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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Televisão

Titãs

A televisão me deixou burro, muito burro demais
Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais
O sorvete me deixou gripado pelo resto da vida
E agora toda noite quando deito é boa noite, querida

Oh Cride! fala pra mãe
Que eu nunca li num livro que o espirro fosse um vírus sem cura
Vê se me entende pelo menos uma vez criatura
Oh Cride! fala pra mãe

A mãe diz pra eu fazer alguma coisa, mas eu não faço nada
A luz do sol me incomoda, então deixa a cortina fechada
É que a televisão me deixou burro, muito burro demais
E agora eu vivo dentro dessa jaula junto dos animais

Oh Cride! fala pra mãe
Que tudo que a antena captar meu coração captura
Vê se me entende pelo menos uma vez criatura
Oh Cride! fala pra mãe

A mãe diz pra eu fazer alguma coisa, mas eu não faço nada
A luz do sol me incomoda, então deixa a cortina fechada
É que a televisão me deixou burro, muito burro demais
E agora eu vivo dentro dessa jaula junto dos animais

E eu digo: Oh Cride! fala pra mãe
Que tudo que a antena captar meu coração captura
Vê se me entende pelo menos uma vez criatura
Oh Cride! fala pra mãe

por Julia Ennes - 99139

A caverna do Século XX e XXI


O mito da caverna de Platão falava sobre pessoas presas em uma caverna que o único contato com o mundo se dava através de sombras feita no fogo mostradas em uma parede, tudo isso feito pelos carcereiros. Na visão de Platão essas pessoas estavam vivendo no mundo dos sentidos, acreditando em formas que viam e não tendo acesso a razão. O ser que saia da caverna era iluminado pelo sol (razão) e se libertava dessa alienação.
Fazendo uma releitura do mito da caverna e o associando a visão de Bourdieu sobre a televisão. Podemos associar a televisão com as sombras projetadas na parede da caverna e como elas se tornam a única visão da realidade das pessoas que a observam.
Televisão
Titãs

A televisão me deixou burro, muito burro demais
Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais
O sorvete me deixou gripado pelo resto da vida
E agora toda noite quando deito é boa noite, querida

Oh Cride, fala pra mãe
Que eu nunca li num livro que o espirro fosse um vírus sem cura
Vê se me entende pelo menos uma vez criatura
Oh Cride, fala pra mãe

A mãe diz pra eu fazer alguma coisa, mas eu não faço nada
A luz do sol me incomoda, então deixa a cortina fechada
É que a televisão me deixou burro, muito burro demais
E agora eu vivo dentro dessa jaula junto dos animais

Oh Cride, fala pra mãe
Que tudo que a antena captar meu coração captura
Vê se me entende pelo menos uma vez criatura
Oh Cride, fala pra mãe

A mãe diz pra eu fazer alguma coisa, mas eu não faço nada
A luz do sol me incomoda, então deixa a cortina fechada
É que a televisão me deixou burro, muito burro demais
E agora eu vivo dentro dessa jaula junto dos animais

E eu digo: Oh Cride, fala pra mãe
Que tudo que a antena captar meu coração captura
Vê se me entende pelo menos uma vez criatura
Oh Cride, fala pra mãe



João Vitor 99183

Caixa preta

É importante observar os equipamentos tecnológicos muito além de sua funcionalidade, é necessário avaliá-los criticamente, vê-los como meios de influência social e que exercem domínio significativo. Além disso, não se tratam de meros objetos, a caixa preta, a televisão, por exemplo, está presente na maioria dos lares, portanto, agrega algo a formação dos indivíduos que assistem, com programações de gêneros variados como entretenimento, noticiários, dentre outros. Dessa forma, é evidente que os profissionais que tem o seu trabalho exibido através desse meio nem sempre mostram o seu posicionamento acerca de determinadas questões, preferem manterem-se neutros afim de garantir seus cargos. Isso de certo modo, banaliza muitas questões, pois estes profissionais “escondem” do público suas ideologias e pensamentos. No jornalismo brasileiro há exemplos de jornalistas que deixam explícito o que pensam.




