Isabelle Kruger Braconnot 99173
superestrutura
O paradigma marxista sobre infraestrutura e superestrutura já é utilizado a muito tempo. Alguns teóricos acreditam que a infraestrutura é imutável e influencia completamente a superestrutura enquanto outros nem consideram essa teoria. Mas também existem os teóricos que acreditam que as duas, infraestrutura e superestrutura, se influenciam mutualmente e não tem uma maneira certa de definir o nível de influência que cada uma tem.
O filme Matrix trás de certa forma um exemplo de infraestrutura que define quase que completamente a superestrutura, já que os humanos vivem em um mundo fabricado e eles próprios não tem a capacidade de entender que tudo que eles estão vivendo está sendo criado na frente deles. Porém, existem aquelas pessoas que decidem e tem os meios para enxergar a verdade, e então libertar a sua mente do controle e manipulação. Por isso, a teoria mais aceita é a de que as duas estruturas não sobrevivem sem uma a outra, e elas são ligadas intrisicamente. Além disso, a forma mais comum para explicar essa teoria é o uso de um prédio, a fundação seria a infraestrutura e o prédio em si seria a superestrutura. Porém, podemos chegar a conclusão de que as estruturas sociais não são rígidas e imutáveis.
O Jornal de Filosofia da Comunicação é um espaço de produção de conhecimento crítico e filosófico de estudantes do Curso de Comunicação da Universidade Federal de Viçosa. As postagens - notícias, colunas, opiniões e resenhas - são produções inspiradas nas aulas de Filosofia da Comunicação (EDU 124. Os textos e imagens são de responsabilidade dos autores estudantes e não são compartilhadas pela universidade ou pelo corpo docente. Coordenador : Prof. Dr. Arthur Meucci (DPE/UFV)
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Quem influencia quem?
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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
Tempos Modernos e o Paradigma Marxista
Segundo o Paradigma Marxista de Karl Marx, nossa sociedade é baseada em relações de poder, em que existe a superestrutura (Estado, educação, religião, ideologias) e a infraestrutura seria a base da sociedade onde se dão as relações de trabalho, segundo Marx. Nesse sentido, quem domina o que gira a economia é quem vai dominar essa superestrutura. Por exemplo, os capitalistas dominam a economia em nossa sociedade, sendo assim, eles também vão dominar o Estado, educação, religião, etc.
Há uma citação de Marx que resume esse pensamento: “As ideias da classe dominante são, em cada época, as ideias dominantes; isto é, a classe que é a força material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, sua força espiritual dominante. A classe que tem à sua disposição os meios de produção material dispõe também dos meios de produção espiritual, de modo que a ela estão submetidos aproximadamente ao mesmo tempo os pensamentos daqueles aos quais faltam os meios de produção espiritual. As ideias dominantes nada mais são que a expressão ideal das relações materiais dominantes, são as relações materiais dominantes apreendidas como ideias; portanto, são a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante, são as ideias de sua dominação” (MARX, 1993, p. 72).
O filme tempos modernos de Charlie Chaplin, por exemplo, exemplifica o paradigma marxista. Resumidamente, ele se retrata a vida de operários com a revolução industrial,
em que eles se submetiam a uma forma de
produção em que não era mais de acordo com suas condições físicas e
psicológicas, mas sim uma forma de produção que visavam maior lucro
independente das condições de seus trabalhadores. Nesse sentido, há claramente a exploração e dominação do proletariado pelos donos de fábrica, aqueles que comandam a infraestrutura e a superestrutura também.
Há uma citação de Marx que resume esse pensamento: “As ideias da classe dominante são, em cada época, as ideias dominantes; isto é, a classe que é a força material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, sua força espiritual dominante. A classe que tem à sua disposição os meios de produção material dispõe também dos meios de produção espiritual, de modo que a ela estão submetidos aproximadamente ao mesmo tempo os pensamentos daqueles aos quais faltam os meios de produção espiritual. As ideias dominantes nada mais são que a expressão ideal das relações materiais dominantes, são as relações materiais dominantes apreendidas como ideias; portanto, são a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante, são as ideias de sua dominação” (MARX, 1993, p. 72).
