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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Não somos orgulhosos dos nossos endereços

Aos 16 anos, a cantora neozelandesa Lorde alcançou o topo das paradas de sucesso com músicas de sua autoria, a música responsável por todo esse sucesso é Royals.Eu nunca vi um diamante ao vivoEu ranjo os dentes ao ver anéis de casamento nos filmesE não tenho orgulho do meu endereçoNo subúrbio assoladoQue nenhum outro endereço invejaMas toda música fala sobre dentes de ouro, vodkaUsar drogas no banheiroManchas de sangue, vestidos de festaDestruir quartos de hotelNós não ligamosDirigimos cadillacs nos nossos sonhosMas todo mundo só fala de champanhe, carrõesDiamantes em seus relógiosJatinhos, ilhas, tigres em coleiras de ouroNós não ligamosNão estamos envolvidos no seu caso amorosoNa primeira parte da música, Lorde fala de como é a realidade dela, não glamourizada e desprivilegiada, e que mesmo enfrentando as mazelas que não estão na tv, ela não se importa em passar por isso, pois é o que a faz essa pessoa, não ser da realeza.E nunca seremos realezaIsso não corre no nosso sangueEsse tipo de luxo não é pra genteNós desejamos outro tipo de agitaçãoE mesmo passando "perrengue", ela ainda mostrea que não quer a vida glamourosa dos holofotes, ela gosta da vida que tem, é desse tipo de agitação que ela quer, não se enfiar em quartos de hóteis apenas para detruí-los. E essa é sua identidade.
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domingo, 15 de setembro de 2019

Poema de Sete Faces

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Carlos Drummond ao escrever o "Poema de sete faces" releva os sentimentos e o jeito de ser, através do eu-lírico influênciado pelo seu "anjo torto". Em uma composição de sete estrofes o narrador confesa ter-se embriagado, o que o teria encorajado a confessar sua própria miséria, coisa que seria incapaz se tivesse sóbrio. Drummond, em um tom metafórico, transmite uma visão negativa do homem, em uma visão sem esperança em relação à vida.
O anjo torto do poema pode simbolizar um mau conselheiro que o aludiu de que somente um ‘gauche’ poderia ter uma existência feliz, ele faz também referência ao desejo sexual dos homens, como se talvez tivesse experimentado algo a mais que a satisfação dos desejos. Logo em seguida o eu-narrador tratará do sentimento de solidão, apesar da multidão que o cerca, e toda a questão de identidade e o questionamento do seu próprio "eu". Na quarta estrofe o narrador é o homem que está atrás do bigode e dos óculos, por sua seriedade e isolamento parece esconder-se nessas ‘máscaras’ para evitar a convivência com as outras pessoas, vivendo nessa busca de identidade.


Poema de Sete Faces
Carlos Drummond de Andrade

Quando nasci, um anjo torto
Desses que vivem na sombra
Disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida

As casas espiam os homens
Que correm atrás de mulheres
A tarde talvez fosse azul
Não houvesse tantos desejos

O bonde passa cheio de pernas
Pernas brancas pretas amarelas
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração
Porém meus olhos
Não perguntam nada

O homem atrás do bigode
É sério, simples e forte
Quase não conversa
Tem poucos, raros amigos
O homem atrás dos óculos e do bigode

Meu Deus, por que me abandonaste
Se sabias que eu não era Deus
Se sabias que eu era fraco

Mundo mundo vasto mundo
Se eu me chamasse Raimundo
Seria uma rima, não seria uma solução
Mundo mundo vasto mundo
Mais vasto é meu coração

Eu não devia te dizer
Mas essa lua
Mas esse conhaque
Botam a gente comovido como o diabo


Laísa Rodrigues de Menezes
99197

O filme DUFF e Identidade


O filme DUFF e Identidade



Dirigido por Ari Sandel, o filme DUFF (2015) discorre sobre a história da adolescente Bianca (Mae Whitman), uma jovem inteligente que tenta se conformar com os padrões sociais de beleza. A reviravolta da trama é quando Bianca descobre que foi escolhida por suas amigas Jess (Skyler Sumuels) e Casey (Bianca Santos) como DUFF (Designated Ygly Fat Friend), isto é, uma amiga designada para ser feia e gorda. Inconformada com isso, ela pede ajuda para seu amigo de infância Wesley (Robbie Amell) para ajudar com seu visual.
Sabemos que a nossa identidade é conferida pelo olhar do outro. Segundo o sociólogo francês Claude Dubar, a identidade é como um processo de socialização que compreende o cruzamento dos processos relacionais e biográficos. A identidade para si é correlata à identidade para o outro. Sendo assim, nossa identidade é a todo momento moldado aos olhos de outrem. Seja pelo nosso vestuário, nossa cultura, nossos gostos ou até mesmo pela nossa sexualidade.
No caso de Bianca, por suas roupas largas e seu jeito estudioso de ser, uma rápida classificação de nerd e logo mais em comparação com outras meninas de sua idade, é vista como gorda ou feia pelo seu jeito singular de ser. É lhe incorporada uma identidade de acordo com o meio social em que está inserida, nesse caso, o ambiente colegial que por hora é assolado de estereótipos, principalmente construídos pelo meio de se vestir.
No entanto, isso pode ser problemático, uma vez que nem todos podem seguir essa regra. Exemplo clássico é em relação às pessoas que fazem cursos de humanas, frequentemente listados como “bichos grilos”, isto é, pessoas que fumam maconha ou usam alguma vestimenta mais descontraída. Contudo, nem sempre pessoas que cursam humanas seguem isso e, portanto, não se encaixam nessa identidade e muito menos nessa opinião que acaba se tornando em um estereótipo.
Uma parte marcante no filme é quando em sua formatura, Bianca diz: “Devemos ser fiéis à nossa própria identidade”, ou seja, nos aceitar como somos. De certa forma, devemos conservar nossa essência para assim não ter conflito de identidades, assim como ressaltado por Dubar em seus estudos quando ele estudou a sociedade francesa em 1960 que rapidamente mudara de um sociedade vertical e genealógica para uma sociedade horizontal e cidadã.


