Segundo Leibniz, "são nominalistas todos os que acreditam que, além das substâncias singulares, só existem os nomes puros e, portanto, eliminam a realidade das coisas abstratas e universais"
A ideia básica é que o mundo é feito exclusivamente a partir de particulares e os universais são de nossa própria fabricação. Eles resultam de nosso sistema representacional (a maneira como pensamos sobre o mundo) ou a partir de nossa linguagem (o modo como falamos do mundo).
Devido a isso, o nominalismo é claramente amarrado
de uma maneira perto também à epistemologia (o estudo do que distingue
crença justificada de opinião). Se houver apenas particulares, então não há “virtude”, “maçãs”, ou
“sexos”. Há, em vez disso, convenções humanas que tendem a agrupar
objetos ou ideias em categorias. A virtude só existe porque dizemos que
ela existe: não porque há uma abstração universal da virtude. Maçãs só
existem como um tipo particular de frutas porque nós, como seres humanos
temos categorizado um grupo de frutas particulares de uma maneira particular. Masculinidade e feminilidade, assim, só existem no
pensamento humano e na linguagem.
O debate entre os partidários desses dois campos opostos estimulou
alguns dos problemas mais intrigantes na metafísica, como o
quebra-cabeça do navio de Teseu, que se trocar de peças ao longo de uma viagem, ainda será o mesmo? Segundo o próprio Leibniz concluiu que não, usando a lógica de que “X é o mesmo que Y se, e apenas
se, X e Y têm as mesmas propriedades e relações e tudo que for verdade
para X também é para Y”. A duvida será eterna, pois pode ser o simples fato do nome caracterizar ou não algo como o navio, se ele se desmonta ele passa a não ser o que era mudando assim o seu nome?
Iasmim Lamounier
ES99209

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