Superestrutura: entre Althuser e Gramsci
Breno Guimarães-89540
Sob a
ótica do Materialismo Histórico Dialético, a forma como a sociedade se organiza
para produzir sua vida material determina, em última instância, as demais
relações sociais. Nesta, é onde está contida a superestrutura, que tem o papel
de manter as condições de produção estabelecidas. A superestrutura é formada
pelos seus instrumentos de dominação do Estado – Na perspectiva Althuseriana –
ou de hegemonia – na linha Gramsciana-. Mas qual a diferença fundamental entre
essas escolas?
Para
Althusser, a superestrutura contem seus aparatos de dominação, que se divide em
aparatos de violência – Leis e o monopólio legítimo da força – e os
ideológicos - que garantem a
naturalização da moral burguesa.
Gramsci
divide o Estado em duas esferas: a sociedade política e a sociedade civil. A
primeira, também chama de Estado de Coerção, assim como em Althusser, é formada
pelos aparatos legais e de violência. Por outro lado, a Sociedade Civil é
responsável pela difusão ideológica, hegemonizando as associações civis -escolas,
associações, partidos, igrejas, mídia. Os dois somados formam o Estado em
sentido amplo.
Em
síntese, a diferença é que para Althusser,
a infraestrutura se relaciona mecanicamente com a infraestrutura e,
portanto, qualquer transformação profunda na segunda depende da primeira. Já,
para Gramsci, as duas se relacionam, mas não de forma mecânica, podendo se
desenvolver ritmos diferentes. Neste sentido, dominar o poder do estado não
incute necessariamente em hegemonia, mas apenas em coerção.
#superestrutura
Como a superestrutura destrói a consciência de classe
Através dos meios de dominação
ideológica da sociedade o governo burguês destrói a consciência de classe de certos
grupos. Sempre que a classe trabalhadora assume para si o discurso dominante da
burguesia de que a desigualdade social seria natural e eterna, ela produz uma
“falsa consciência” da situação de classe. A ideologia dominante seria mais
eficaz quanto maior fosse sua capacidade de esconder a origem da divisão social
e o antagonismo entre as classes. Ao não olharem o geral, a classe trabalhadora
como um todo, o grupo se configura como uma “classe em si”.
Um exemplo no Brasil é a polícia.
A maioria da policia militar brasileira se configura por pessoas de classe
social baixa, de negros e pardos; e mesmo assim eles se tornam fidedignos a
ideologia do grupo político dominante. Atuando como braço coercitivo e opressor
do regime contra os grupos minoritários e oprimidos.

João Vitor 99183
Superestrutura e Manipulação
Karl Marx, em sua análise social baseada no funcionamento da economia, divide a sociedade em SUPERESTRUTURA e INFRAESTRUTURA. Como no próprio nome explica, a infraestrutura é aquilo que sustenta a sociedade, para Marx, os meios de produção, envolvendo burgueses donos desses meios, e o proletariado com sua força de trabalho. A superestrutura é composta pelas instituições sociais: O estado, os meios de comunicação.
Para ele, os meios de comunicação transmitem os interesses da classe burguesa e seus valores, agindo de forma a alienar a classe trabalhadora, para que essa não perceba a exploração que sofre em seu trabalho. O estado também age para tal, já que é mais vantajoso manter a exploração do que garantir direitos trabalhistas.
Fernanda Trindade Fonseca
99186
Fernanda Trindade Fonseca
99186
Djonga e a crítica a superestrutura
O materialismo em Marx, por consequência do que é material,
a superestrutura da sociedade move-se. A superestrutura seria responsável pela
manutenção das relações sociais existentes na infraestrutura e esta possibilita
a sua existência, pois toda a riqueza necessária para manter a superestrutura
seria, segundo Marx, produzida na infraestrutura por meio das nas relações de
produção e de troca. Na prática, em outras
palavras, a infraestrutura é parte explorada da sociedade, formada pelo
proletário, e a Superestrutura - parte dominante da sociedade, que em números é menor, porem tem poder menor.
