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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

A distinção no cinema

A arte faz parte da cultura da nossa sociedade, e muitas vezes ela transmite uma visão humanitária de igualdade. Por outra perspectiva, a arte também pode ser uma forma de distinção social, como a arte erudita e elitista.

A democratização da arte ainda está em processo, muitos produtos hoje são pensados para o acesso ao público geral. Entretanto, a separação desse acesso ainda acontece, como no cinema. A sétima arte continua sendo um privilégio da classe dominante, apesar de não ser exclusiva. Muitas pessoas ainda não tem acesso aos cinemas locais, ou até mesmo moram longe dos grandes centros e salas de cinema não são uma realidade em sua cidade. Além disso, os altos preços do serviço selecionam ainda mais o público. Em vista dessa problemática, as opções acessíveis a esse público são sites ilegais de baixa qualidade.

O Estado tem o dever de prover lazer ao povo, e, visando isso, criou carteirinhas para baratear o acesso a arte e cultura. Entretanto, tal medida ainda não é suficiente para democratizar o cinema. As próprias grandes premiações do setor, como o Oscar, evidenciam a distinção social.

Filmes e produções audiovisuais no geral são julgados e premiados todos os anos. O Óscar é a maior premiação do cinema mundial, e assim dita a qualidade do que é produzido. A visibilidade de certas culturas em detrimento de outros é uma distinção social. O cinema americano e europeu está em destaque nessas premiações, distinguindo essa realidade das outras.



Em suma, a indústria do cinema é pode ser usada como um grande exemplo da nossa sociedade, de formas positivas e negativas.

Laís C. F. Fidélis - 99180

Diferença de Hegel

Alguns filósofos trataram da identidade lógica, como, por exemplo, Aristóteles, Parmênides, Heráclito. Mas Hegel, talvez de todos que trataram desse tema, foi o que abordou a identidade de modo mais distinto. Hegel foi um grande leitor das obras de Aristóteles e nisso pôde observar que o conceito de identidade cunhado por Aristóteles não era suficiente. A partir disso ele elaborou esse conceito como relação consigo mesmo, relação de negatividade do seu ser. Esse texto pretende explicar de forma breve e clara o conceito de identidade para Hegel a partir da obra Ciência da Lógica, mostrando alguns contrapontos entre Hegel e Aristóteles.
Segundo Hegel, a essência é a imediação superada. Mas por quê? Porque a relação com o outro ser desapareceu, ela não há mais, e, dessa forma, há somente uma relação consigo mesma, uma relação de negação. O seu ser se nega e a partir dessa negação ele se “identifica”. Usando uma analogia, é como se alguém se olhasse num espelho e lá se enxergasse e, a partir disso, houvesse a negação de si. Mas essa negação do seu próprio ser remete à sua identidade. É uma relação apenas consigo mesmo, sem a necessidade de outro ser. Dessa forma a essência é a identidade consigo mesma. Não é uma igualdade que parte de outro ser, mas a reconstituição surgida de si e em si mesma. Hegel chama isso de identidade essencial, diferentemente de uma igualdade abstrata, que é uma igualdade que se faz por meio de um negar relativo a outro ser e no fim das contas só há uma espécie de comparação entre os dois seres. A identidade essencial se dá no âmbito do próprio ser como negação de si. Hegel não determina as coisas dizendo o que elas são, mas sim dizendo o que elas não são, ou seja, negando-as.
Em Aristóteles há uma reflexão extrínseca, conhece-se apenas a identidade abstrata, tal como falamos há pouco. A identidade em Hegel não precisa buscar o não-ser em outro objeto, se busca em si mesmo. O princípio A = A nada mais é do que uma tautologia sem conteúdo que não nos leva mais adiante. Afirmar que a identidade não é a diferença é afirmar automaticamente que a identidade é diferente da diferença e, desse modo, é afirmar que a identidade é algo diferente e quando se tenta definir a natureza da identidade acaba-se definindo-se como se sua natureza fosse em ser diferente.
A identidade tal como Hegel entende pode ser buscada no princípio de contradição: A não pode ser ao mesmo tempo A e não-A. O não-A se faz ver para em seguida desaparecer e a identidade está expressada nessa proposição, como negação da negação. A e não- A são diferentes, diferenças essas que são referidas ao mesmo A, disso resulta a essência, logo, a identidade.

