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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Liberdade política e ética

Segundo o Dicionário de Filosofia, em sentido geral, o termo liberdade é a condição daquele que é livre; capacidade de agir por si próprio; autodeterminação; independência; autonomia.
A história desse conceito perpassa os estudos de épocas e pensadores diversos e registra a interpretação de doutrinas sociais bastante variadas. Podemos fazer uma distinção inicial entre o que se convencionou chamar de concepção “negativa” e “positiva” da liberdade. Em seu sentido negativo, liberdade significa a ausência de restrições ou de interferência. O sentido positivo de liberdade significa a posse de direitos, implicando o estabelecimento de um amplo âmbito de direitos civis, políticos e sociais. O crescimento da liberdade é concebido como uma conquista da cidadania.
No sentido político, a liberdade civil ou individual é o exercício de sua cidadania dentro dos limites da lei e respeitando os direitos dos outros. "A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro" (Spencer).
Em um sentido ético, trata-se do direito de escolha pelo indivíduo de seu modo de agir, independentemente de qualquer determinação externa. "A liberdade consiste unicamente em que, ao afirmar ou negar, realizar ou enviar o que o entendimento nos prescreve, agimos de modo a sentir que, em nenhum momento, qualquer força exterior nos constrange" (Descartes).

Davi Pinho, 88986

Eu não consigo decidir

Liberdade ou autonomia? Aposto que você nunca parou para analisar essas duas palavras num mesmo contexto, certo? Por isso hoje vou te explicar um pouquinho sobre cada um dos dois e te colocar pra pensar.

A liberdade, para Santo Agostinho, é o exercício do livre arbítrio que nos é dado, este que é a capacidade das pessoas determinarem seu próprio destino. Santo Agostinho e Aristóteles discorrem sobre o reino da contingência em que as coisas podem mudar. Não se tem uma lei universal para explicar a realidade, havendo espaço para o caos. Além deles, Sartre diz que os homens nascem presos ao social, mas quando tomam consciência se tornam livres. Entretanto, pode ocorrer situações de “má-fé”, quando o indivíduo assume a liberdade da condição de existência quando isso o favorece, mas quando não convém, o próprio indivíduo transfere sua liberdade a terceiros.

Já a autonomia parte do princípio do determinismo:as pessoas são determinadas à condenação ou à salvação antes mesmo de nascer, porque deus é onisciente, onipresente e onipotente, ou seja, sabe todas as coisas, podendo intervir e fazer um “milagre” da “salvação”. Espinosa e João Calvino são exemplos de filósofos que analisam essa temática, no qual os indivíduos são vistos como sujeitos histórico-culturais - interdependentes entre si. Ainda, Bourdieu compactua com essa linha de raciocínio quando afirma o termo Self Made Man (homens são empreendedores de si mesmos) e que o social precede o indivíduo.

Agora é que são elas: você sabe se está vivendo por liberdade ou por autonomia? 

Vinícius M. Sampaio, 93318

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Sua liberdade acaba quando começa a do outro



O tipo de governo predominante do mundo é a democracia liberal (principalmente no Ocidente), tal tipo de governo advém de se manter a liberdade e direitos individuais através de uma constituição.
Muitas pessoas creem que esses seus direitos e liberdades individuais lhe permite lhe expressar seu preconceito (segundo eles sua opinião). E caso forem silenciados ou punidos por tal ato as suas liberdades estariam sendo atacadas.
Porém, as pessoas tem que entender que ao expressarem discurso de ódio e preconceitos elas estão cometendo crime porque elas estão atacando a liberdade da outra pessoa em âmbito de gênero, religião, etnia, etc.
Por isso que o seu direito de expressar acaba quando você ataca o jeito de ser do outro. Isso não é liberdade de expressão.


João Vitor 99183

Feeling good

A música de Nina Simone nomeada Feeling Good, ao meu ver, é um hino que deve ser mencionado ao falar de liberdade. A alegoria que utiliza de pássaros voando alto e simples feitos do cotidiano para entrar em paralelo com o indivíduo livre aborda esse tema de maneira fácil para o entendimento e, sua essência final é passada quando o verso "É um novo amanhecer, é um novo dia, é uma nova vida”, sendo que agora, o personagem de Nina é livre pra construir planos e viver seu novo dia.

A cantora, que entoou a música com seu timbre forte, transpassando mais ainda a sensação de liberdade transmitida pela música, na época, utilizou do nome nina para enganar seus pais e cantar pelos bares  da cidade. Nome que mais tarde tomaria forma de ativista de direitos civis da sociedade norte americana.

