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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Nominalismo

  • Teoria segundo a qual “nada há de universal no mundo para além das denominações, porque as coisas nomeadas são todas individuais e singulares”. O Nominalismo nega a existência dos géneros e das espécies que, alegadamente, não existiriam senão em nome.
Guilherme de Occam (frade franciscano) foi o primeiro defensor do nominalismo, numa resposta à chamada querela dos universais que consistia em saber se haveria realidades universais que correspondam às palavras gerais das quais nos servimos – por exemplo, “homem”, “cavalo”, etc.).
Alguns filósofos sustentam um “realismo de significação”, dizendo: se a beleza é um nome que tem um significado geral, então, qualquer coisa como a “beleza em si” ou a “essência da beleza” existe na realidade.
A este mesmo problema, o nominalismo dá a resposta inversa: os nomes apenas são etiquetas, graças às quais podemos representar as classes de indivíduos; as ideias gerais não têm um objecto geral: são abstracções obtidas por intermédio da linguagem.
Ou seja, o nominalismo defende a ideia segundo a qual as coisas ou objectos da experiência não têm realidade intrínseca fora da linguagem que as descreve.
nominalismo permite uma crítica radical das entidades metafísicas e foi sobretudo defendido pelas teorias empiristas de Berkeley, Hume, Condillac, empirismo, empirismo lógico e positivistas como o Círculo de Viena.
  • Nominalismo é antítese do Platonismo.

Davi Pinho, 88986

Realidade ou nomes?

Uma das principais tendências filosóficas da Idade Média, o nominalismo, contrário ao realismo e ao conceitualismo, rejeitou o pensamento alcançado por abstrações e abriu caminho para o espírito de observação e a vulgarização da pesquisa indutiva.
O nominalismo é uma doutrina segundo a qual as ideias gerais, como gêneros ou espécies, não passam de simples nomes, sem realidade fora do espírito ou da mente. A única realidade são os indivíduos e os objetos individualmente considerados. Desse modo, o universal não existe por si: é mero nome, vocábulo com significado geral, mas sem conteúdo concreto, que só reside no individual e no particular. Em seu retrospecto histórico da doutrina nominalista, Leibniz afirmava que, para os partidários do nominalismo, só existem, além das substâncias singulares, os nomes puros e, desse modo, a realidade das coisas abstratas e universais é eliminada.
Magritte do surrealismo brinca com essa ideia de que os objetos estarem necessariamente ligados a nomes para existir no quadro traição das imagens.
Resultado de imagem para magritte cachimbo

Realismo x Nominalismo

As palavras podem descrever a realidade, são construídas socialmente e permitem a expressão de sentimentos. 

No realismo, as palavras são entendidas como reais e que correspondem à realidade, possuindo significante e significado. Sendo assim, elas são racionais. 

Podemos considerar duas correntes:

  1. Imanentista/materialista: corresponde à metafísica e diz que a verdade está nas coisas;
  2. Conceitual: existem conceitos perfeitos criados pela razão, em que o discurso racional se adequa à realidade.

No nominalismo, os conceitos são puramente nomes e eles, juntamente com as leis, não são capazes de descreverem a realidade. Assim, os discursos apenas organizam e explicam fatos, utilizando a linguagem como instrumento de organização e construindo narrativas com sentido.

Vinícius M. Sampaio, 93318

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

As obras de René Magritte



As obras de René Magritte


O nominalismo é uma filosofia que afirma o caráter abstrato dos conceitos, questionando se universal (essência comum a todas as coisas) é real ou apenas uma criação da nossa mente expressa por um nome. René Magritte, artista surrealista belga, criou um conflito em suas obras entre a imagem e o texto, expressando o pensamento nominalista.







O quadro de Magritte, chamado La Trahison des images (A Traição das Imagens), traz a reflexão sobre a nossa própria percepção da realidade por meio das representações imagéticas e da linguagem.

A obra incita uma reflexão sobre o papel da arte na filosofia. A arte deve ser entendida como uma representação subjetiva da realidade, não como a realidade por si só, como um universo paralelo. O poder da arte e das palavras é criar universos paralelos onde conceitos abstratos tomam novas formas e sentidos. A obra está atualmente no Museu de Arte do Condado de Los Angeles, nos Estados Unidos.