Talita Rocha 99201

Direito de entrada e dever de saída

Pierre Bourdieu foi um grande filósofo que discorreu acerca da televisão diretamente ligada ao campo jornalístico. Esmiuçarei a parte em que ele analisa o direito de entrada e o dever de saída dos indivíduos no campo midiático televisivo.

De acordo com ele, existe um paradigma envolvido: a televisão nivela por baixo o direito de entrada do ponto de vista de definição interna da profissão, mas cumpre a função de atingir a maioria da população. Como assim? A própria TV restringe o acesso de produtores autônomos em seu ambiente por dar preferência aos que dão audiência e, consequentemente, mais lucro (mas isso é outra história, pra outro dia talvez). Entretanto, ela é democrática por conseguir atingir a maioria do povo.

Assim, para escapar à alternativa do elitismo e da demagogia da TV, é completamente necessário que se defenda a manutenção do direito de entrada nos campos de produção e o reforço do dever de saída, acompanhado de uma melhoria das condições de saída. Ou seja, de acordo com Bourdieu, é muito importante que lutemos para que se dê abertura a novos produtores, com a condição de que se tenha a rotatividade. 

Dessa forma, para superar essa dificuldade, é preciso que os pequenos produtores culturais lutem coletivamente para ter boas condições de difusão de suas pesquisas, de seus produtos.

Vinícius M. Sampaio, 93318

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

O poder da mídia em Gossip Girl

A mídia exerce grande influência na sociedade, seja por meio da televisão ou de outros meios de transmissão de informações. Sendo assim, alvo de críticas por ser responsável por aquilo que ajuda a difundir e o modo como isso ocorre, passando por um processo de deslegitimação nos últimos anos. Na série Gossip Girl, baseada na saga de livros de Cecily von Ziegesar , produzida pela The CW em 2007 podemos exemplificar a influência da mídia na vida cotidiana das personagens.

A série se passa em Nova York e retrata a vida de jovens ricos estudantes de um colégio no Upper West Side, a trama é narrada por um escritor anônimo de um blog. O blog tem foco voltado para o enredo de fofocas do colégio e a vida pessoal dos estudantes, o responsável permanece anônimo durante todo o decorrer da série e só revelado no último episódio. Apesar do escritor não ser legitimado como jornalista, aquilo que é escrito no blog interfere diretamente no comportamento dos personagens, causando situações complexas no convívio da elite nova iorquina.





A Gossip Girl, como se autodenomina, não parece ter consciência das consequências causadas por aquilo que divulga em seu site. A desmoralização dos meios midiáticos é abordada no livro de Pierre Bourdieu, Sobre televisão. Apesar da trama ter foco no blog online, a desmoralização da mídia se encaixa no comportamento do emissor.
No campo jornalístico, o sensacionalismo deslegitima a profissão, como ocorre na série. O site de fofocas tem visibilidade justamente por ter matérias de cunho sensacionalista, mas por mostrar influência naquela sociedade é legitimado.

A influência da Gossip Girl é evidente na série. Serena Van, uma das personagens principal, foi alvo de ataques do site inúmeras vezes. A repercussão de sua vida pessoal no blog mudou os rumos do roteiro. Entretanto, maior ainda foi a influência da série na vida dos adolescentes que a assistiram e assistem até hoje, o modo de vida das personagens ditou os desejos do jovem. Por meio da televisão, a série Gossip Girl influenciou gerações.

Laís C. F. Fidélis - 99180

TVs que assombram



O surgimento de uma nova tecnologia é sempre uma alegria, algo inovador, inigualável, até mesmo, místico. Com as televisões não foi diferente. Aquela caixa preta que trazia notícias e mostrava programas sem parar parecia algo de outro planeta e, afinal, quem poderia duvidar de qualquer coisa que aquele maravilhoso aparelho “dissesse”?

Entretanto, como a magia das coisas não demora a acabar cada vez mais vemos a pessoas criticando e até mesmo “demonizando” a TV como se ela fosse a razão de todos os males do mundo. Uma máquina controladora, uma sugadora de cérebros. Mas, até onde isso é verdade?

Pierre Bourdieu diz que a televisão, em busca de audiência, expõe a um grande perigo não só as diferentes esferas de produção cultural como também a política e a democracia, e espera que aquilo “que poderia ter se tornado um extraordinário instrumento de democracia direta não se converta em instrumento de opressão simbólica. Mas esse seria um problema que nasceu com as TVs?