Nome: Alice Ruschel Mochko
Matrícula: 99178

sábado, 14 de setembro de 2019

Nem sempre é assim

Provavelmente você já olhou para alguém e, com base no estilo da pessoa, você se achou no direito de dizer como aquela pessoa é; o famoso pré-conceito.

"A identidade é formada dialeticamente entre indivíduos e sociedade sendo mutável em boa medida inconsciente, num processo que inclui a identificação própria e a identificação reconhecida pelos outros".

As líderes de torcida e os atletas são sempre rotulados como mesquinhos. Os nerds são os esquisitos. Mas, a verdade é que nem sempre esses estereótipos estão corretos. Muitas vezes, como já está meio que determinado como as pessoas de cada grupo devem ser, essas pessoas permitem se transformar parcialmente no estilo que é definido.

Por saber quem realmente é, as pessoas se permitem carregar os rótulos que lhe são dados pois, sabem que não são verdadeiros, elas sabem qual a sua real identidade.

Por: Beatriz Fonseca 
Matrícula: 99207

"We don´t hate Rachel Green"



Rachel Green é interpretada pela atriz Jennifer Aniston na série Friends produzida pela Warner e possui uma série de fãs ao redor do mundo. A priori Rachel era uma menina sem visão de futuro, não possuía um emprego, era sustentada pelos pais e totalmente mimada pelos seus pais. Após fugir no dia de seu casamento, decide ir morar com Mônica sua amiga de infância e que possui uma identidade totalmente diferente da sua, que apesar de ter herdado o apartamento de sua vó, trabalha para se manter nele.

A identidade é mutável, sempre capaz de se transformar ao longo do tempo e pode ser influenciada por um grupo mas é importante salientar que você tem total responsabilidade pelas suas ações.

Após começar a morra com Mônica, Rachel foi incentivada pelos seus novos amigos ( Pheobe, Joey, Chandler e Ross, além de Mônica) a cortar os seus cartões, parar de ser sustentada pelos pais e arrumar um emprego para que ela entenda o valor do trabalho e de um pagamento limitado.

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Rachel cortando seus cartões de crédito


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Rachel em seu primeiro emprego
Inicia-se no mercado de trabalho sendo uma garçonete numa cafeteria, mas com o passar do tempo, toda a sua identidade a respeito desse conceito muda. Rachel se torna uma mulher capaz de entender todas as responsabilidades do mundo e acaba achando um emprego que realmente a faz feliz. Quando no inicio de sua carreira se depara com suas amigas da faculdade, identifica-se um choque de pensamentos, pois suas amigas jamais imaginariam Rachel trabalhando como garçonete. Ou seja, apesar de no grupo o qual você esteja inserido te identifique de uma forma, outro grupo pode te ver de um jeito totalmente diferente. 
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Rachel em seus empregos dos sonhos

Aluno: Aline Fonseca
Matrícula: 99187

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Cayetana e a dupla identidade



          Segundo Habermas, que é um filósofo e sociólogo alemão, o indivíduo é responsável por construir sua biografia e suas novas identidades ao longo de sua vida. Além dele, existem vários outros autores que pontuam sobre identidade, inclusive o sociólogo francês Claude Dubar que coloca a identidade como resultado do processo de socialização, ou seja, o indivíduo constrói sua identidade a partir do momento em que socializa.  
               Ademais, para Dubar os sujeitos assumem várias identidades que variam de acordo com que os outros dizem sobre eles e quando eles se identificam com algo, aderindo isso como identidade. Dessa forma, ele pontua duas formas de identidade, uma que é a identidade para os outros e outra que seria a identidade para si. Há uma tensão entre essas duas identidades, uma vez que as pessoas esperam uma postura do indivíduo e ele escolhe outra para seguir.
               A partir dessas afirmações com relação à identidade, é possível observar um exemplo claro na série Elite, que teve a segunda temporada lançada no Brasil no dia 6 de setembro e trouxe um novo elenco, contando com a atuação de Georgina Amoros que interpretou a personagem Cayetana.
           Resumidamente, ela aparece na série como uma moça muito rica, o que impressiona os estudantes da escola de elite Las Encinas na Espanha. Nesse contexto, a Lucrécia que é uma das estudantes busca saber mais sobre a vida de Cayetana, uma vez que ela é da sua idade e já mora sozinha em uma mansão luxuosa. Ao longo da série, descobre-se que na verdade Cayetana não é rica e muito menos mora sozinha. Na verdade, ela é bolsista graças à sua mãe que é faxineira da escola. Cayetana trabalha como empregada em casas de famílias ricas e quando os patrões não estão por perto ela ostenta da riqueza deles, construindo uma identidade com a qual ela se identifica mais. Porém, essa identidade desagrada a sua mãe, que tanto batalha para dar uma vida melhor à filha, reafirmando a tensão entre as identidades que foi proposta pelo sociólogo Dubar.


Autora: Laura Fernandes de Souza
Matrícula: 99190