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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Opinião política dentro da universidade

Isabelle kruger Braconnot 99173
Espiral do silêncio

 O isolamento é um grande medo do ser humano. Somos seres sociáveis. Por esse motivo, muitas pessoas são levadas ao o que podemos chamar de espiral do silência. É quando a maioria da sociedade tem uma opinião por determinado assunto e uma pessoa não concorda com a opinião da maioria. Mas por silenciamento, ela decide não se manifestar e se cala, sendo tomada pelo silêncio. Porém, isso não quer dizer que ela deixou de ter suas opiniões, mas somente decidiu não abrir a boca e falar o que realmente pensa para não ser excluido do grupo. Mesmo sendo julgamentos sem base jurídicas, as pessoas consideram e se importam com o que os outros pensam sobre ela. Pessoas de direita na universidade federal, principalmente em cursos de humanas, geralmente são a minoria. Por isso por muito tempo essas pessoas permaneceram escondidas e sem manifestar sua opinião política. Mas no ano de 2018 com uma explosão da extrema direita, essas pessoas começaram a se manifestar por se sentirem mais seguros e amparados. E então a roda vira, quem se torna minoria em alguns lugares é a esquerda e ela se cala por motivos de segurança em certos espaços. O espiral está sempre em movimento e a história é feita de cíclos, portanto o conceito de espiral expressa bem a movimentação social das opiniões consideradas aceitáveis ou não.

Espiral do silêncio

Espiral do silêncio é uma teoria da ciência política e comunicação de massa proposta em 1977 pela alemã Elisabeth Noelle-Neumann. Neste modelo de opinião pública, a ideia central é que os indivíduos omitem sua opinião quando conflitantes com a opinião dominante devido ao medo do isolamento, da crítica, ou da zombaria. Os agentes sociais analisam o ambiente ao seu redor, e ao identificar que pertencem à minoria, preferem se resguardar para evitar impasses. Esse comportamento gera uma tendência progressiva ao silêncio denominado espiral, visto que ao não expôr essa ideia, o indivíduo automaticamente compactua com a maioria, assim, outras pessoas que compartilham dessa opinião também não a verbalizam. Quanto menor o grupo que assume abertamente a opinião divergente, maior o ônus social em expressá-la.

Criadores de conteúdo calados na Eleição 2018

      
  A espiral do silêncio é uma teoria proposta pela alemã Elisabeth Noelle-Neumann, que, em síntese, explica que os indivíduos tendem a se calar quando possuem uma opinião contrária à da maioria que o cerca. Mas isso abrange algo maior: quando a maioria se cala diante de algo, um indivíduo pertencente àquele grupo, mesmo que sinta necessidade de manifestar sua opinião, tende a se calar também, principalmente diante de um assunto polêmico.
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     Um exemplo disso foi que, nas eleições de 2018, diante da bipolarização esquerda - direita, da propagação em massa e fake news e de toda violência digital, a maioria dos criadores de conteúdo digital, ou os chamados "influencers", se mantiveram calados, , mesmo que tivessem um posicionamento aparente. Mesmo que notassem a gravidade do contexto e tivessem o poder de influência, evitar polêmicas falou mais alto.


Fernanda Trindade Fonseca 
99186 

Ninguém mais falou sobre a Dilma

Alexis de Toqueville afirmava que havia uma dualidade intrínseca ao indivíduo: todos são livres para escolher seus destinos, mas são escravos da opinião alheia

E. Katz e P. Lazarsfeld (1968-1971) discorrem acerca do The Big Stick em que provam a teoria do medo opinativo: as pessoas estão dispostas a negar a realidade para não serem isoladas por sua opinião, possuem medo de se sentir excluídas do grupo.

Nas sociedades democráticas, os indivíduos estão dispostos a alterar sua realidade, o que pensam, para se sentir parte do grupo, se adequam à opinião da maioria. Aí é que entra a Espiral do Silêncio:

A mídia se alinha junto à opinião pública sobre alguma temática, promovendo um clima de opinião, que quando os meios midiáticos permanecem alinhados, há a criação de uma opinião dominante, alinhando o que as pessoas dizem sobre determinados assuntos. Mas como assim?

