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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

O paradoxo do quebra-cabeça de Teseu

O nominalismo é uma das principais tendências filosóficas da Idade Média, sendo contrário ao realismo e ao conceitualismo, esse movimento rejeitou o pensamento alcançado por abstrações e abriu caminho para o espírito de observação e a vulgarização da pesquisa indutiva. Pode se dizer que o nominalismo é uma doutrina segundo a qual as ideias gerais, como gêneros ou espécies, não passam de simples nomes, sem realidade fora do espírito ou da mente.
Segundo Leibniz, "são nominalistas todos os que acreditam que, além das substâncias singulares, só existem os nomes puros e, portanto, eliminam a realidade das coisas abstratas e universais"


A ideia básica é que o mundo é feito exclusivamente a partir de particulares e os universais são de nossa própria fabricação. Eles resultam de nosso sistema representacional (a maneira como pensamos sobre o mundo) ou a partir de nossa linguagem (o modo como falamos do mundo).
Devido a isso, o nominalismo é claramente amarrado de uma maneira perto também à epistemologia (o estudo do que distingue crença justificada de opinião). Se houver apenas particulares, então não há “virtude”, “maçãs”, ou “sexos”. Há, em vez disso, convenções humanas que tendem a agrupar objetos ou ideias em categorias. A virtude só existe porque dizemos que ela existe: não porque há uma abstração universal da virtude. Maçãs só existem como um tipo particular de frutas porque nós, como seres humanos temos categorizado um grupo de frutas particulares de uma maneira particular. Masculinidade e feminilidade, assim, só existem no pensamento humano e na linguagem.

O debate entre os partidários desses dois campos opostos estimulou alguns dos problemas mais intrigantes na metafísica, como o quebra-cabeça do navio de Teseu, que se trocar de peças ao longo de uma viagem, ainda será o mesmo? Segundo o próprio Leibniz concluiu que não, usando a lógica de que “X é o mesmo que Y se, e apenas se, X e Y têm as mesmas propriedades e relações e tudo que for verdade para X também é para Y”.  A duvida será eterna, pois pode ser o simples fato do nome caracterizar ou não algo como o navio, se ele se desmonta ele passa a não ser o que era mudando assim o seu nome?

Iasmim Lamounier
ES99209



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