ICARO RAFAEL MATTA PEREIRA
99192

A distinção entre certo e errado

 O certo e errado nos acompanham desde crianças, mesmo antes de aprender a falar, os nossos cuidadores tentam nos fazer entender o que pode ser tocado/visto por nós ou não, e a ferramenta de escolha é o certo e o errado.
 Exisfem leis, que punem quem prática alguma ação intitulada como errada, e existem prêmios e reconhecimentos para aquele que comete um ato intitulado como certo, isso é inegável. O que distingue o certo do errado é como tal coisa é vista na sociedade, como afeta o bem estar pessoal e em grupo e até onde as consequências podem chegar.
 Falar sobre educação sexual  nas escolas por exemplo, é algo que divide opiniões, mesmo não apresentando consequências ruins para a sociedade, ainda muitas pessoas o julgam como errado, mutas famílias defendem que isso se discute em casa e muitos estudiosos apontam como pode transformar a realidade, vemos por aí uma problemática nessa distinção, já que implica bem mais do que achar, implica como é visto.

Laura Beatriz 99194

Arte é tech, arte é pop, arte é tudo

Pessoas mais velhas e habituadas com o auge do MPB bem como o Rock'n Roll, dizem que Funk não é arte muito menos cultura.

Assim como começou a Semana de Arte Moderna, onde muitos ditos apreciadores da arte abominaram a renovação e evolução das maneiras de produção dela. O impressionismo por exemplo, assim como o funk, foi considerado vulgar, de baixo escalão, pois em vez de retratar cenas clássicas, santos e deuses gregos mostravam pessoas fazendo coisas ordinárias: bebendo, em piqueniques, andando. Ou seja, um abuso, o caos. 




Desde a década de 1970, os bailes eram organizados por DJ's que tocavam black music, mais do que festas, eram eventos de conscientização do movimento negro. Já atualmente, aqueles que criticam esse estilo musical, tem como base letras pornográficas, entretanto é necessário observar que o funk canta o realismo grotesco que muitos passam em forma de música. 

Já o MPB, que apesar de ser um estilo diferente, na época da Ditadura Militar Brasileira,  que fez aflorar nos compositores brasileiros a necessidade de usar sua arte para protestos políticos contra a situação. Mesmo que de formas distintas, ambos estilos buscaram criticar, através da música,cada um contribuindo com o que melhor sabe fazer, questionando os fatos e informando a população. Apesar de censurados pelos órgãos opressores, no caso do MPB, mas não deixando de compartilhar os momentos difíceis.

Trechos das músicas produzidas como protestos


Aline Fonseca
99187

sábado, 30 de novembro de 2019

A Música como arte


A arte nos circunda em tudo. Na sociedade atual, se prestarmos o mínimo de atenção, o singelo ou incrédulo pode se transformar em arte. No entanto, tempos atrás o primeiro conceito de elaboração de arte era “uma mimese da natureza”, isto é, uma imitação e reprodução sobre o mundo da natureza. Existem duas grandes correntes que discorrem sobre o conceito de arte: a de Aristóteles e de Platão. A primeira diz que a arte é superior à natureza, enquanto que a segunda afirma que a arte é inferior ao mundo.
            Apoiando-se nessas duas visões, podemos compreender que a arte é uma réplica mal feita do mundo, seria a manipulação da realidade (corrente platônica). Isso me recorda de uma música do Lulu Santos chamada Tempos Modernos. Há um trecho muito interessante nela que merece destaque:
Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
E não há tempo que volte amor
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir
            A música é uma arte, pois há nela uma reconfiguração de uma visão de mundo do cantor que a traduz em melodias e acordes. Sendo assim, destaco algumas frases importantes:
“Hoje o tempo voa, amor”
“Escorre pelas mãos”
Nessa parte, é perceptível notar um sentido totalmente diferente do usual que estamos acostumados. Sobre o tempo voar, é uma metáfora, pois o tempo não voa e muito menos escorre pelas nossas mãos. Contudo, essa reprodução artística permite a aplicação de um significado muito maior e profundo que causa uma catarse, um êxtase em quem ouve a música. Dessa forma, ao mesmo tempo que a própria metáfora renuncia a realidade vivenciada por nós dando novos sentidos (corrente aristotélica), ela também é uma reprodução do nosso real e não necessariamente tal como é.

Seja da corrente aristotélica, onde a arte é superior a natureza ou da corrente platônica que discorre que a arte é inferior ao mundo, uma coisa é fato: a arte está por aí.

Alice Ruschel Mochko
99178

Eduardo e Mônica


Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol de botão com seu avô

A arte também pode ser vista como um mecanismo de distinção social, como podemos observar nesse trecho da música Eduardo e Mônica de Renato Russo. Pode-se analisar a diferença da dita “cultura erudita” entre os dois, onde a Mônica aparenta ter um repertório cultural mais enriquecido ao de Eduardo. Porém isso não retira o fato de que Eduardo também se envolve com arte, porém de maneiras diferente, no trecho seguinte diz:

Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema "escola, cinema
Clube, televisão"

O Eduardo, no caso, estaria em contato com formas de arte distintas da de Mônica. Isso mostra a arte como distinção social e cultural. Há formas diferentes de artes produzida por cada cultura e parâmetro social.

Laísa Rodrigues de Menezes, 99197