A opinião pública sempre dominou o jornalismo e mesmo antes dos aparelhos televisivos, jornais, tanto impressos quanto em rádio, buscavam discursos que conversavam com seu público alvo e chamadas que fossem chamativas e lhes arrecadasse mais leitores/ouvintes.
De fato, a maneira como jornais e programas se moldam aos seus públicos pode e deve ser criticada, mas na verdade, pode-se dizer público influencia mais na TV e meios de comunicação, do que eles influenciam o público. Entretanto, esse não é um problema exclusivo da televisão. Ao demonizá-la, estamos criticando um meio de comunicação em massa com alcance imenso. Seria mais plausível uma crítica aos novos caminhos que o jornalismo, como um todo, vem tomando.  

Texto: Maianna Medeiros
Matrícula: 99188

A televisão informa ou deforma?


Veículo de comunicação de massa, a televisão, ao transmitir informação e conhecimento por intermédio, em especial e respectivamente, dos programas de notícias e dos documentários, desempenha relevante papel na formação cultural e no aprimoramento intelectual da população.

Com a ascensão dos meios comunicacionais, ficou mais fácil transmitir informações e conhecimento, em especial, por programas de notícias de documentários, que no fim desempenham papel importantíssimo na formação da sociedade. No entanto, a televisão não se limita apenas a informar, ou seja, a divulgar, objetivamente e, portanto, sem avaliações subjetivas, dados e fatos concretos.
Nessa variedade de programas que apresenta, ela  dissemina conceitos e valores éticos e morais, além de preferências políticas e ideológicas dos grupos empresariais que detêm, pelo  poder público, o controle das inúmeras emissoras que a compõem.

Consequentemente, a televisão não apenas contribui decisivamente para a formação da opinião pública, como também pode deformá-la pela propagação de mentiras, de dados falsos e, em especial, de juízos valorativos parciais ou fantasiosos, porque assentados em premissas falsas ou distorcidas.
Portanto, visto essa situação que persiste tanto no Brasil quanto em outros ugares no mundo, para você, a televisão informa ou deforma?





99191         Matheus Tavares

Alienação ou informação?

O jornalismo brasileiro está se tornando vazio. O que é exibido na televisão se tornou obsoleto, palavras que entram e saem sem deixar uma marca ou reflexão, pois o importante é ter audiência e não fazer a diferença.

Robert Rodrigues
99206

O poder do discurso do jornalismo televisivo

Bourdieu é crítico ao alcance do discurso televisivo. Calcado na linguagem do espetáculo, jornais impressos – tidos, até então, como referência – são obrigados a se reestruturar diante da mudança paradigmática trazida ao campo pela televisão. Bourdieu é crítico ao controle quase dogmático da Opinião Pública. Segundo o intelectual francês, como os jornalistas são ‘menos capacitados’ no fazer intelectual, no pensar criticamente, diante de uma certa incapacidade cognitiva, amplificam problemas que não são, de fatos, problematizáveis e ignoram estruturas responsáveis pela perpetuação dos problemas sociais, as quais lutam, dizem, por extinguir.

Pierre Bourdieu diz que a televisão, em busca de audiência, expõe a um grande perigo não só as diferentes esferas de produção cultural como também a política e a democracia, e espera que aquilo “que poderia ter se tornado um extraordinário instrumento de democracia direta não se converta em instrumento de opressão simbólica (p. 13)”. 

 Os jornalistas e apresentadores exercem uma forma rara de dominação: tem o poder de exprimir-se publicamente. Objetivo de apresentar a influência que a televisão possui sobre âmbitos sociais como o cultural e o intelectual, e como isso movimenta uma estrutura de relações de poder que é prejudicial e acarreta riscos à democracia. Por isso o autor revela duas características fundamentais ao discurso jornalístico, que existe diante de sua prática, seu campo. O primeiro tem a ver com a capacidade do discurso em diminuir a autonomia dos campos alheios, permitir que pessoas exóticas tenham acesso a ele por meios heterodoxos. A segunda crítica é ao discurso televisivo. A crítica de Bourdieu, então, reside na intromissão aos campos, às regras para que possa haver divulgação dos produtos/resultados destes junto ao público.