Djonga, é um rapper, escritor e compositor brasileiro
considerado um dos nomes mais influentes do trap/rap atual. O artista chama a
atenção por sua lírica afiada e agressiva e por suas fortes críticas sociais
nas letras. Relacionado a esse tema, na música ‘’Ladrão’’, o cantor faz uma
crítica a forma como a superestrutura influencia opiniões, em especial o
estereótipo ao tratar do jovem da favela. Além disso, aborda versos cujo
expressa a ideia de ‘’roubar’’ da superestrutura para a infraestrutura, como
fazia Robin Hood herói mítico inglês, um fora-da-lei que roubava da nobreza
para dar aos pobres
‘’ Eu vou roubar o patrimônio do seu pai
Dar fuga no Chevette e distribuir na favela
Não vão mais empurrar sujeira pra debaixo do tapete
E nem pra debaixo da minha goela, eu sou ladrão! ‘’
Matheus Tavares 99191
A comunicação como superestrutura
Para Marx, a sociedade é composta por duas estruturas:
- Infraestrutura: organização dos indivíduos para produção de bens materiais e de serviços;
- superestrutura: produção de bens simbólicos, cultura, ideologia. Uma narrativa que legitima nossa forma de vida e faz com que não nos revoltemos. São exemplos: escola, Estado, religião, comunicação.
Dessa forma, a comunicação age como superestrutura e participa na construção sócio-histórica da dominação e manipulação midiática. Ainda, a ideologia se caracteriza como todo discurso que estabelece relações assimétricas de poder, sendo um sistema de dominação da sociedade.
Vinícius M. Sampaio, 93318
quinta-feira, 5 de dezembro de 2019
Viveu daquela vez como se fosse sólido
Superestrutura, no conceito mais simples, é uma construção que se sobrepõe a outra. Como em um prédio, o segundo andar está sobreposto ao primeiro. No pensamento Marxista, a superestrutura é um sistema de ideias que constituem o imaginário coletivo; no materialismo, o campo econômico faz esse papel, pois molda a forma de pensar dos indivíduos.
Em uma construção, os materiais utilizados (cimento, tijolos, vigas, etc) representariam o sistema econômico que forma a sociedade, ou seja, o prédio. A forma como essa construção física se constrói, molda o pensar dos indivíduos que viverão inseridos nesse contexto. Se o prédio for construído em frente à praia, com bambus e palmeiras, a consciência das pessoas será de uma forma, mas se for construído no interior, com barro, será de outra. Nas estruturas sociais, as ideologias, a política, a religião tem também o papel fundamental de formar pensamentos.
Segundo Marx, não é a consciência que determina a vida, mas a vida que determina a consciência.
Neste prédio, as pessoas do segundo andar são as mais abastadas, com diversos privilégios: área de lazer, varanda e melhor vista. Os indivíduos do primeiro andar não tem acesso ao segundo, a não ser por meio de uma escada enorme. Enquanto os do segundo, tem acesso rápido por elevadores com senhas e leitores de digitais, permitindo acesso exclusivo as áreas de lazer. A construção, da forma como foi feita e pensada, possuí estratégias dos grupos dominantes para a perpetuação de seus privilégios.
Os indivíduos estão o tempo todo tentando chegar ao segundo andar, sem perceber que a estrutura do prédio foi planejada para que não consigam.
“Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima”
Laís C. F. Fidélis - 99180
Em uma construção, os materiais utilizados (cimento, tijolos, vigas, etc) representariam o sistema econômico que forma a sociedade, ou seja, o prédio. A forma como essa construção física se constrói, molda o pensar dos indivíduos que viverão inseridos nesse contexto. Se o prédio for construído em frente à praia, com bambus e palmeiras, a consciência das pessoas será de uma forma, mas se for construído no interior, com barro, será de outra. Nas estruturas sociais, as ideologias, a política, a religião tem também o papel fundamental de formar pensamentos.