Vitória Fernandes Silva
99179


segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

É autonomia ou não é?

Em Filosofia, autonomia é um conceito que determina a liberdade do indivíduo em gerir livremente a sua vida, efetuando racionalmente as suas próprias escolhas.

Na sociedade atual, o ser humano tem liberdade ou até mesmo completa autonomida?

O indivíduo nasce e cresce com uma expectativa criada pelos responsáveis e são ensinados a agir de tal forma! A sua autonomia não seria apenas uma consequência da ideologia que você foi "moldado"? 

Como saber se gosta de algo, sendo que cresceu sendo ensinado a gostar?

Robert Rodrigues 99206

domingo, 1 de dezembro de 2019

Sobre o bem maior do mundo


Jorge Amado, sempre com seus romances regionalistas e característicos, nos mostra como a liberdade é o bem mais precioso dos homens. Em “A morte e a morte de Quincas Berro D’agua”, o personagem principal, um morto, teria vivido sua última aventura, mesmo que morto, na liberdade das ruas da Bahia com seus amigos contrariando os desejos da família. Nesse livro, Jorge nos mostra como alguém pode ser feliz mesmo que abandonando uma vida de luxos pelas incertezas das ruas das cidades da Bahia. Quincas, antigo Joaquim Soares da Cunha, deixa sua família e casa em troca de viver uma vida simples e regada à cachaça com outros beberrões da cidade. Amado destaca como Quincas Berro D’agua vive uma vida mais feliz que Joaquim Soares da Cunha, mesmo que o único bem que possua seja sua liberdade.

Outro livro que Jorge Amado deixa clara a importância da liberdade e de se lutar por ela é “Capitães de Areia”. Nele, os pobres meninos órfãos que moram em um trapiche e roubam para se sustentar já valorizam mais a liberdade do que qualquer outra coisa no mundo. O livro mostra a busca dos doqueiros por mais direitos e sua luta, narrando também acontecimentos como a prisão de crianças no reformatório e reafirmando essa busca incessante por liberdade. Em um de seus trechos, o chefe dos capitães de areia ouve os presos cantando uma moda triste, que fala sobre liberdade. O livro narra “Lembrava-se da canção que os presos cantavam na madrugada que nascia. Dizia que a liberdade é o bem maior do mundo. Que nas ruas havia sol e luz e nas células havia uma eterna escuridão porque ali a liberdade era desconhecida. Liberdade. João de Adão, que estava nas ruas, sob o sol, falava nela também. Dizia que não era só por salários que fizera aquelas greves nas docas e faria outras. Era pela liberdade que os doqueiros tinham pouca. [...] Lá fora é a liberdade e o sol. A cadeia, os presos na cadeia, a surra ensinaram a Pedro Bala que a liberdade é o bem maior do mundo. Agora sabe que não foi apenas para que sua história fosse contada no cais, no mercado, na Porta do Mar, que seu pai morrera pela liberdade. A liberdade é como o sol. É o bem maior do mundo.”.

Alanna Fontes
99184

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Bolsa Família: LIBERDADE, DINHEIRO E AUTONOMIA

O programa Bolsa Família foi criado no ano de 2003, como unificação de outros quatro programas de transferência de renda: Bolsa-Escola, Bolsa-Alimentação, Auxílio-Gás e o cartão alimentação do Fome Zero. Visando inclusão social de milhões de brasileiros que sobreviviam em extrema miséria, o programa propôs o alívio imediato da situação de pobreza e fome. O fato de ser ainda muito insuficiente como tal não nos permite ignorar suas possibilidades de se tornar uma consistente política de formação de cidadãos se complementadas por um conjunto mais amplo de políticas publicas que visem este alvo – a formação da cidadania democrática no Brasil. Também almejava estimular um melhor acompanhamento dos serviços públicos de saúde e ajudar a superar índices de evasão escolar, repetência e defasagem idade-série de alunos. Visto que um dos requisitos para receber o auxílio é a permanência das crianças e adolescentes na escola. 

A partir da relação entre o Bolsa Família e a possibilidade de aliviar a situação de extrema pobreza criamos a hipótese de que a renda monetária, por menor que seja, provoca alterações na vida das famílias recebedoras, especialmente nas mulheres. Além disso vale ressaltar que as famílias que recebem o auxílio são aquelas cuja existência inteira foi carente de direitos básicos. Apesar de o valor não tirar essas famílias da faixa da pobreza, elas conseguem perceber a diferença e serem reconhecidas pelo Estado e isso gera uma certa autonomia dessas mulheres em relação a sociedade. Há relatos básicos onde a alteração é mínima, porém não insignificante, como comprar um alimento diferente para alimentar seus filhos, e outras maiores questões de divorcio e empoderamento e autonomia de sua própria vida.