Na visão de Bourdieu ocultar mostrando é mostrar uma coisa diferente do que seria preciso mostrar caso se fizesse o que supostamente se faz, isto é, "informar". Geralmente ocorre que, mesmo quando se mostra algo importante, é mostrado de forma tão superficial que se torna insignificante. (exemplo: mostra se corrupção, e seguida apresentam cenas que despertam o raciocínio do telespectador). O campo jornalístico baseado em audiência acaba por influenciar outros campos, sendo uma intrusão a medida que divulga a informação e atua em cima desta baseada em parâmetros sensacionalistas, tornando certos produtos intelectuais menos requintado ao nível do publico que se deseja atingir.

Iasmim Lamounier
99209



informa ou deforma?

A televisão, como veículo de informação em massa, ao transmitir informação e conhecimento, em especial e respectivamente, dos programas de notícias e dos documentários, desempenha relevante papel na formação cultural e no aprimoramento intelectual da população.

A televisão não se limita apenas a informar, ou seja, a divulgar, objetivamente e, portanto, sem avaliações subjetivas, dados e fatos concretos.

Na farta variedade de programas que apresenta, difunde ela conceitos e valores éticos e morais, além de preferências políticas e ideológicas dos grupos empresariais que detêm, por concessão do poder público, o controle das inúmeras emissoras que a compõem.

Consequentemente, a televisão não apenas contribui decisivamente para a formação da opinião pública, como também pode deformá-la pela propagação de fatos irreais, de dados errôneos e, em especial, de juízos valorativos parciais ou fantasiosos, porque assentados em premissas falsas ou distorcidas.

Esta, a face negativa da televisão, que muitas vezes promove e incita, na população, o justiçamento sumário, o linchamento moral de pessoas sequer ainda julgadas pelo Poder Judiciário.

A história recente do país registra frisantes exemplos dessa deplorável manipulação da opinião pública pela televisão.


Vitoria Fernandes Silva 
99179


Sobre televisão, Bourdieu e Black Mirror


Sobre televisão

O episódio Momento Waldo da série da Netflix, Black Mirror (isso é tão Black Mirror), mostra uma situação interessante sobre o poder e as possíveis novas formas de televisão. Sempre em realidade distópica (apesar de bastante realista), a série reflete valores de hoje.  Nele, temos um personagem animado de um programa de televisão concorrendo ao cargo de Primeiro Ministro da Inglaterra. Ok, estranho. Esse personagem basicamente nunca revela quem está por traz dele e fala o que bem entende sem qualquer responsabilidade. Por fim, quase é eleito.

A televisão/a mídia pode passar a ser um poder em si mesmo.

O conceito de campo de Bourdieu é a forma onde se constrói símbolos, onde se forja praticas e costumes sociais. O campo jornalístico é onde se legitima pensamentos por meio dos especialistas que tornam-se públicos. No caso de Black Mirror, a televisão extrapola essa legitimação de outros para construir em si mesma um poder.

Bem Black Mirror.

Kedma Julia 99174 

Run from black box



Run from black box 

Por: Adrielle Mariana - 99210

O conceito black box é entendido como uma caixa preta, de um sistema fechado, com alto teor de complexidade em que algumas de suas funções se torna desconhecidas ou não é levada em consideração, limitando sua estrutura sem questionamentos relativizando apenas entre entrada e saída de conteúdo. 
No filme get out, o longa conta a história da admiração negra, em que uma família branca recrutava negros por enxergar a raça negra como forte e resistente, assim seduzia os negros a fim de usar seus corpos em benefício próprio, para servirem de escravos. Um dos artifícios usados para a sedução e hipnotização de chris, o protagonista, era a televisão que utilizava do discurso rasos para dominar Chris e faze-lo acreditar em sua inferioridade como homem negro. 
Logo a hipnotização da televisão pode ser interpretada para várias questões que assolam os brasileiros, como por exemplo os indivíduos reproduzem discursos preconceituosos, machistas, racistas, homofóbicos e misóginos do atual presidente Jair bolsonaro, discursos estes que já foram analisados várias vezes e questionando a veracidade dos mesmos.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Balança



 Pensando a televisão como um modo de influenciar a vida das pessoas, as notícias tem muito poder de impacto. Um programa com uma linha mais sensacionalista é o balanço geral da TV Record, o jornal tem um apelo por notícias que chamam a atenção, os “ denominados assunto- ônibus” que focam em coisas polêmicas para levantar audiência, neste sentido assuntos mais relevantes e que deveriam realmente ser discutidos são deixados de lado ou ganham um espaço mínimo no ar.