Segundo Marx, não é a consciência que determina a vida, mas a vida que determina a consciência.
Neste prédio, as pessoas do segundo andar são as mais abastadas, com diversos privilégios: área de lazer, varanda e melhor vista. Os indivíduos do primeiro andar não tem acesso ao segundo, a não ser por meio de uma escada enorme. Enquanto os do segundo, tem acesso rápido por elevadores com senhas e leitores de digitais, permitindo acesso exclusivo as áreas de lazer. A construção, da forma como foi feita e pensada, possuí estratégias dos grupos dominantes para a perpetuação de seus privilégios.
Os indivíduos estão o tempo todo tentando chegar ao segundo andar, sem perceber que a estrutura do prédio foi planejada para que não consigam.
“Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima”
Laís C. F. Fidélis - 99180
Desabafo, é nois
Superestrutura e dominação pra mim é ter que fazer esses textos. A educação cobra muito, nem tá errado isso, mas que é um saco, isso é. Eu não aguento mais.
Eu fico pensando em como nós gostamos de repetir umas coisas, tipo aquela frase do filme Sociedade dos poetas mortos, que fala que "A medicina, a engenharia e o direito são tarefas nobres. Mas nós vivemos para a filosofia e para a poesia". É lindo mesmo e eu sempre acreditei nisso. Mas pensa aqui com a tia: eu realmente vivo pra filosofia?Tipo, penso filosofia. Mas eu vivo para a filosofia? Qual foi a ultima vez em que eu realmente li poesia? Eu amo poesia e tals e elas trazem sentido pra realidade, mas pelo visto sou capaz de viver bem mediocremente.
O que isso tem a ver com superestrutura? Tem a ver que a superestrutura nem sempre pega. Nem sempre cola, nem sempre funciona. Como eu com Sociedade dos Poetas Mortos. Sou completamente comovida por aquela narrativa, que se repete em La La Land e até Orgulho e preconceito e eu amo cada uma dessas histórias de paixão, mas minha alma, minha vida, meu coração nem sempre segue o que eu penso nem gasta tempo com isso.
Timothy Keller, teólogo bom mas bom mesmo, diz que temos todos muitos ídolos no coração. Somos guiados por esses deuses invisíveis que nos mandam daqui pra lá e que amamos, amamos mesmo. Somos guiados por afetos.
A superestrutura pra governar tem que ganhar meu coração, mais que minha cabeça. Por isso esse enxame de narrativas comoventes. E funciona. A gente morre por causa impossíveis e utópicas mesmo basicamente por que elas viram nossos deuses.
Kedma Julia 99174
Eu fico pensando em como nós gostamos de repetir umas coisas, tipo aquela frase do filme Sociedade dos poetas mortos, que fala que "A medicina, a engenharia e o direito são tarefas nobres. Mas nós vivemos para a filosofia e para a poesia". É lindo mesmo e eu sempre acreditei nisso. Mas pensa aqui com a tia: eu realmente vivo pra filosofia?Tipo, penso filosofia. Mas eu vivo para a filosofia? Qual foi a ultima vez em que eu realmente li poesia? Eu amo poesia e tals e elas trazem sentido pra realidade, mas pelo visto sou capaz de viver bem mediocremente.
O que isso tem a ver com superestrutura? Tem a ver que a superestrutura nem sempre pega. Nem sempre cola, nem sempre funciona. Como eu com Sociedade dos Poetas Mortos. Sou completamente comovida por aquela narrativa, que se repete em La La Land e até Orgulho e preconceito e eu amo cada uma dessas histórias de paixão, mas minha alma, minha vida, meu coração nem sempre segue o que eu penso nem gasta tempo com isso.