A mídia alinha-se à opinião pública, criando um clima propício à opinião. Os que não concordam, expressam manifestação dissonante, podendo gerar conflitos dependendo da ocasião e das opiniões do grupo ao qual se está inserido. Consequentemente, após o conflito, tende-se ao silêncio, em que cada vez menos pessoas passam a apoiar aquilo que a mídia é contra, podendo gerar isolamento social. A tendência é que os contrários à opinião pública se cale.

Um belíssimo exemplo que se encaixa nessa teoria é a questão da ex-Presidenta Dilma, em que a mídia trabalhou ferrenhamente para construir uma visão distorcida da pessoa e do mandato exercido pela chefe de estado que corroborou para que inúmeras pessoas passassem a manter seus pensamentos e opiniões próprias guardados, para que ficassem em completo silêncio pelo medo da divergência. 


Vinícius M. Sampaio, 93318

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Espiral do silencio e a ascensão da extrema-direita


A Espiral do silêncio é uma teoria de comunicação de Elisabeth Noelle-Neumann. Neste modelo de opinião pública, a ideia central é que os indivíduos omitem sua opinião quando conflitantes com a opinião dominante devido ao medo do isolamento, da crítica, ou da zombaria. Os agentes sociais analisam o ambiente ao seu redor, e ao identificar que pertencem à minoria, preferem se resguardar para evitar impasses. Esse comportamento gera uma tendência progressiva ao silêncio denominado espiral, visto que ao não expôr essa ideia, o indivíduo automaticamente compactua com a maioria, assim, outras pessoas que compartilham dessa opinião também não a verbalizam. Quanto menor o grupo que assume abertamente a opinião divergente, maior o ônus social em expressá-la.
Através da análise da ascensão de grupos de extrema-direita na Europa e no Estados Unidos por Castells, notei que os seguidores dessas ideologias reclamavam de estarem vivendo uma espiral do silencio – sem eles terem conhecimento da teoria. Para ele longos períodos de governos progressistas e cosmopolitas faziam com que eles ficassem acuados de exibir suas opiniões retrógradas e preconceituosas. Porque os grupos progressistas e libertários defendiam as minorias de gênero, cor e imigrantes; e os políticos do governo seguiam essa mesma postura. Então eles reclamavam de serem silenciados, por ao exibirem suas posições serem atacados pela sociedade, não só no âmbito popular, como também pelo âmbito legal, com leis que segundo eles ferem sua liberdade de expressão.
Com o tempo esses governos progressistas e cosmopolitas passaram a sofrer reveses de opinião publica e de crises governamentais. Em meio a essa crise de legitimidade os grupos de extrema-direita surgiram e levaram suas opiniões a jogo. Essa voz fez com que as maioria das pessoas que se mantinha silenciada e sentia no dever de votar nos políticos vigentes para seguir a “conduta” da sociedade no geral, passou a ter mais voz.
Segundo Lage:
“A ideia central desta teoria situa-se na possibilidade de que os agentes sociais possam ser isolados de seus grupos de convívio caso expressem publicamente opiniões diferentes daquelas que o grupo considere como opiniões dominantes. Isso significa dizer que o isolamento das pessoas, de afastamento do convívio social, acaba sendo a mola mestra que aciona o mecanismo do fenômeno da opinião pública, já que os agentes sociais têm aguda percepção do clima de opinião. E é esta alternância cíclica e progressiva que Noelle-Neumann chamou de Espiral do Silêncio.”

João Vitor 99183

Um recorte sócio-político brasileiro


A história polícia brasileira, comparada à países mais velhos, é recente e complexa. Nos últimos 20 anos, o país foi marcado por 12 anos de um governo do mesmo partido político, o Partido dos Trabalhadores.

A trajetória deste partido foi marcada por escândalos de corrupção, como o mensalão em 2005, e por políticas públicas que olharam para as minorias e classes mais periféricas. Durante esses anos, os cidadãos que não concordavam com o governo sentiram-se reprimidos pelos ideais que divergiam do conservadorismo vigente no Brasil. Sem espaço para expressar seus pensamentos e sem representação política, aqueles que se identificam com outras vertentes, com o passar dos anos, tenderam ao silêncio.

Este silêncio crescente é explicado pela teoria filosófica do espiral do silêncio, pois, ao não encontrar espaço na sociedade para expressar seus pensamentos - ainda que sejam discursos de ódio, os cidadãos calaram-se pelo medo do isolamento opinativo. No contexto político de 2002 a 2014, os ideais no poder criavam um clima de opinião e os conservadores ao perceber que seus ideais violentos não seriam aceitos, silenciaram-se.

