulher do bolo? E bule? E belo? E bala? Eu acho que as coisas deviam ter nome mais apropriado. Cadeira, por exemplo. Devia chamar sentador, não cadeira, que não quer dizer nada. E travesseiro? Devia chamar cabeceiro, lógico! Também, agora, eu só vou falar assim".

Por fim, a comunicação com seus pais começa a ficar complexa e Marcelo percebe que, embora os nomes sejam apenas coisas inventadas, uma linguagem padronizada é fundamental para que todos da mesma sociedade possam se comunicar. 

Maria Eduarda - 99199


quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Nominalismo com Alberto Caeiro


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 O conceito de universal surge ao falar sobre conceito, ideia ou essência comum a todas as coisas que indicamos pelo mesmo nome, ou seja, o que pensamos ser algo que denominamos por uma palavra. Surge uma questão: o universal é algo real ou um ato simples de nossa mente expresso por um nome? Os conceitos são realidade ou palavras?

O nominalismo é uma doutrina que afirma uma posição, dizendo que o real é um puro nome, apenas uma emissão fonética. Só existe uma realidade: individuos e objetos. Enquanto isso, para a doutrina realista, os universais existem objetivamente. Uma expressão importante é o Realismo platônico, termo filosófico usado para se referir ao realismo, mas com relação relação à existência de "universais".

A Inerência é uma das criticas ao realismo platônico, porém a popularidade dessa corrente não é pequena.

Podemos observar esse conceito em um poema de Alberto Caeiro (Heterónimo de Fernando Pessoa):


Sei que a pedra é real, e que a planta existe.
Sei isto porque elas existem.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram.
Sei que sou real também.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram,
Embora com menos clareza que me mostram a pedra e a planta.
Não sei mais nada.
Sim, escrevo versos, e a pedra não escreve versos.
Sim, faço idéias sobre o mundo, e a planta nenhumas.
Mas é que as pedras não são poetas, são pedras;
E as plantas são plantas só, e não pensadores.
Tanto posso dizer que sou superior a elas por isto,
Como que sou inferior.
Mas não digo isso: digo da pedra, “é uma pedra”,
Digo da planta, “é uma planta”,
Digo de mim, “sou eu”.
E não digo mais nada. Que mais há a dizer?



Laísa Rodrigues de Menezes
99197

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Realismo? Nominalismo?


Existem duas escolas na filosofia da linguagem: o realismo e o nominalismo. Resumidamente, pensadores do realismo acreditam que as palavras, conceitos e ideias correspondem à realidade exatamente como ela é.
“Considerada universal, culta, impessoal, clara, direta e, obviamente, realista, a linguagem do realismo sofreu influência direta das obras literárias do século XIX, época em que os artistas seguiam a tendência da filosofia, do positivismo e da ciência.” Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/a-linguagem-do-realismo

No meio artístico, o artista francês Gustave Courbet foi pioneiro do estilo realista. Ele representava a realidade em suas obras da forma como ela é. Uma das suas obras mais aclamadas é “O Homem Desesperado” que é um auto-retrato que representa o desespero. Dessa forma, qualquer pessoa que observar a arte terá essa impressão de que o homem está desesperado, é a realidade representada da forma como ela é.


Por outro lado, os pensadores do nominalismo acreditam que as palavras, conceitos e ideias não descrevem o mundo como ele é, uma vez que para eles as palavras são apenas um flatus vocis (pura emissão fonética).

Teoria segundo a qual “nada há de universal no mundo para além das denominações, porque as coisas nomeadas são todas individuais e singulares”1. O Nominalismo nega a existência dos géneros e das espécies que, alegadamente, não existiriam senão em nome.” Disponível em: http://sofos.wikidot.com/nominalismo

A obra “A Traição das Imagens” do artista surrealista René Magritte representa essa linguagem nominalista, uma vez que nos faz refletir se as coisas são realmente o que as representam.  

Aluna: Laura Fernandes de Souza
Matrícula: 99190


domingo, 3 de novembro de 2019

O realismo no poema "Arca de Noé" de Vinicius de Moraes

No campo da filosofia da linguagem há duas vertentes principais: o realismo e o nominalismo. Para o primeiro, há a crença que as palavras, conceitos, ideias e teorias são entidades reais. Já para o segundo, os conceitos e leias não descrevem a realidade e as teorias científicas, por exemplo, seriam um artifício da linguagem usada para tentar dar ordem e sentido para o mundo.
Através da análise do poema Arca de Noé de Vinicius de Moraes, é possível perceber um realismo, pautado genuinamente na realidade ontológica - existência da razão.


Os Bichinhos e O Homem

Arca de Noé
Toquinho & Vinicius de Moraes


Nossa irmã, a mosca
É feia e tosca
Enquanto que o mosquito
É mais bonito
Nosso irmão besouro
Que é feito de couro
Mal sabe voar
Nossa irmã, a barata
Bichinha mais chata
É prima da borboleta
Que é uma careta
Nosso irmão, o grilo
Que vive dando estrilo
Só pra chatear


MORAES, V. A arca de Noé: poemas infantis. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1991.

O poema retrata as várias espécies de seres vivos e que se utilizado conceitos da biologia, como da área da taxonomia, encontrará uma vital semelhança: que todos os seres vivos ali citados pertencem ao mesmo reino. Dessa forma, ao analisar as semelhanças entre esses seres vivos, poderá enquadrá-los em categorias e portanto a partir daí estabelecer as diferenças entre sim. Esse critérios biológico que tais seres vivos são do mesmo reino, no caso o animalia, demostra um caráter racional para explicar as semelhanças entre os animais presentes no poema. Sendo assim, há um direcionamento para o realismo da filosofia da linguagem. A própria escala taxonômica proposta por Carl Linnaeus revela a razão empregada pelo cientista em descrever as escalas taxonômicas detalhadamente de maneira que progrida desde o indivíduo mais geral e com semelhanças (reino) para o mais complexo e com diferenças (espécie).
Nome: Alice Ruschel Mochko
Matrícula: 99178