Timothy Keller, teólogo bom mas bom mesmo, diz que temos todos muitos ídolos no coração. Somos guiados por esses deuses invisíveis que nos mandam daqui pra lá e que amamos, amamos mesmo. Somos guiados por afetos.
A superestrutura pra governar tem que ganhar meu coração, mais que minha cabeça. Por isso esse enxame de narrativas comoventes. E funciona. A gente morre por causa impossíveis e utópicas mesmo basicamente por que elas viram nossos deuses.
Kedma Julia 99174
"Não senhor, sim senhor, não senhor, sim senhor"
Para
a Marx, a nossa sociedade está dividida basicamente em relações de poder, onde
existem os dominantes (denominados por ele de “burguesia”) e aqueles que são
dominados (o proletariado). As relações de poder exercidas entre eles, como já
se sabe, é injusta e desigual, há uma exploração. Mas sabe-se também que a
classe dominada é bem maior do que a dominante? Então, por que não há uma
revolta para mudar as coisas?
É
nesse momento que entramos no conceito de superestrutura. Para Karl Marx a
superestrutura é fruto de estratégias dos grupos dominantes para a consolidação
e perpetuação de seu domínio. Essa superestrutura é
composta por uma ideologia, seja ela a arte, a política, família, cultura e
religião, por exemplo, que são papeis importantes para a infraestrutura.
Dessa forma, perpetuam discursos fortes e dominantes, fazendo com que o grande grupo de dominados acredite que
é livre e que está fazendo o que quer (ou a única opção que ele tem).
Na música Admirável Chip Novo da
cantora Pitty fica claro essa relação de poder exercida por “alguém” que não
sabemos quem é, mas que é capaz de “reconfigurar” a personagem principal. E
sempre que ela começa a se questionar, sempre que ela pensa estar chegando
perto da realidade, esse alguém a reconfigura.
Texto: Maianna Medeiros
Matrícula: 99188
O Estado te controla
A superestrutura da sociedade se dá pela ideologia, crenças e leis. O Estado é, na maioria das vezes, responsável por fundamentar o funcionamento da sociedade e a classe dominante controla o Estado, automaticamente, o que vai ser englobado na superestrutura é o interesse dessa classe.
Robert Rodrigues
99206
Robert Rodrigues
99206
Manifesto comunista visando a superestrutura
Em O Manifesto Comunista está a mais clara expressão da luta de classes como motor da história: “A história de toda a sociedade que até hoje existiu é a história da luta de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor e servo, mestre e oficial, em suma, opressores e oprimidos sempre estiveram em constante oposição; empenhados numa luta sem trégua, ora velada, ora aberta (…) a luta pela democracia, monarquia, direito de voto etc. são apenas maneiras ilusórias nas quais se desenvolve a verdadeira luta de classes”. Mas cuidado: a luta de classes não é apenas um confronto armado, mas algo presente em todos os procedimentos institucionais, políticos, policiais, legais, que a classe dominante lança mão para obter sua dominação.
Sobre essa base se ergue a superestrutura, compreendida pelo marxismo como as formas do Estado e da consciência social (religião, leis, política, moral etc.). Em outras palavras, é a partir do contexto econômico de um determinado período que se podem entender sua cultura, política e religião. O modo de produção da vida material condiciona o processo da vida social, política e intelectual em geral. Nas palavras de Marx, o “segredo mais íntimo, o fundamento oculto de toda a estrutura social” encontra-se na “relação direta entre os proprietários das condições de produção e os produtores diretos”.
Isso não quer dizer que a superestrutura seja passiva. Um dos postulados básicos do materialismo histórico é que a superestrutura afeta, ou “age retroativamente” sobre ela, a infraestrutura. Assim como a base material afeta a superestrutura, a superestrutura, dialeticamente, também pode afetar a base. Infra e superestrutura interagem, apesar de que, em última instância, uma necessidade econômica sempre se afirma, e as forças produtivas estão no lugar determinante da história. A necessidade econômica, digamos, não determina nossa ação individual ou coletiva, mas estabelece seus limites.