Ao receber um dinheiro que é somente seu, as mulheres passam a desenvolver um empreendimento econômico próprio, engajam-se em novas experiências sociais e passam a se reconhecer, a si e as suas famílias, de modo diferenciado, tendo um controle de sua vida pessoal e familiar coletiva. Dessa forma as mulheres, antes dependentes de homens são libertas e passam a ter mais autonomia sobre suas vidas e a vida de seus filhos, gerando assim um empoderamento feminino em relação a necessidade de um homem provedor do sustento, que passa a ser inexistente a necessidade masculina na forma financeira pois as mulheres passaram a ser as lideres da família.

Iasmim Lamounier
ES99209









segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Livre só para fazer ou também para NÃO fazer?

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 Muito se fala de liberdade, muito parece se entender e discutir, mas o objetivo desse texto não é deixar claro o que muitos já sabe, é porém criticar o conceito e problematizar o discurso. Ao falar, como mulher, tenho pontos a se levantar: A liberdade serve apenas para dizer sim??? porque ao falar não sou criticada? O discurso de ódio da sociedade contra as mulheres é sempre o mesmo: NÃO pode usar roupa curta, NÃO pode ficar com muitos garotos, NÃO pode andar sozinha, NÃO, NÃO e NÃO. 
 A luta contra esses discursos é válida e nunca poderá ser desmerecida, porém aí surge outro problema, a tal liberdade de escolher sobre a vida do outro, de resolver um problema e criar outro, como: NÃO pode querer casar cedo, isso é coisa de antigamente, NÃO pode querer ter muitos filhos, NÃO pode querer abdicar de sua profissão para ser mãe e dona de casa. Entendo que muitas mulheres lutam contra esse padrão, porém a discussão aqui é para defender aquelas que escolhem ser assim( e eu nem sou uma delas) e a tal liberdade, que muitas vezes é distorcida, liberdade apenas para escolher viver a juventude bebendo, curtindo e beijando ou liberdade para dizer não a essas coisas? e porque quando dizem não são julgados como alguém que não aproveita a vida? Ja que é algo tão indivídual.

Laura Beatriz 99194

Uma discussão sobre liberdade e religião

Resultado de imagem para Michelangelo pintura

"Deus fez o homem a sua imagem e semelhança" é a frase que inciaremos este texto. Primeiramente, ela ficaria melhor colocada como: "O homem fez Deus a sua imagem e semelhança". Um exemplo de divindade famosa é Jesus Cristo, cujo um dos seus maiores milagres foi nascer branco e de olhos azuis no Oriente Médio. A aparência que ele é retratado diz muito sobre o tipo de homem que, segundo os idealizadores desse sistema religioso de opressão, deveriam ser respeitados, já que se parecem fisicamente com o divino. Obviamente se refere ao homem europeu, branco e hétero (de tabela, já que na bíblia se diz que o certo é homem-mulher). Um sistema (de opressão) construído em cima de crenças que amedrontariam e oprimem a população, já que quem desrespeitasse a Igreja, queimaria no inferno.
Na Idade Média, se tem o monopólio dessa instituição (igreja) como a mais poderosa do mundo. No entanto, se esse sistema estava em vigor sob você, obviamente, a sua vida e os acontecimentos dela pertenciam ao não bondoso Deus. Se você é um camponês em um feudo e vai iniciar o ano de plantio, cabe ao divino decidir se a colheita vai ser boa ou não e, nada que você racionalmente fizer para melhorar a plantação, seria válido, já que seu destino já estava escrito por ele. Este é o problema do sistema religioso. Você, como indivíduo, não tem liberdade, não tem autonomia. Nos dogmas, o falso "livre-arbítrio" descrito nele, é apenas pretexto para que você faça algo que não é "bem visto aos olhos do pai" para que você seja condenado a queimar eternamente no inferno.
No mais, a reflexão final do texto é: o quanto de liberdade se tem dentro de uma religião onde seu destino já foi escolhido por um ser superior?

terça-feira, 24 de setembro de 2019

No fim, temos mesmo a liberdade de escolha?

Liberdade 
Li-ber-da-de
S.f. 2. Estado ou particularidade de quem é livre; característica da pessoa que não se submete.
5. Falta de dependência; independência.