Segundo o pintor, um título legitima um quadro completando-o, portanto, é clara a importância do título escolhido. O título do quadro entrega qual o objetivo daquela obra de arte em questão, evidenciar que representações não são a realidade. Em contrapartida, a obra em questão ficou mais conhecida pela frase que está na pintura: Ceci n'est pas une pipe, na tradução livre, isso não é um cachimbo. A frase entrega o caráter duplo da linguagem, uma representação por meio de símbolos criados em uma convenção social. A palavra cachimbo é uma representação textual do objeto cachimbo.

Michel Foucault aborda o tema em seu livro, Ceci n'est pas une pipe, discorrendo sobre o quadro de Magritte. Em outro livro, As palavras e as coisas, Foucault aborda os limites da representação e torna a linguagem objeto de estudo. O quadro de Magritte é usado até os dias atuais como referência para as representações do mundo.







 Laís C. F. Fidélis - 99180

Isso não é um chapéu 2


por: Júlia Ennes - 99193
Isso não é um chapéu. Nem um elefante depois de ter sido engolido por uma jiboia. É a representação de um elefante sendo engolido por uma jiboia. Nem uma imagem, nem as palavras que se referem a coisa são o que a coisa em si. A figura e as palavras não são a verdade de algo, mas sua construção.

todas as coisas tem nome

o nominalismo consiste na forma em que a função de todas as coisas é exemplificada através do nome que a sociedade as deram. o aprendizado e o entendimento disso começa na infância e a partir da compreensão de que é algo externo a nossa opinião individual, vamos associando através da logica o significado de cada elemento.

na infância, é comum que ouçamos musicas indicadas a nossa faixa etária. a maioria possio cunho educativo, como as que ensinam a contar, as que ensinam as cores, as que visam a alfabetização e as que ensinam o significado das coisas no geral.

o compositor Toquinho possui uma musica que representa bem a função do nominalismo - Gente tem sobrenome. Confira abaixo:

Vitória Fernandes Silva
99179

Nominalismo no esporte


Nominalismo no esporte

Por: Adrielle Mariana - 99210

O nominalismo tem a função de através dos nomes que denominamos aos objetos entender sua função, através do conceito que adicionamos as coisas somos capazes de criar uma identidade e criar uma reflexão sobre as semelhanças.
Portanto se no Nomonalismo o conceito puro são os nomes que atribuímos as coisas, para facilitar o entendimento pensamos então em diversos jogos que usam a bola mas que carregam nominações diferentes, no handball a regra do jogo é usar as mãos para o passe de bola até alcançar o gol, sendo o time composto por sete jogadores, sendo necessário e levado em conta os lances de bolas nas mãos, e no futebol a regra é usar os pés, e o objeto usado é também uma bola e o principal objetivo do esporte é a marcação de pontos que consiste em fazer a bola atravessar a trave adversária encontrada na extremidade do campo, sem tocar as mãos na bola. 
Analisando os dois jogos por mais que ambos use a bola como artifício principal sendo comum entre as duas, há uma identidade cognitiva que a difere uma da outra, que são as Regras, por mais que agrupamos através das semelhanças, as mesmas se diferem pelas restrições, não conseguimos explicar o jogo mas podemos entender através das semelhanças.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Milho verde ou amarelo?

 O nominalismo trata da irrealidade e do conceito abstrato dado a partir dos nomes, por exemplo: Quem foi que escolheu e deu nome as coisas? E a partir de quando fizeram pleno sentido tais nomes?
 Você sabe que maçã é maçã, mas e se eu te disser que a partir de hoje se chama bolsa? Parece impossível né, já que bolsa é um objeto e maçã uma fruta, mas e se os nomes fossem assim desde o princípio? Você estranharia?
 Parece muito confuso, eu sei, mas vale a pena pensar sobre como realmente os nomes que fazem sentido pra gente hoje foram dados e criados a partir do zero, e como parece que na nossa cabeça estão criados, por exemplo: quando falam pra você verde, você imagina a cor verde, e se te mostrarem uma imagem com a cor vermelha tentando te convencer que é verde não vai adiantar, mas a imagem em si não representa a cor, é só uma imagem.
 O título mostra muito bem: conhecemos como milho verde, e não criticamos porque sempre foi assim, mas o milho é amarelo não é? Como explicar o nome das coisas?
 Bom, te deixei confuso e vou embora, mas antes, só uma pergunta: quem inventou a palavra Tchau? E se eu quiser trocar por outra qualquer, adianta?