ICARO RAFAEL MATTA PEREIRA
99192
Condicionados à réplica
O macro também se replica no micro e, vice-versa.
Recentemente, escrevi um ensaio sobre machismo no mundo gamer e, ao escrever, percebi que esta superestrutura, se aplica na microestrutura deste mundo de códigos binários.
Homens que se acham no direito de replicar comentários à mulheres, só porque a sociedade os permite fazer isso. Mulheres que se sentem inferiorizadas o tempo todo, só porque a sociedade as ensinaram a se sentir assim. Isso necessita de mudança.
Isso necessita de diálogo.
Isso necessita da quebra da superestrutura machista.
Isso necessita de luta e militância.
No mais,
A superestrutura pode ser explodida com 9 toneladas de TNT e mais 400 barris de pólvora, fica a dica.
Luiz Gustavo Barbosa
99203
Recentemente, escrevi um ensaio sobre machismo no mundo gamer e, ao escrever, percebi que esta superestrutura, se aplica na microestrutura deste mundo de códigos binários.
Homens que se acham no direito de replicar comentários à mulheres, só porque a sociedade os permite fazer isso. Mulheres que se sentem inferiorizadas o tempo todo, só porque a sociedade as ensinaram a se sentir assim. Isso necessita de mudança.
Isso necessita de diálogo.
Isso necessita da quebra da superestrutura machista.
Isso necessita de luta e militância.
No mais,
A superestrutura pode ser explodida com 9 toneladas de TNT e mais 400 barris de pólvora, fica a dica.
Luiz Gustavo Barbosa
99203
A superestrutura familiar
Por: Guilherme de Carvalho Alves
99182
Quando falamos sobre superestrutura, automaticamente o que vem em nossos pensamentos são coisas como, política, religião, estado, e muitas vezes esquecemos das superestruturas formadas dentro da nossa própria casa. Seja por parte dos pais, dos avós ou de outros familiares. Tal superestrutura pode não ter as mesmas formações que as outras citadas acima, porém o modelo de atuação é quase o mesmo: Fazer com que você siga o que já foi imposto por alguém ou alguma coisa há algum tempo.
Nas nossas famílias, tais observações podem ser feitas com ações como quando o pai decide para qual time o filho deve torcer, quando você já nasce servindo a alguma religião sem ter conhecido a outra, ou quando você tem suas opiniões e pensamentos formados única e exclusivamente pelos pensamentos que as pessoas da sua casa possuem, sem buscar conhecer o que tem do outro lado do muro.
Tudo isso são formas de superestruturas dominantes, que agem coagindo o "novo membro" a ser o mais parecido possível com os que ali já estão.
99182
Quando falamos sobre superestrutura, automaticamente o que vem em nossos pensamentos são coisas como, política, religião, estado, e muitas vezes esquecemos das superestruturas formadas dentro da nossa própria casa. Seja por parte dos pais, dos avós ou de outros familiares. Tal superestrutura pode não ter as mesmas formações que as outras citadas acima, porém o modelo de atuação é quase o mesmo: Fazer com que você siga o que já foi imposto por alguém ou alguma coisa há algum tempo.
Nas nossas famílias, tais observações podem ser feitas com ações como quando o pai decide para qual time o filho deve torcer, quando você já nasce servindo a alguma religião sem ter conhecido a outra, ou quando você tem suas opiniões e pensamentos formados única e exclusivamente pelos pensamentos que as pessoas da sua casa possuem, sem buscar conhecer o que tem do outro lado do muro.
Tudo isso são formas de superestruturas dominantes, que agem coagindo o "novo membro" a ser o mais parecido possível com os que ali já estão.
a manipulação da liberdade
Para Marx, a superestrutura consiste nas estratégias utilizadas para dominar a classe prestadora de serviços. O ideal de que o que o proletariado produz, a ele pertence, se torna manipulado a partir do momento em que o valor do trabalho ofertado é diferente do que realmente é pago ao servidor.