Esses são alguns dos significados que aparecem quando se procura sobre o que é a liberdade. Entende-se por liberdade o indivíduo que possui livre-arbítrio, o indivíduo que pode tomar as decisões que ele desejar.

No filme Nerve: Um jogo sem regras, há um jogo online onde os participantes realizam desafios reais com a intenção de ganhar o jogo e receber o prêmio - para cada desafio concluído, cai na conta bancária do jogador a quantia proposta para aquele desafio. Para participar do jogo você tem a autonomia de escolher duas opções: observador ou jogador.

A protagonista do filme, Vee, optava por não participar do jogo, até que, por alguns motivos e pressão por parte dos amigos, ela decide entrar no jogo como jogadora, e não observadora.

Ao final do filme, percebe-se que o jogo lhe propuseram uma falsa liberdade, pois, a partir do momento que você joga, você está "presa" nele.

Tendo esse exemplo do filme, percebemos que, também na vida real, nem sempre o que achamos estar escolhendo, não estamos realmente.
A grande pergunta que nós fazemos é: No fim, temos mesmo a liberdade de escolha?

Por: Beatriz Fonseca 
Matrícula: 99207

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Controlados

Você é livre? Até onde vai a sua liberdade?

Nós nascemos em uma família na qual não escolhemos, recebemos um nome sem sermos consultados e passamos a infância sendo mandados, mas esse é só o começo!

Então crescemos, atingimos a maioridade, e finalmente, achamos que seremos totalmente livres e autônomos. Só que não é bem assim...

Todos os cidadãos do território brasileiro possuem uma série de obrigações ao entrar na vida adulta: votar, se alistar no exército (se você for do sexo masculino) e pagar impostos são exemplos dessas imposições.  Além disso, se por acaso a camisinha furar, ou a pílula falhar, o Estado te proibirá de abortar!

Mas essa falta de liberdade não é só institucional. Dificilmente você poderá fazer o que bem entender dá sua vida. Seu pai vai exigir que você faça faculdade e arrume um emprego, ou sua mãe terá o sonho de que você se case e tenha filhos. A música 7 YEARS, de Lukas Graham, narra as imposições de seus pais sobre a vida. Abaixo há alguns trechos traduzidos da canção. 

"Uma vez, quando eu tinha 7 anos minha mãe me disse: Vá, faça alguns amigos senão você será solitário"

"Uma vez quando eu tinha 11 anos. Meu pai me disse: Vá, arranje uma esposa ou você será solitário"

Eu possuo autonomia de decidir qual roupa usarei hoje, ou se vou tomar o sorvete de morango ou o de chocolate. Mas são apenas escolhas irrisórias, pequenas liberdades do cotidiano. E assim, mesmo que sem tomar consciência, vamos levando uma vida controlada pelos outros, até que se perceba que a nossa liberdade é ilusória.


Maria Eduarda - 99199

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Somos realmente livres para controlar nosso destino?

Por: Guilherme de Carvalho Alves
99182

Os ideais defendidos pelos conceitos de Liberdade e Autonomia nos possibilita afirmar que, se somos livres, não temos autonomia, como muitos imaginam. A Liberdade, defende uma ideia de que todos nós temos livre arbítrio, ou seja, a capacidade de determinarmos nossas ações, podendo ser ou não julgados por isso e, consequentemente, moldarmos nosso destino. Por outro lado, a autonomia prega que vivemos num mundo já pré-determinado, em que nossas ações já estão moldadas e não podemos mudá-las, e que, acima de nós, existe um Deus onisciente que já sabe de tudo acerca de nossas vidas.

Diante desses argumentos, é possível perceber que a atual sociedade cristã em que vivemos prega uma junção entre os dois conceitos, afirmando que temos livre arbítrio para decidir nossas ações, e que elas determinarão se seremos salvos ou não, mas que também existe um Deus onisciente que já sabe de todo nosso futuro.

Com isso, o questionamento imediato a se fazer é: Se existe um Deus onisciente que já sabe do nosso futuro e das nossas ações, como podemos ter tal livre arbítrio?

Esse é apenas um dos dilemas vivido por nossa sociedade atual, majoritariamente cristã, que provavelmente nunca será respondido, já que, a maioria de nós, opta por se apegar a sua fé na medida que não questiona a veracidade do que há em seu redor, e a usa para explicar fatos que, teoricamente, não podem ser explicadas por ações humanas.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Nerve: uma tensão entre liberdade e autonomia




Dirigido por Henry Joost e Ariel Schulman e baseado no livro homônimo de Jeanne Ryan, o filme Nerve retrata a história de Vee (Emma Roberts) que pressionada pelos amigos, decide participar do jogo online Nerve, que faz desafios reais aos seus jogadores. No entanto, o jogo começa a tomar um rumo um tanto assustador  e, ao chegar no estágio final, Vee precisa tomar decisões que irão determinar o seu futuro.