Balanço geral é denominado como um programa jornalístico e tem um enfoque em crimes e notícias policiais que chocam a população, um detalhe curioso do programa é que ele em determinado horário abre espaço para um quadro que se chama Hora da venenosa, um momento específico para fazer fofoca sobre a vida dos famosos.

A inserção de um quadro de fofocas em um jornal é no mínimo curioso, mas é reflexo da estrutura invisível da televisão, onde as mídias estruturam outras mídias, ou sejam mídias com maior influência irão influenciar as demais e isso determinará o assunto de outra na busca de audiência por questões comerciais.




Quadro Hora da Venenosa



Taynara Pena 99205

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Você no controle (ou não)

O termo Black Box surgiu fazendo alusão a televisão, uma grande caixa preta que quando surgiu parecia mágica, uma grande ainda preta que mostrava tudo o que a gente queria ver, era coisa de outro mundo!
Mas com o tempo, foi parecendo normal, em toda casa hoje podemos encontrar um aparelho de tv, os canais aumentaram e a sensação de que podemos escolher o que ver é ainda maior. A contradição está aí, a gente escolhe o que ver ou a mídia escolhe o que mostrar? Se a gente tem tanto poder de escolha assim, porque ainda somos tão enganados pela mídia?
 O controle nas nossas mãos não passa de um dispositivo ligado ao sistema da Tv, na verdade o controle está nas mãos dos poderosos, no Brasil, seriam famílias que detém todo o poder e controle sobe o que é exibido. Então o que nos parece ser escolhido é na verdade uma grande farça já que somos controlados, tentam a todo tempo mudar o que pensamos nosso voto, escolhas e lado ideológico, mas a gente não sai da frente da TV, porque ?

Laura Beatriz 99194

Manipulação ON/OFF

Por Roberta Abreu (99208)


A televisão, desde 1928 entrou nas casas para ficar. O método de diversão no fim de um cansado dia, nos longos feriados e também nos fins de semana. Crianças, jovens, adultos e idosos, não importa a idade. A TV consegue atingir a todos com suas variadas programações, sejam elas abertas ou fechadas. Buscamos a TV para saber das notícias do dia, dos plantões, para assistir as novelas tão famosas e comentadas, para assistir jornais sensacionalistas... bom, não se tem dúvida que é o meio de informação de maior procura, embora a era de celulares e tecnologias estejam no ápice. Mas o problema, dentre tantos outros, é que nós permitimos ser controlados - mesmo que involuntariamente - pela TV e pelo que ela passa como verdade. Ela é capaz de moldar nossas opiniões, manipular nossas ações e fazer de nós seres robóticos e verdadeiros fantoches. 



quinta-feira, 28 de novembro de 2019

O jornalismo do rádio para a TV

Por: Guilherme de Carvalho Alves
99182

BlackBox, do Inglês, significa literalmente "Caixa Preta", e faz menção à Televisão. No então, as histórias, causas, consequências e mudanças proporcionadas por esta famosa "BlackBox" são inúmeras.

A televisão surgiu, de fato, em 1920, mas só em 1950 a primeira rede de televisão foi fundada no Brasil, a chamada TV Tupi, dando início a uma era de mudanças e inovações tecnológicas para a sociedade brasileira, assim como para o próprio Jornalismo.

Antes do surgimento dos meios televisivos, todas as notícias eram passadas pelo rádio em primeira mão. Para exemplificar melhor, o rádio era, por exemplo, o meio pelo qual os brasileiros acompanham o futebol. Os programas eram recheados, sempre, de novas notícias, informações o tempo todo e sem se preocupar tanto com o entretenimento do público, afinal, como não haviam muitas opções, os brasileiros não tinham muitas escolhas de concorrência.