Anos depois, em 2018, ocorreram as eleições presidenciais e aqueles mesmo cidadãos que durante anos ficaram silenciados, viram em um líder de opinião, Jair Messias Bolsonaro, um exemplo daquilo que acreditam. E assim, voltaram a expressar suas ideias pois tinham um exemplo que legitimava seus discursos. No novo contexto, aqueles cidadãos que estavam sendo silenciados, puderam manifestar-se e aqueles que antes tinham voz agora tendem ao silêncio.

Laís C. F. Fidélis - 99180

Bolsonarismo e o Espiral do Silêncio: a opressão do homem branco cis hétero de classe média alta


por: Júlia Ennes - 99193


Sem dúvidas essa atmosfera criada desde 2013 até o presente, formada por antipolítica, antipetismo, escândalos de corrupção, além de uma articulação forte da direita conservadora, criaram o ambiente ideal para que o candidato Jair Bolsonaro pudesse se apropriar das pautas mais polêmicas da agenda pública. Essa imagem crescente de Bolsonaro como o Messias que salvaria a política brasileira e o país de se tornar uma Venezuela, pode ser explicada por um conceito chamado Espiral do Silêncio.

Segundo essa teoria, os agentes  sociais captam o clima de opinião e escolhem compartilhar ou não as suas próprias. As pessoas querem ser bem vistas em seus grupos de referência e medo do isolamento  faz com que os  agentes  sociais  que  compartilham  opinião  minoritária tendam  ao  silêncio,  ou  pelo  menos  adaptem  seus  discursos  ao  discurso  que predomina. Sendo assim, durante algum tempo uma grande parcela da população se manteve em silêncio porque proferir manifestações racistas, homofóbicas e misóginas só não era mais cool, como também duramente repreendido. 



Foi necessário que um líder de opinião surgisse, e resgatasse o direito de todos de serem preconceituosos. Segundo Katz e Lazarsfeld, esse líder de opinião se configura por uma pessoa ou grupo de pessoas que consegue alinhar opiniões, ou seja, influenciar a opinião de outras pessoas, mesmo que através de uma manifestação dissonante. Desta forma, a manifestação dissonante que antes tenderia ao silêncio, ganha força com o coletivo.

Sendo assim, a tão oprimida classe média branca conservadora, que teve durante anos seus sorvetes roubados por minorias (através de cotas de acesso a universidade, leis trabalhistas e movimentos sociais) encontraram na figura de Jair Bolsonaro um líder de opinião - por mais contraditório que fosse - e na impessoalidade do mundo online o ambiente ideal para fazer campanha e finalmente reconquistar sua posição de classe dominante.



Espiral Bolsonarista

Estou cada dia mais convencido de que foram as notícias falsas — popularmente conhecidas por Fake News, que elegeram o 38º presidente do Brasil. O falso discurso de bom moço nacional é velha prática do perfil político de tantos espalhados e a promessa em acabar por definitivo com a corrupção no país. Essa mesma corrupção que tanto nos espanta é fruto da gênesis nacional, o jeitinho tupiniquim em tirar vantagem de absolutamente tudo — seja furar fila ou não informar o troco recebido erroneamente para a moça da padaria, traduz perfeitamente o quão pobres somos e que vai além do poder aquisitivo destas pessoas, seja morador da periferia ou orla marítima, todos partilham do mesmo prazer.
Essa opinião fantasiada como verdade encantou a maioria numa recíproca relação amorosa entre candidato e eleitorado. Todavia, engano destes que ardente em gozo pela vitória no segundo turno sintam-se isentos da escolha que fizeram. É irreal, por exemplo, que a população anseie por revisão no estatuto do desarmamento ou que a escola sem partido seja solução para educação de numerosos estudantes. Assim como a proposta do candidato petista, em implantar uma cartilha de “sugerido conteúdo pornográfico” nas escolas, também não sustenta em verdade. E questiono, quem pagará essa conta?
O medo é um tipo de sentimento que não recorre ao raciocínio lógico da existência humana. Este estranho movimento conduzido pelos simpatizantes do Bolsonaro fora fundamental para a ascensão do louvor intolerante entoado aos quatro cantos do Brasil em um coro descontente, antipático e odiento.
E foi assim, sabendo desta fragilíssima rachadura em que caminha a moral cristã no nosso país, que Bolsonaro, o seu partido e o MBL, fizera para ganhar a opinião pública.