Ao olhar para as personagens vemos alguns nuances em seus comportamentos que nos faz lembrar muito do aspecto de liberdade e autonomia da filosofia. A princípio, antes de tudo, é importante salientar que há duas correntes importantes entre tais conceitos. A liberdade parte da corrente existencialista de Sartre que é puramente individualista e enquanto a autonomia, o qual deriva da corrente bourdieuniana que é determinista.

Para Sartre, o indivíduo tem total liberdade e só depende de si mesmo para realizar seus atos, ou seja, o homem é racional e controla seu próprio destino. Esse filósofo discorre também sobre o conceito de liberdade absoluta, diz que o homem está condenado a ser livre e que a existência precede a essência. Nossa personalidade, portanto, é a construção de nossas próprias escolhas.

Já para Bourdieu, segue o raciocínio de que o sujeito não vive sozinho e tudo o que faz vem do meio em que está inserido, isto é, a sociedade condiciona o indivíduo. O homem autônomo então luta para para conseguir mudar a realidade a qual foi condicionado e depende de suas oportunidades para sair dela.

Ao fazer uma análise do filme Nerve, é perceptível que Vee ao decidir participar do jogo, possui liberdade de escolha, entre aceitar ou não. Ela, dessa forma, é dona de seu destino e tem poder sobre seus atos. Todavia, a partir do momento que aceita participar do jogo, passa a ser condicionada por uma atmosfera autônoma, pois o seu destino agora está pré determinado por causa dos desafios impostos pelo jogo. Uma cena muito marcante é quando ela e Ian (Dave Franco) são desafiados a andar de moto pela Time Square movimentada, sendo que Ian, o piloto, deveria dirigir com os olhos vendados. Caso aceitassem, ganhariam uma quantia muito grande de dinheiro. E se recusassem o desafio, não receberiam tal dinheiro.

Um outro aspecto muito interessante que permite entender essa dinâmica liberdade x autonomia, é quando ocorre a descoberta de que há pessoas aparentemente “presas” nesse jogo. Isto é, pessoas que as quais não realizaram os desafios impostos por Nerve e por isso, ficam presas eternamente na lógica do jogo. Ian é um deles, e de certa forma é autônomo. Ele deve prestar contas de tudo o que faz e é condicionado pelo jogo de Nerve a todo momento a lutar para mudar sua realidade (sair do jogo).

Nome: Alice Ruschel Mochko
Matrícula:99178

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Carlos Drummond de Andrade e a liberdade


          A filosofia  da liberdade afirma que o homem é autônomo e responsável pelas suas ações. Um dos grandes defensores desse pensamento é Santo Agostinho. Segundo ele, Deus nos deu o livre-arbítrio para escolhermos entre o bem e o mal, se escolhemos o mal é porque não estamos sabendo usar a liberdade como deveríamos.

         Já a filosofia da autonomia está ligada diretamente ao determinismo, segundo o qual tudo que acontece  já está predestinado, ou seja, nossas ações são previsíveis. Segundo o filósofo Baruch Espinoza,  que defende essa ideia, nós só seríamos totalmente livres se fôssemos conscientes do que fazemos. Porém, sabemos que muitas vezes agimos por impulso ou por meio de hábitos. 

          Abaixo segue um poema que pode esclarecer mais essa ideia: 

Liberdade - Carlos Drummond de Andrade

O pássaro é livre na prisão do ar. 
O espírito é livre na prisão do corpo. 
Mas livre, bem livre, é mesmo estar morto.

       O autor traz a reflexão sobre liberdade por meio do poema, revelando que por mais que as pessoas acreditam que estão livres, na verdade elas sempre estarão presas a algo/alguém ou agirão por impulso, sem consciência do que estão fazendo. Nesse sentido, acredito mais na autonomia e determinismo do que na liberdade e livre arbítrio, uma vez que ao meu ver somos limitados de exercer essa liberdade o tempo todo, por causa dos imperativos sociais. Além disso, o nosso direito de liberdade acaba assim que começa o do nosso próximo, reafirmando mais uma vez a ideia de liberdade efêmera.

Autora: Laura Fernandes de Souza
Matrícula: 99190