Laura Beatriz 99194

O conceito de universal surge ao falar sobre conceito, ideia ou essência comum a todas as coisas que indicamos pelo mesmo nome, ou seja, o que pensamos ser algo que denominamos por uma palavra. Surge uma questão: o universal é algo real ou um ato simples de nossa mente expresso por um nome? 
Os conceitos são realidade ou palavras? O nominalismo é uma doutrina que afirma uma posição, dizendo que o real é um puro nome, apenas uma emissão fonética. Só existe uma realidade: indivíduos e objetos. Thomas Hobbes e Étienne Bonnot de Condillac são declaradamente nominalistas. Enquanto isso, para a doutrina realista, os universais existem objetivamente. Uma expressão importante é o Realismo platônico, termo filosófico usado para se referir ao realismo, mas com relação à existência de "universais”.

Dentro do nominalismo existe a categoria de semelhanças de família, que agrupa as coisas por semelhança e não por definição. A ideia é que não se pode explicar o que é um doce, por exemplo, mas se pode agrupa-lo em conjunto com outros alimentos que tenham a mesma semelhança. Neste caso as semelhanças estipulam a definição e não o contrário agrupa-se tal coisa por ser mais parecido com...

O que se difere do realismo que distingue as coisas em categorias e definições para cada.

Taynara Pena - 99205

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

O paradoxo do quebra-cabeça de Teseu

O nominalismo é uma das principais tendências filosóficas da Idade Média, sendo contrário ao realismo e ao conceitualismo, esse movimento rejeitou o pensamento alcançado por abstrações e abriu caminho para o espírito de observação e a vulgarização da pesquisa indutiva. Pode se dizer que o nominalismo é uma doutrina segundo a qual as ideias gerais, como gêneros ou espécies, não passam de simples nomes, sem realidade fora do espírito ou da mente.
Segundo Leibniz, "são nominalistas todos os que acreditam que, além das substâncias singulares, só existem os nomes puros e, portanto, eliminam a realidade das coisas abstratas e universais"


A ideia básica é que o mundo é feito exclusivamente a partir de particulares e os universais são de nossa própria fabricação. Eles resultam de nosso sistema representacional (a maneira como pensamos sobre o mundo) ou a partir de nossa linguagem (o modo como falamos do mundo).
Devido a isso, o nominalismo é claramente amarrado de uma maneira perto também à epistemologia (o estudo do que distingue crença justificada de opinião). Se houver apenas particulares, então não há “virtude”, “maçãs”, ou “sexos”. Há, em vez disso, convenções humanas que tendem a agrupar objetos ou ideias em categorias. A virtude só existe porque dizemos que ela existe: não porque há uma abstração universal da virtude. Maçãs só existem como um tipo particular de frutas porque nós, como seres humanos temos categorizado um grupo de frutas particulares de uma maneira particular. Masculinidade e feminilidade, assim, só existem no pensamento humano e na linguagem.

O debate entre os partidários desses dois campos opostos estimulou alguns dos problemas mais intrigantes na metafísica, como o quebra-cabeça do navio de Teseu, que se trocar de peças ao longo de uma viagem, ainda será o mesmo? Segundo o próprio Leibniz concluiu que não, usando a lógica de que “X é o mesmo que Y se, e apenas se, X e Y têm as mesmas propriedades e relações e tudo que for verdade para X também é para Y”.  A duvida será eterna, pois pode ser o simples fato do nome caracterizar ou não algo como o navio, se ele se desmonta ele passa a não ser o que era mudando assim o seu nome?

Iasmim Lamounier
ES99209



segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

É real?

"O nominalismo é uma doutrina segundo a qual as idéias gerais, como gêneros ou espécies, não passam de simples nomes, sem realidade fora do espírito ou da mente. A única realidade são os indivíduos e os objetos individualmente considerados. Desse modo, o universal não existe por si: é mero nome, vocábulo com significado geral, mas sem conteúdo concreto, que só reside no individual e no particular. Em seu retrospecto histórico da doutrina nominalista, Leibniz afirmava que, para os partidários do nominalismo, só existem, além das substâncias singulares, os nomes puros e, desse modo, a realidade das coisas abstratas e universais é eliminada."