Após o surgimento da TV, os programas esportivos, sejam as partidas de futebol ou os programas de debate/notícia passaram a ser bem diferentes. Nas telinhas, o que era visado, sempre foi o lucro, portanto, era preciso achar um meio de se gerar lucro com os programas, como citam Gastaldo e Savenhago, assim como o jornalista esportivo Paulo Vinicius Coelho.

Com isso, os programas esportivos passaram a ser fortemente marcado pelos shows dos apresentadores e integrantes, à fim de cativar o público com debates sem fim, e esquecendo a principal função do jornalismo, noticiar.

Tal afirmativa é comprovada nos programas atuais de TV, como por exemplo o Fox Sports Rádio, da emissora de TV por assinatura, Fox Sports. No programa, grande parte dele é destinado a debates sem sentido, discussões e shows por parte dos membros para que o público se sinta interessado pelas brigas, e não pela notícia. E funciona, já que é o programa de maior lucro da TV esportiva brasileira no horário.

Ou seja, o surgimento da TV proporcionou diversas inovações para a sociedade. Muitas delas extremamente positivas, mas outras, nem tanto.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

As 5 famílias



Do inglês, o termo BlackBox significa literalmente Caixa Preta e representa a televisão. Quando surgiu, em 1920, vislumbrou todo o mundo. Aquela caixa mágica, que trazia informações confirmadas por imagens em tempo real tinha adquirido uma enorme credibilidade.

Atualmente, se sabe que não é bem assim e a credibilidade da televisão vem sendo contestada. Afinal de contas, ela é um meio de comunicação de enorme alcance, que está dentro da casa de seus telespectadores, dialogando diretamente com os mesmos.

Resultado de imagem para tv como meio de manipulaçao


No Brasil, cinco famílias detém dos canais abertos do país. Seria muita inocência acreditar que não há um jogo de interesses entre elas. Tal interesse vai muito além da busca por audiência, cada emissora possuí ideologias e acordos políticos. Ironicamente dizendo, cada um desses canais tem seu "político de estimação".  E, atualmente, isso é descaradamente apresentado ao público, a ideia de imparcialidade é mais que utopia.


Basicamente, com o controle remoto na mão, você escolhe como quer ser manipulado. Apoia o Jair Bolsonaro? Então você assistirá a TV Record. Se é contra o governo atual, a Globo é uma boa opção! E por assim vai.... eai, quem vai manipular você hoje?


Maria Eduarda - 99199

terça-feira, 29 de outubro de 2019

O ódio aos meios de comunicação


Junto do seu surgimento, a televisão trouxe consigo um sentimento de deslumbramento ao público. Tudo aquilo que era dito por aquela caixa preta era inquestionável, afinal, aquela tecnologia era de outro mundo, era impossível que algo dito por ela fosse mentira.

O tempo foi passando e a televisão foi se tornando cada vez mais corriqueira na vida cotidiana, o sentimento de deslumbramento não durou muito. Ela tornou-se comum e, logo, banal. Já não era mais tão inquestionável assim. Quais eram as reais intenções por trás daquela tela?

E quanto mais se questiona sobre a TV, mais revoltado torna-se o público. Eles se sentem manipulados, traídos ao perceberem que depositaram, por tanto tempo, sua confiança em um meio de comunicação cheio de interesses pessoais.

Segundo a Teoria Marxista, existem dois grandes pilares que formam a sociedade. A televisão, assim como toda a comunicação, encaixa-se no de superestrutura. Trata-se de uma forma de controlar a maioria de se tornar contra a minoria.

A cada dia, os olhos do público se abrem mais em relação aos interesses daqueles que comandam a TV. A revolta cresce quando vislumbram, ao invés de um meio de comunicação real e verdadeiro, apenas um local de conflito de elites que buscam mais poder e controle da maioria. Por isso, hoje não é raro vermos casos de repórteres, cinegrafistas e demais funcionários dos meios de comunicação sendo agredidos, principalmente em protestos. A população busca descontar sua raiva pela mídia naqueles que trabalham para ela. Infelizmente, essa é uma forma equivocada e errada de buscar mudanças, afinal, eles não estão atingindo os grandes donos, mas apenas os trabalhadores que, assim como eles, fazem parte da maioria.  