ICARO RAFAEL MATTA PEREIRA
99192

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

O pecado de querer mais

Elizabeth Grant é a cantora norte-americana popularmente conhecida como Lana Del Rey, famosa pela melancolia em suas canções, Lana ganhou notoriedade publicando seus videoclipes autorais no youtube. Mesmo sendo uma garota rica, ela nunca havia se encontrado em casa eno que fazia, ainda adolescente o alcool ganho uma presença dominante em sua vida, e em certo ponto ela largou tudo que tinha e foi viver em trailers e viajando sem dinheiro pels Estados Unidos. Em 2012, ela lançou o videoclipe Ride, já com um produção profissional, o vídeo tem mais de 10 minutos e grande parte dele se trata de um monologo escrito pela própria Lana, nesse monologo ela fala sobre a fase de sua vida em que apenas viajava por aí acreditando na bondade de estranhos. Em um trecho específico ela fala sobre o sufoce que sentia antes de largar tudo.
"Eu não pertencia a ninguém, pertencia a todo mundo
Não tinha nada e queria tudo
Com um desejo ardente por cada experiência
E uma obsessão pela liberdade
Que me aterrorizava ao ponto de eu não poder nem falar sobre isso
E me empurrava para um ponto nômade
De loucura que me deslumbrava e me deixava tonta"

Ela ficava tão aterrorizada em se sentir daquela forma que falar sobre está fora de questão, já que afinal de contas, uma garota rica, que estudou em escolas particulares e que não precisa se preocupar com dinheiro não precisa querer outra coisa além disso não é mesmo? Errado, e quando a gente quer mais do que nos é permitido ter a gente se sente culpado e nunca manifesta essa vontade. E é disso que a espiral do silêncio fala, nós nos mantemos em silêncio por medo de contrariar a opinião pública.

O conceito do cyberbullying

O espiral do silencio consiste na não expressão de uma opinião perante a um grupo maior em consequência de tal grupo possuir, majoritariamente, uma opinião diferente. O convívio nas redes sociais estão se tornando cada vez mais naturais, logo, fenômenos sociais, como o citado acima, se tornam comuns de acontecer em tal meio, um exemplo da consequência disso é o cyberbullying.

O cyberbullying significa a opressão/violência contra alguma minoria na internet. Tais casos crescem proporcionalmente ao crescimento do domínio virtual sobre a sociedade, tendo em vista que esta se projeta nos meios digitais e, com o tempo, vai reproduzindo o que acontece na sociedade pessoal.

A repressão virtual é um exemplo de onde o espiral do silêncio acontece pelo fato de fazer com que as pessoas se calem perante à situações em que deviam expressar suas ideias e assim, compactuar com outros que compartilham dessas mesmas opiniões e também se sentem oprimidas a ponto de não expressá-las.

Vitória Fernandes Silva
99179

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Fale


O silêncio pode ter várias interpretações. Pode se remeter à falta, a falta do som, da fala. Pode também se remeter ao conforto, como quando alguém se sente tão confortável perto de outra pessoa que não precisa dizer nada, o silêncio diz por si. Silêncio também nos remete a conivência. Conivência, por definição, significa “ação, característica ou atitude de tolerância ou de transigência em relação a erros ou falhas de outras pessoas, instituições, etc”, ou seja, quando nos mantemos em silêncio perante uma situação de injustiça ou igualdade estamos sendo coniventes com aquele acontecimento. O espiral do silêncio mostra que deixamos de manifestar nossas opiniões por nos sentirmos minoria perante o restante da sociedade, mas ao nos calar perante os absurdos os quais presenciamos ou tomamos conhecimento estamos consentindo com aquela situação. Nenhuma revolução começa do zero. Não podemos mudar o mundo se acharmos que estamos sempre em menor número. Não vamos mudar nosso número se não colocarmos nossas opiniões. Fale.

domingo, 1 de dezembro de 2019

silenciar-se

Quantas vezes você se calou por medo de não agradar?
Que você concordou com algo que não lhe cabia?
E que o silêncio te sufocou mais que tudo?
Tendemos a nos calar quando o que pensamos não condiz com o que a maioria pensa. Através desse silêncio damos mais poder para quem o detém e ficamos fracos, todos os dias somos silenciados.

