O livro é, generalizando, uma disputa de validações entre o jornalismo escrito versus jornalismo televisivo. Quando algo acontece e o jornalismo escrito relata, ele factual só alcançara uma amplitude maior quando for exposto em um telejornal.
Dessa forma, a ascensão da televisão acarretou conflitos entre as emissoras concorrentes que buscam sempre estar a frente, fazendo o o sensacional e espetacular. Uma consequência de querer estar sempre a frente, é se preocupar menos com o que estar sendo propagado e mais em quantas pessoas estão vendo, assim essa concorrência leva as televisões a recorrerem aos "velhos truques" dos jornais sensacionalistas, criando um assunto-ônibus: uma informação sem aspereza.
Esses truques podem ser divididos em três tipos:
1- Notícias esportivas
2- Vida política
3-Catástrofes, acidentes, incêndios
Se prestarmos bem atenção na nossa mídia atual, mesmo o livro estando ultrapassado, isso ainda é deveras recorrente em nosso cenário midiático. Notícias que eram pra agregar conhecimento de valor aos espectadores são interrompidas pelo o que dá um vazio político, despotizando a sociedade. Isso são as notícias de variedade.
Um exemplo fiel a Bourdieu é este vídeo de uma importante figura pública de Portugal sendo entrevistado, e no meio de sua palavra é interrompido pela repórter que noticia um astro do futebol que chegou ao aeroporto. O entrevistado fica claramente desconfortável e irritado com a situação e se retira do set.
Aline Fonseca, 99187
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