Texto por: Maianna Medeiros
Matrícula: 99188




domingo, 27 de outubro de 2019

Notícias de variedade e o vazio político, o pão e circo do telespectador

Numa análise feita no livro Sobre televisão de Pierre Bourdieu, pode-se discutir a respeito das lutas arbitrada pelo índice de audiência entre as televisões.

O livro é, generalizando, uma disputa de validações entre o jornalismo escrito versus jornalismo televisivo. Quando algo acontece e o jornalismo escrito relata, ele factual só alcançara uma amplitude maior quando for exposto em um telejornal.

Dessa forma, a ascensão da televisão acarretou conflitos entre as emissoras concorrentes que buscam sempre estar a frente, fazendo o o sensacional e espetacular. Uma consequência de querer estar sempre a frente, é se preocupar menos com o que estar sendo propagado e mais em quantas pessoas estão vendo, assim essa concorrência leva as televisões a recorrerem aos "velhos truques" dos jornais sensacionalistas, criando um assunto-ônibus: uma informação sem aspereza.

Esses truques podem ser divididos em três tipos:
1- Notícias esportivas
2- Vida política
3-Catástrofes, acidentes, incêndios

Se prestarmos bem atenção na nossa mídia atual, mesmo o livro estando ultrapassado, isso ainda é deveras recorrente em nosso cenário midiático. Notícias que eram pra agregar conhecimento de valor aos espectadores são interrompidas pelo o que dá um vazio político, despotizando a sociedade. Isso são as notícias de variedade.

Um exemplo fiel a Bourdieu é este vídeo de uma importante figura pública de Portugal sendo entrevistado, e no meio de sua palavra é interrompido pela repórter que noticia um astro do futebol que chegou ao aeroporto. O entrevistado fica claramente desconfortável e irritado com a situação e se retira do set.



Aline Fonseca, 99187

sábado, 26 de outubro de 2019

A desmoralização da TV




É inegável a influência que a televisão tem em nosso cotidiano, nossas decisões e estilos de vida. Porém, um outro lado é a indústria capitalista que lucra largamente com a audiência de certos programas televisivos.
Na lógica capitalista para com a televisão é muito mais rentável transmissões de entretenimento, sejam fofocas de famosos, reality shows e outras atrações superficiais. Tais programas atraem o público por causa de sua linguagem de fácil compreensão e de pouco esforço mental, são conteúdos ditos prontos para consumo do público. Um exemplo claro é o Big Brother Brasil (BBB), a edição de 2018  que consagrou a acreana Gleici como campeã, teve a maior audiência do reality em sete anos, desde a final de 2011. Em São Paulo, a Globo registrou 33 pontos de audiência no Ibope (1 ponto de audiência equivale a 71.855 domicílios).
Embora, tais atrações geram lucro, uma vez que a audiência é grande. Em seu livro, "Sobre Televisão", Pierre Bourdieu, discorre alguns problemas disso. Alguns deles, é o que a mídia faz ao baixar o direito de entrada em certos campos (filosófico, político, jurídico) uma vez que pequenos produtores culturais pouco tem interesse comercial imediato e assim tem chance reduzida de divulgação de seus trabalhos. Alguns exemplos são programas educacionais e informativos, salvo horário nobre.
Presencia-se portanto, uma desmoralização da TV relativo aos conteúdos, à qualidade dos programas e da própria audiência do público. Esses problemas abrem brechas também para o que chamamos de assunto-ônibus - informações homogeneizadas e sem aspereza. Isso fica claro, por exemplo, no campo jornalístico, com o qual muitos programas de notícias sensacionalistas deslegitimam o jornalismo sério e de qualidade, com apuração correta dos fatos. Outro ponto negativo que ocorre e é bem comum na atualidade é sobre a notoriedade pública. Muitos jornalistas e apresentadores exercem tamanha admiração nos telespectadores que os cegam perante certas coisas. Isso porque, o jornalista tem formação adequada para transmitir a informação de forma mais coerente possível ao público, porém não tem conhecimento amplo e profundo de áreas tão distintas. Contudo, é frequente a credibilidade dada à pessoas que não possuem tanto especialidade em certas áreas assim e isso faz com que se desmereça outros profissionais que são especialistas em devidos campos.

Nome: Alice Ruschel Mochko
Matrícula: 99178