A televisão, como veículo de informação em massa, ao transmitir informação e conhecimento, em especial e respectivamente, dos programas de notícias e dos documentários, desempenha relevante papel na formação cultural e no aprimoramento intelectual da população.
A televisão não se limita apenas a informar, ou seja, a divulgar, objetivamente e, portanto, sem avaliações subjetivas, dados e fatos concretos.
Na farta variedade de programas que apresenta, difunde ela conceitos e valores éticos e morais, além de preferências políticas e ideológicas dos grupos empresariais que detêm, por concessão do poder público, o controle das inúmeras emissoras que a compõem.
Consequentemente, a televisão não apenas contribui decisivamente para a formação da opinião pública, como também pode deformá-la pela propagação de fatos irreais, de dados errôneos e, em especial, de juízos valorativos parciais ou fantasiosos, porque assentados em premissas falsas ou distorcidas.
Esta, a face negativa da televisão, que muitas vezes promove e incita, na população, o justiçamento sumário, o linchamento moral de pessoas sequer ainda julgadas pelo Poder Judiciário.
A história recente do país registra frisantes exemplos dessa deplorável manipulação da opinião pública pela televisão.
Vitoria Fernandes Silva
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O Jornal de Filosofia da Comunicação é um espaço de produção de conhecimento crítico e filosófico de estudantes do Curso de Comunicação da Universidade Federal de Viçosa. As postagens - notícias, colunas, opiniões e resenhas - são produções inspiradas nas aulas de Filosofia da Comunicação (EDU 124. Os textos e imagens são de responsabilidade dos autores estudantes e não são compartilhadas pela universidade ou pelo corpo docente. Coordenador : Prof. Dr. Arthur Meucci (DPE/UFV)
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