Jacob e Wilhelm Grimm (Irmãos Grimm) durante o período em que moravam na Alemanha, recolheram diversas histórias populares (muitas delas eram de terror), fizeram pesquisas em escrituras mais antigas para saber mais sobre tais contos. Assim, passaram a reescrever as histórias colhidas, com base no que tinham escutado das pessoas e no que tinham lido, com a intenção de se chegar o mais perto da história verídica. Vemos aí, como é ser nominalista; é tentar passar para as pessoas o que realmente aconteceu, mas estando ciente de que o que você sabe pode não ser a verdadeira história.

Por: Beatriz Maena Fonseca 99207

domingo, 1 de dezembro de 2019

Kuuk Thaayorre e a linguagem


Há cerca de 7 mil idiomas falados em todo o mundo. Segundo Carlos Magno, o primeiro Imperador do Sacro Império Romano, “ter outra língua, é possuir outra alma”. Isso porque nossa língua é nossa identidade, ela molda a visão que temos do mundo, nossos pensamentos e como reagimos às situações.

Há uma comunidade aborígene na Austrália chamada Kuuk Thaayorre que em vez de utilizar as palavras “esquerda” ou “direita”, utiliza os pontos cardeais para se localizar. Ou seja, se uma pessoa estiver ao meu lado mas à sudeste em relação ao espaço, eles dizem que ela está à sudeste e não à minha direita ou esquerda, e mesmo se eu mudar de lugar e ficar na sua frente, a pessoa continua à sudeste, pois não se deslocou em relação à paisagem. De acordo com Lera Boroditsky, investigadora e professora de psicologia da Universidade de Stanford, “falantes de línguas como a Kuuk Thaayorre são muito melhores do que os falantes de inglês a manterem-se orientados e a perceber onde estão, mesmo em paisagens desconhecidas ou dentro de edifícios desconhecidos”.


Alanna Fontes
99184

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Teoria do fazer do Logos


Quando eu digo "eu prometo" eu faço algo por meio da linguagem. Crio, efetivamente, na realidade, um compromisso entre mim e você. Isso é chamado de função fática da linguagem. É diferente, por exemplo, de quando descrevo um fato "hoje tomei café na Livraria, chovia e eu me sentia acolhida."

Quando Ele disse "haja luz", extrapolava isso, então? Criava efetivamente na realidade por meio da linguagem? Ele se chama de Logos, "Palavra", pois diz " no início era Aquele que era a Palavra/ Verbo e estava com Deus e era Deus." Mesma coisa quando Ele diz “Haja luz” e houve luz. De Deus emana realidade física por meio daquilo que Ele fala. Ele fala e portanto, é. Essência precedendo a existência, se pudermos colocar nesses termos.

Doidera.



Kedma Julia 99174

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Nominalismo, jornalismo e criminologia

nominalismo é uma das principais tendências filosóficas, que vai contra ao conceito do realismo e conceitualismo, a partir da ideia de observação. Para os nominalistas, as ideias geraiscomo gênero ou espécies são apenas nomes que não exprimem de fato alguma coisa fora do espírito ou da mente. Sendo assim, a ideia de algo universal é nulatratando-se apenas de algo que todos podem compartilhar a partir do vocabulário, mas que não se trata de algo  físiconão  conteúdo real. 
Pensado pela ideia do nominalismo, um discurso não descreve o mundo como ele é, mas trata-se de uma tentativa de dar ordem e sentido as coisasnarrar um fenômeno. O jornalismo é um área que muito acrescenta nessa discussão, ja que o profissional que se considere nominalistaparte do princípio de contar uma história para o público como uma tentativa de descrever o que houve, mas sabendo que nunca estará a par do que realmente aconteceu, o que se busca é dar ordem ao que ocorreu e passar para o leitor o que provavelmente aconteceu 
caso Isabella Nardoni ficou conhecido em todo o Brasil não apenas por se tratar da morte de uma criança, mas por essa ter sido cometida por familiares.  tornando o crime ainda mais chocante e cruél.  
Na noite de 29 de março de 2008, Isabella de Oliveira Nardoniaos cinco anos de idade, foi jogada do sexto andar do Edifício Londonem São PauloDepois de muita investigaçãoprovas reunidas e uma cobertura intensa da mídia, o pai, Alexandre Nardonifoi condenado a uma pena de 31 anos, 1 mês e 10 dias; e a madrasta, Anna Carolina Jatobá , a 26 anos e 8 meses de reclusãoAinda que as prisões tenham sido feitasporémainda pela ótica do jornalista nominalista, o discurso fora transmitido para a população, mas essanunca de fatosaberá o que houve e que acarretou na morte da criança.


Ana Caroline De Souza, 99211