Noemi 99204

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

A Espiral do Silencio em Mean Girls

A Espiral do Silencio em Mean Girls 

por Adrielle Mariana - 99210

Já pensou que meninas malvadas pode trazer muito mais que gírias, frases marcantes e sarcasmos, pois bem nele o conceito de Espiral do Silencio está mais presente que imaginamos 


Bom o filme conta a história de Cady Heron (Lindsay Lohan) uma jovem que se mudou da África para os EUA, a mesma por ter sido educada em casa e nunca ter passado por uma escola se depara um tanto intimidada com "as poderosas", um grupo de tres meninas populares na escola. Esse grupo de amigas é influente na escola, tudo que elas usam, pensam, apoia ou dizem é comprado pela maioria da escola, porque afinal quem não queria ser uma poderosa?
Cady com medo de negar sua realidade e de não ser aceita passa a agir como elas, desde o estilo das roupas até a maldade, pois segundo uma integrante do grupo era melhor ser uma poderosa do que ter uma vida amargurada. Logo seus gostos, costumes de maneira de agir foi silenciado por um grupo de meninas que possuem um grande poder de persoação e influencia na escola, desse modo cady passa de apagada e passa a ser uma referencia para todas as garota da escola que passa a querer ser como ela. Não demora para o comportamento de Cady mudar, influenciado de tal modo que nem seus pais a reconhece mais. 


A espiral do silencio de ser uma garota perfeita, ter as melhores roupas desencadeado pela beleza extrema, não afeta só Cady Heron mas também afeou as outras meninas do grupo como por exemplo, Gretchen que por muito tempo já agia daquela forma para agradar o grupo e permanecer nele, Karen que já tinha perdido sua essência e deixou de ser sua própria pessoa e também Regina George, a abelha rainha do grupo que é marcada por inseguranças com seu corpo a fim de seguir o padrão que considera ideal.




segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Silêncio

Grande parte da injustiça que reina no mundo é fruto do medo e receio que as pessoas sentem de ser repreendidas e consequentemente do isolamento, elas não opinam sobre nada ou não sustentam suas ideias e argumentos porque são coagidos a silenciar. Daí surge o Espiral do Silêncio, teoria proposta pela alemã Elisabeth Noelle-Neuman, a qual diz que a opinião da maioria vence a minoria, pois o indivíduo acredita que o que ele tem em mente, ou seja, a sua opinião individual,  não tem o poder mudar o que a maioria pensa, ou que sua opinião é conflitante demais com o que a maioria pensa (o poder da maioria o faz acreditar nisso). Além disso, a dinâmica do sistema é: "adapte-se ou será excluído", isso ocorre em todo ambiente, seja em empresas ou até mesmo no mundo do crime, se o indivíduo entra voluntariamente ou involuntariamente nesse sistema, precisa se abdicar de suas crenças, ou a menos teatralizar um comportamento, para se adequar a esse novo modelo.
Dessa forma, um dos maiores detentores da opinião dominante é a grande mídia. Muitas pessoas acreditam que as opiniões expostas pela grande mídia são incontestáveis, por isso acabam se conformando e aos poucos tornando-se alienados. Outro exemplo da dominação da mídia, são os casos que repercutem na sociedade, como casos de violência e escândalos, os quais são silenciados, mesmo com protestos e constantes reivindicações da população. Todos sabem que nem todas elas tem compromisso com a população, querem mostrar apenas o lado menos monstruoso da sociedade e principalmente acumular capitais.



Talita Rocha 99201

terça-feira, 17 de setembro de 2019

O silêncio em relação ao aborto.


O termo “espiral do silêncio” foi nomeado pela filósofa e política alemã Elisabeth Noelle-Neumann, com o objetivo de explicar a razão pela qual as pessoas permanecem, em muitos casos, silenciosas quando têm a quase sempre falsa sensação de que a suas opiniões e filosofias, visão de mundo, concepção do mundo, ou sua ideia geral da organização do cosmos de acordo com as descobertas científicas ou até mesmo o seu conjunto de intuições estão em minoria.
 
A pesquisadora desenvolveu suas observações entre as décadas de 1960 e 1980, em um contexto nacional da Alemanha dividida pelo Muro de Berlim e em um contexto internacional de Guerra Fria. É espantoso, então, que uma hipótese que surgiu em meio ao caos geopolítico e social continue a explicar as relações comunicacionais da nossa sociedade atualmente.