Atualmente, quem trabalha de maneira braçal nas fábricas e produzem os mais caros produtos, não pertencem a uma classe que tem potencial financeira para o consumo destes e esse fato é aceito pelos trabalhadores por falta de opção.
Vitória Fernandes Silva
99179
Vitória Fernandes Silva
99179
A fuga das galinhas e o manifesto da classe trabalhadora
A fuga das galinhas e o manifesto da classe trabalhadora
Por: Adrielle Mariana - 99210
Nos moldes de relação de produção e exploração de trabalho, o filme “A fuga das galinhas” se torna um objeto empírico para de explicar o capitalismo e a sociedade capitalista. Neste modelo a sociedade é baseada na relação materialista de produção, e essa relação é contraditória assim, os trabalhadores devem transformar a sua realidade através da luta de classes.
Inicialmente o local de trabalho é o galinheiro, um ambiente extremamente pesado repleto de repressão e pressão, em que se as galinhas não tivessem rendimento, as mesmas seriam mortas, era cobrado por parte do dono da granja um rendimento significativo para manter seu lucro. Elas eram obrigadas a trabalhar e produzir ovos em grandes quantidades o tempo inteiro, indicando e reforçando uma relação de trabalho escravo, e o tempo de “produção” era integral as mesmas não tinham tempo para descansar, Giger se revoltando com a situação precária que vivenciava decidiu conscientizar as outras galinhas e armarem uma maneira de fugirem daquele galinheiro.
Assim o dono do galinheiro é reconhecido nessa corrente como estrutura, onde o mesmo visa apenas o lucro e as galinhas também se encaixam a esse grupo por oferecer sua mão de obra a troco de sua vida. A superestrutura é portanto a conscientização da relação de trabalho que Girger identifica no galinheiro, uma superestrututa hierárquica que é mantida e perpetuada com os modos de produção.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
Vida de Inseto - O discurso de Hooper
O que o filme Vida de inseto tem haver com o paradigma
marxista sobre superestrutura? Pois é, por mais que você não tenha percebido no
filme vários conceitos podem ser abordadas como alienação, relações de poder,
exploração, dominações e relações de classe.
filme vários conceitos podem ser abordadas como alienação, relações de poder,
exploração, dominações e relações de classe.
Um dos pontos que mais chama atenção no filme, é que as
formigas devem juntar alimento para elas e para os gafanhotos que se não receber
em tais alimentos atacarão formigueiro.
formigas devem juntar alimento para elas e para os gafanhotos que se não receber
em tais alimentos atacarão formigueiro.
Percebe-se aí uma relação de poder entre dominados e
dominantes, em uma cena que deixarei aqui em algum lugar demonstra que os
gafanhotos estão cientes do domínio sobre elas, e tem medo que elas percebam o
poder que tem para que isso não os aconteça deve se mostrar fortes e dominantes
mantendo o controle da colônia.
dominantes, em uma cena que deixarei aqui em algum lugar demonstra que os
gafanhotos estão cientes do domínio sobre elas, e tem medo que elas percebam o
poder que tem para que isso não os aconteça deve se mostrar fortes e dominantes
mantendo o controle da colônia.
Outro ponto observado é que também existem hierarquizações
entre as formigas, existem as formigas, a formiga rainha (uma espécie de líder)
e os gafanhotos. Em uma fala da formiga rainha ela disse: “a comida cresce com
o sol, as formigas escolhem- na e os gafanhotos ficam com a grande parte”. Essa
fala retrata a exploração pelo antagonismo e o conflito de interesse entre as
classes e a mais-valia porque enquanto as formigas trabalham para sua
subsistência para manter suas necessidades básicas os gafanhotos buscavam
apenas a acumulação.
entre as formigas, existem as formigas, a formiga rainha (uma espécie de líder)
e os gafanhotos. Em uma fala da formiga rainha ela disse: “a comida cresce com
o sol, as formigas escolhem- na e os gafanhotos ficam com a grande parte”. Essa
fala retrata a exploração pelo antagonismo e o conflito de interesse entre as
classes e a mais-valia porque enquanto as formigas trabalham para sua
subsistência para manter suas necessidades básicas os gafanhotos buscavam
apenas a acumulação.