Em 2014 uma pesquisa sobre a liberação do aborto foi feita no Brasil e conseguimos ver que poucos entrevistados acreditam que o aborto deveria ser proibido por lei em todos os casos (mulheres 17% e homens 12%), porém mais da metade dos homens e mulheres ouvidos afirmaram que nunca votariam em um candidato ou candidata que se colocasse a favor da legalização, demonstrando qual é a verdadeira opinião pública, aquela que regula a moral e os costumes dos brasileiros: o aborto não deve ser legalizado no Brasil. Esse caso serve como exemplo para explicar um acontecimento das eleições no país pois  candidatos que defendiam a legalização do aborto e mais direitos ligados ao corpo da mulher na saúde pública, como Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSol), eram tidos como excêntricos e fora dos padrões, os ditos candidatos sérios, aqueles que tinham chance de ganhar, como Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), não podiam se pronunciar sobre a questão para se manter com a chance de chegar ao poder, ambos sabiam que como o Brasil tem uma forte ideologia religiosa e preferiram se calar diante de um assunto tão delicado e de tanta importância.

Sabiam esses candidatos qual era o clima de opinião dos seus eleitores, pois, e não queria perder votos. Na metáfora da opinião pública de Noelle-Neumann, o atual momento de instabilidade social e política está deixando a opinião pública cada vez mais na condição de um tribunal inquisidor, guardião dos bons costumes. Com medo de serem julgados por esse tribunal e perderem as eleições, ou serem isolados pelo grupo, Dilma e Aécio fugiram de temas que fossem contra a opinião pública.

Iasmim Lamounier
ES99209 

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Por onde anda minha identidade?

O espiral do silêncio nos leva a uma reflexão da vida em sociedade, quantas vezes você ja se calou por medo do que os outros vão pensar? ou vestiu-se de outra postura por estar em algum lugar onde sua opinião certamente vai ser repudiada? é nesse enquadro que nos encontramos no espiral do silêncio, quando deixamos a nossa voz calar-se até se homogenizar com o silêncio da multidão. Afinal, quem se julga corajoso de deixar os tabus e falar abertamente de sexo em uma mesa com a família extremamente conservadora? dificilmente, o mais natural é sempre se conter, ter uma "roupa" para cada grupo de pessoas e assuntos que estiver participando, e nunca estar vestido de si mesmo.
 Nas raras exceções pode ser que encontre algum grupo social que não cobre que você se encaixe nele, ali você pode encontrar liberdade, mas de que adianta? logo você sai daquele lugar e sua postura te que ser moldada novamente.
 O medo da rejeição é o que nos leva a conter nossas emoções, sentimentos, opiniões, é aquilo que você poderia ter falado na hora que seu amigo citou uma piada racista mas você preferiu rir fingindo achar graça só pra não ser o chato, aquela roupa que você desejava usar, mas não era apropriada para um filho de pais cristãos, e como você não queria contrariar, preferiu deixar sua identidade. Muitas e e muitas situações nos deixam nesse estado, de um silêncio completamente forçado. O espiral do silêncio, que é mais comum do que parece, pode ser doentio ou talvez até ameaçador, mas fazer oque, eu não posso ser rejeitado.

Laura Beatriz 99194

A dor de não pensar, de pensar e não falar e afinal de contas: você crucificaria Jesus?


A espiral do silencio nos aponta pra capacidade de parar de falar do que se pensa, por ser uma opinião desconfortável ao público. Se deve-se crucificar um inocente na opinião da maioria, então pega mal perguntar afinal de contas por que faríamos isso.  Somos bem teatrais, certamente. Nossa identidade se molda as vezes nos próprios esteriótipos que criamos e se os odiamos, nos envolvemos com esteriótipos de contra cultura. Não há pra onde correr, mas há sempre a necessidade de esconder. As vezes não é por falsidade, simplesmente não sabemos quem somos. Como representar com verdade o que pra mim soa confuso e sem sentido claro? Quando falamos sobre sociedade do cansaço, falamos sobre sentido de vida. Existir pra que? Por quem? Vale a pena? Existe a famosa ‘resposta’? Se não temos sentido, então é difícil definirmos a nós mesmos. Nossa construção de identidade passa muito pelo processo de sentido e é extremamente simples perceber isso. Nos calamos diante da imensidão do conhecimento do mundo, das opiniões alheias, das imperfeições da alma, da incapacidade de expressar. A linguagem é ferramenta, mas não é perfeita (ah, como amo os poetas e escritores que fazem seu melhor em expressar o inexprimível!). Se por um lado somos calados, por outros somos empurrados a uma multidão de opiniões e nunca podemos não pensar alguma coisa sobre algo. O ego exige de mim inteligência extrema, operação constante, pensar pensar pensar e dizer exprimir falar contar aaaaaa. Se falarmos demais talvez não pensemos tanto. Exige certo auto controle não expor tudo e calar-se. O silencio então as  vezes é nossa maior covardia e testemunha contra nós. Outras vezes, entretanto, é nosso grito mais esperto e mais sábio, gentil, elegante. O valor humano. O valor da alma na discrição.
Cabe aqui aplicar um exemplo. Então pense na crucificação de Cristo, como dito acima. Pense o que você pensaria se o visse pendurado. Você consegue ver com clareza o motivo de ele estar ali? Faz sentido? Você também gritaria “crucifique-o”? Você se calaria? Seria esperto? Seria justo se calar? Mas talvez você nem chegasse a pensar coisa alguma. Talvez você se cale sem saber por que e grite sem saber a quem.
E se falamos sobre o valor da alma não é um passo muito distante pensar também no que significa modéstia. A modéstia é exatamente a beleza da discrição. Se relaciona de certa forma à honra e estabelece à sedução ao privado e atribui valor ao sensual, não ao pornográfico.
Enfim. Reflexões pseudo filosóficas feitas sem nenhum café.

Kedma Julia 99174

domingo, 15 de setembro de 2019

Um conto sobre elfos e silêncios.

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Outrora quatro elfos adolescentes estavam em uma outra província para passar o fim de semana livre de todas as obrigações que tinham em seu feudo. Na sexta-feira, quando chegaram, estavam animados para sair. Foram caçar, voltaram e dormiram pois estavam deveras cansados.
No dia seguinte, quiseram sair novamente. Três elfos concordaram e começaram a colocar seus adornos corporais. Entretanto, a criatura mágica restante colocou em jogo uma manifestação destoante:
-Elfo velho não quer ir.
Espantados com a opinião contrária, os outros que queriam sair tentaram argumentar e convencê-lo. Este conflito durou quase o mesmo tempo que a guerra mais rápida da história, entre Reino Unido e Zanzibar, aproximadamente 40 minutos. Depois de suplicar, explorar os pontos fracos do "idoso" do grupo e quase arrastá-lo, ouve-se o ultimato em alto e bom som naquele antigo ambiente:
-Elfo já disse que não vai. - e bateu em retiro para outro cômodo. -
Os três que restaram olharam-se na espera que os outros decidissem o que fariam.
Resolveram que ficariam em casa, depois de um longo plebiscito. Retiraram seus adornos que usariam para glamourizar a caçada da noite e vestiram seus trajes de repouso, já que não iriam deixar o vovô em casa. Como um poderia silenciar a vontade de três elfos grandinhos de irem para a bebedeira e a balbúrdia? Foi obscuro ele ter saído por cima. Se não fossem criaturas místicas, há quem diria que teve magia envolvida.
Quando os três foram de encontro ao outro para avisar que haviam desistido da caçada deste dia, o mais velho indagou:.
-Como assim elfos não irão por causa de elfo aqui??????? Elfo se sentirá culpado.  -de repente, ele se levanta e diz com a cara emburrada.-
-Elfo agora quer ir.
A tríade, outrora silenciada, se olhou debochadamente e com três golpes de cada colocaram um ponto final na jornada do elfo mais velho. Aparentemente, o jogo virou e o silenciador foi silenciado (dessa vez pra sempre).



Texto por: Luiz Gustavo Barbosa
Matrícula: 99203

Jenny vai com as outras

Ser aceito é um desejo de qualquer homem que habita o planeta terra. Estar encaixado a um grupo, fazer parte de uma tribo e ter amigos é fundamental para uma vida saudável dentro da sociedade. Mas, às vezes, a necessidade de ser aceito faz com que não sejamos nós mesmos, é isso o que diz a teoria do espiral do silêncio, na qual o importante são as opiniões dominantes, fazendo com que o indivíduo silencie suas opiniões e intuições particulares. 