É interessante perceber que os desenhos que vimos na
infância carregam diversos significados e críticas.
infância carregam diversos significados e críticas.
Taynara Pena 99205
Superestrutura: o reflexo social.
A noção mais simples de superestrutura, que ainda está em uso, é a do reflexo, da imitação ou reprodução, de modo mais ou menos direto, da realidade da base na superestrutura. É claro que critérios positivistas de reflexo e reprodução davam suporte a essa noção. Mas visto que essa relação não está dada em muitas atividades culturais reais, ou pelo menos não pode ser encontrada sem forçar ou mesmo violar o material ou prática em estudo, foram introduzidas as diferenças temporais, as famosas defasagens; as várias complicações técnicas; e também os modos indiretos.
Para Marx a superestrutura é fruto de estratégias dos grupos dominantes para a consolidação e perpetuação de seu domínio. Como exemplo podemos citar a seguinte forma, antes de pensarmos que precisamos guardar água nós pensamos de uma forma material então pensamos antes na bacia que vai guardar a água a qual necessitamos, demonstrando assim o nosso valor a materializar as nossas necessidades.
Essa superestrutura é composta por uma ideologia, seja ela a arte, a política, família, cultura e religião por exemplo que são papeis importantes para a infraestrutura que seriam os meios de produção e as relações produtivas. A mudança da superestrutura só seria eficaz quando a infraestrutura mudasse, pois como a superestrutura é o reflexo ela necessita de algo que vai vir antes dela pois a ideologia do dominante é possui um discurso forte de manipulação e poder.
Iasmim Lamounier
ES99209
Para Marx a superestrutura é fruto de estratégias dos grupos dominantes para a consolidação e perpetuação de seu domínio. Como exemplo podemos citar a seguinte forma, antes de pensarmos que precisamos guardar água nós pensamos de uma forma material então pensamos antes na bacia que vai guardar a água a qual necessitamos, demonstrando assim o nosso valor a materializar as nossas necessidades.
Essa superestrutura é composta por uma ideologia, seja ela a arte, a política, família, cultura e religião por exemplo que são papeis importantes para a infraestrutura que seriam os meios de produção e as relações produtivas. A mudança da superestrutura só seria eficaz quando a infraestrutura mudasse, pois como a superestrutura é o reflexo ela necessita de algo que vai vir antes dela pois a ideologia do dominante é possui um discurso forte de manipulação e poder.
Iasmim Lamounier
ES99209
Superestrutura na sociedade
Como os homens não escolhem a forma de sociedade em que vivem, Marx denomina como infraestruturais ou estruturais as relações sociais necessárias em uma dada forma de organização social. Por serem necessárias, tais determinações estruturais condicionam todas as demais. O "conjunto destas relações de produção constitui a estrutura econômica da sociedade, a base concreta sobre a qual se eleva uma superestrutura jurídica e política"[2]. Diversamente das relações sociais estruturais, a superestrutura são aqueles aspectos ou relações da sociedade que podem ser alterados sem que uma dada forma de sociedade se transforme em seus fundamentos. Aí se insere as formas de governo, de estado, da educação. Apesar uma dada estrutura de sociedade comportar formas superestruturais as mais diversas, este deve, necessariamente, se adequar ao domínio estrutural. Se não for assim, a forma de sociedade deixa de existir.
Davi Pinho, 88986
Davi Pinho, 88986
Superestrutura
De acordo com a teoria marxista, os diversos atributos dos homens se desenvolvem internamente a uma dada forma de sociedade e não são dados externamente por uma natureza humana ou divina. Por isso, não existe em Marx um estudo do homem no geral, mas das formas de sociedades humanas.
Pedro Henrique 99185
Pedro Henrique 99185
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