Na série icônica da televisão, Gossip Girl, a personagem Jenny retrata bem tal teoria. J. é uma garota pobre, dos subúrbios de Nova York, que consegue uma bolsa de estudos em um colégio de elite em Upperwest Said, bairro nobre da cidade. 

Ao entrar no colégio, Jenny percebe a gritante diferença entre ela e as outras garotas: costumes, modo de se vestir, comportamento... Então, a suburbana, para tentar se adequar àquele mundo, altera completamente sua personalidade. Passa a costurar suas próprias roupas, imitando as de alta costura, pinta seus cabelos, até que consegue se encaixar no grupo. 

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O antes e depois da personagem no decorrer da trama.


Em diversos momentos a personagem deixa de defender aquilo que realmente acredita para poder permanecer naquele ambiente. Jenny deixa de lado todas as suas crenças e valores, gerando uma série de problemas dentro de sua casa. Seu pai, que sempre esteve muito presente na formação de seu caráter, percebe que a filha altera drasticamente seu comportamento quando está fora do subúrbio.  

Muitas consequências catastróficas acontecem na vida da personagem devido ao silenciamento de suas opiniões.  


Maria Eduarda - 99199

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Qual a paz que eu não quero conservar pra tentar ser feliz?

Roberta Abreu (99208)


    
    O antigo grupo musical de reggae, "O Rappa", durante muitos anos trabalhou e deixou seu legado de composições musicais com sinceras denúncias das mazelas sociais. Dentre tantas canções, o destaque de hoje vai para Minha Alma, também conhecida como A paz que eu não quero.

Confesso que, por muitos anos, escutei incontáveis vezes e sabia de cor, mas jamais imaginei que por trás das entrelinhas houvesse tanto sentido e vericidade. Em suma, a música fala de um cara que cai na real e percebe que está coagido pela sociedade a não expressar sua voz, suas verdades e opiniões; e esse mesmo cara, por muito tempo, acreditou estar vivendo em paz, só que graças aos seus momentos de inalienação, ele entende que não se trata de tranquilidade, e sim de medo e opressão do seu ponto de vista.

Saca essa estrofe:

"A minha alma tá armada e apontada
Para cara do sossego!
Pois paz sem voz, paz sem voz
Não é paz, é medo!"

Isso pode ser explicado - em termos de ciência - pela Teoria Espiral do Silêncio, que foi proposta por uma genia chamada Elisabeth Neumann. Esse estudo traz como foco central explicar e discutir os indivíduos que se calam, preferindo abster os pensamentos que acreditam e se julgam "incapaz de opinar", simplesmente por medo do isolamento social, medo de chacotas, medo de ser apontado como um grande bocó, etc. Cada um carrega consigo sua bagagem histórica, seus medos, suas experiências... portanto é mais do que óbvio que nem todo mundo terá a mesma opinião formada acerca dos assuntos. Mas as pessoas, muitas vezes, não tem coragem de expressar aquilo que acreditam; seja em relação a política, a religião, as teorias da conspiração, ou qualquer outro assunto que rodeia o Universo. Medo de ser julgado, receio de sofrer isolamento, vergonha de dialogar, oratória ruim... os motivos para tal silêncio são muuuuitos, mas ambos carregam algo em comum: ambos te tornam um grande e miserável escravo da opinião alheia.

Agora flagra esse pedaço:

"Procurando novas drogas de aluguel
Neste vídeo coagido
É pela paz que eu não quero seguir admitindo"

 Drogas de aluguel que ele fala são materializadas como o rádio, a TV, os jornais, a Internet e qualquer outro veículo midiático que exerça dominância/força sobre as opiniões individuais na sociedade. São drogas porque viciam, nos alienam e nos deixam apáticos, só recebendo informação e aceitando elas sem questionar, sem buscar a procedência, e, além de tudo, nós deixamos que ela se infiltre dentro de nós mesmos, afogue nossas concepções e molde nossa personalidade; nos tornando prisioneiros de suas manipulações.

Dica do dia: se você tem uma opinião formada, se você tem pra si aquilo que acredita como verdade, não se deixe calar por qualquer um. Seja ativo, se manifeste. Você tem boca e ela não foi feita só pra cumê. Não acredite nessa falsa paz: converse mais, dialogue mais, grite mais, se expresse mais. Não se deixe coagir, lute pela quebra do seu silêncio (a não ser que não saiba nada de nada que nem a Glória nessa entrevista rs)