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Quem influencia quem?

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Dr. Estranho

Isabelle Kruger Braconnot 99173
Falsificacionismo

A corrente do falsificacionismo, proposta por Karl Popper, tem como base que não existe conhecimento absoluto, pois todo conhecimento científico é regulável e corrigível. Em outras palavras, não há certeza de que uma teoria seja incontestável, mas as teorias que forem sendo questionadas e aprimoradas podem ser consideradas como um pouco mais confiáveis.

O personagem Dr. Estranho da Marvel passa por uma evolução que pode ser caracterizada como falsificacionista. Ele era um médico muito renomado e habilidoso com cirurgias. Mas depois de sofrer um acidente de carro, ele perde a estabilidade das mãos e não consegue mais realizar cirurgias. Mesmo passando por vários outros médicos ele não recuperou totalmente a mobilidade das mãos. Portanto, as teorias médicas eram que nunca mais ele teria a mesma capacidade.
Porém, ele procurou outras alternativas para refutar as teorias iniciais, e depois de uma grande busca ele descobriu coisas sobre o corpo do ser humano e do universo que mudaram as suas concepções iniciais e aprimoraram suas teorias.



Truque de mestre

Isabelle Kruger Braconnot 99173
Verdade

A verdade é um conceito subjetivo. Nem mesmo as verdades matemáticas são insentas de questionamentos. De acordo com Nietzsche "Não há fatos, somente interpretações". Portanto, podemos definir o conceito de verdade como o conjunto de interpretações de determinada situação que por um acordo, se torna uma verdade para determinado grupo, e não necessariamente para todos.

Um exemplo de como a verdade pode ser arquitetada, é no filme Truque de mestre. Neste filme, quatro mágicos elaboram um plano para roubar um banco de uma forma que pareça mágica. Entretanto, todos os planos feitos por eles para roubar dinheiro ou fugir da polícia foram orquestrados para manipular a verdade, e para os policiais descobrirem tudo, eles tiveram que mudar a perspectiva deles para então enxergar a verdade que estava encoberta.

Liberdade política e ética

Segundo o Dicionário de Filosofia, em sentido geral, o termo liberdade é a condição daquele que é livre; capacidade de agir por si próprio; autodeterminação; independência; autonomia.
A história desse conceito perpassa os estudos de épocas e pensadores diversos e registra a interpretação de doutrinas sociais bastante variadas. Podemos fazer uma distinção inicial entre o que se convencionou chamar de concepção “negativa” e “positiva” da liberdade. Em seu sentido negativo, liberdade significa a ausência de restrições ou de interferência. O sentido positivo de liberdade significa a posse de direitos, implicando o estabelecimento de um amplo âmbito de direitos civis, políticos e sociais. O crescimento da liberdade é concebido como uma conquista da cidadania.
No sentido político, a liberdade civil ou individual é o exercício de sua cidadania dentro dos limites da lei e respeitando os direitos dos outros. "A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro" (Spencer).
Em um sentido ético, trata-se do direito de escolha pelo indivíduo de seu modo de agir, independentemente de qualquer determinação externa. "A liberdade consiste unicamente em que, ao afirmar ou negar, realizar ou enviar o que o entendimento nos prescreve, agimos de modo a sentir que, em nenhum momento, qualquer força exterior nos constrange" (Descartes).

Davi Pinho, 88986

Lutar ou casar?

Isabelle Kruger Braconnot 99173
#honra

A busca pela honra esta ligada diretamente a várias culturas e religiões. Ela é em sua essência um valor social pre-estabelecido. Um exemplo de como algumas culturas são fortemente influenciadas pela honra é a da história da Mulan. Ela teria que honrar sua família através do casamento, enquanto o seu pai deveria honrar a família indo para a guerra. Podemos ver então os valores sociais pre-estabelecidos para garantir a honra da família, a mulher através do casamento e o homem pela força bruta e habilidade de luta.

Por mais que a história em questão veio de um filme infantil, ela mostra essas expectativas mesmo que de maneira sutil. E vemos no decorrer da história como a Mulan deve se esforçar muito para trazer honra a sua família e também para o seu país, indo para o exército no lugar do seu pai.

Espiral do silêncio

Espiral do silêncio é uma teoria da ciência política e comunicação de massa proposta em 1977 pela alemã Elisabeth Noelle-Neumann. Neste modelo de opinião pública, a ideia central é que os indivíduos omitem sua opinião quando conflitantes com a opinião dominante devido ao medo do isolamento, da crítica, ou da zombaria. Os agentes sociais analisam o ambiente ao seu redor, e ao identificar que pertencem à minoria, preferem se resguardar para evitar impasses. Esse comportamento gera uma tendência progressiva ao silêncio denominado espiral, visto que ao não expôr essa ideia, o indivíduo automaticamente compactua com a maioria, assim, outras pessoas que compartilham dessa opinião também não a verbalizam. Quanto menor o grupo que assume abertamente a opinião divergente, maior o ônus social em expressá-la.

Estamos trabalhando para quem?

Isabelle Kruger Braconnot 99173
#cansaço

Não podemos negar que atualmente vivemos em uma sociedade que espera que sejamos máquinas produtivas. Cada vez mais as crianças são criadas para serem, em tese, a melhor versão de si mesmas, e a estarem sempre ocupando seu tempo. Dos jovens, é esperado que eles saiam do ensino médio já com o seu futuro definido, se matriculando na faculdade e em alguns casos, já trabalhando.
Porém, com a depressão sendo apontada como o mal do século, podemos analisar e quanto a sobrecarga é prejudicial a longo prazo. Alunos que acordem antes das 5h da manhã, passam o dia todo estudando e são submetidos a grandes quantidades de stress, por causa de vestibulares e pressão social, são um retrato da sociedade do cansaço. A longo prazo, alguns enchem consultórios psicológicos enquanto outros são ensinados que somente essa sobrecarga poderá validar ele de certa forma.

Uma música que expressa essa sobrecarga é a Rato na roda da pitty. Ela compara as pessoas à ratos que correm nas rodas acreditando que vão ganhar uma recompensa depois, mas na verdade nunca conseguem sair do lugar

Lutas Emancipatórios na Perspectiva de Reconhecimento


    Breno Guimarães 89540

A eticidade hegeliana compreende que a vida em sociedade é determinada pelas relações intersubjetivas de indivíduos na busca por reconhecimento. Neste sentido, rejeita a categoria de jusnaturalismo, em especial Hobbesiana, sobre os homens terem de abrir mãos de parte da liberdade em favor de um terceiro - o Estado. Para Hegel, a consolidação da vida social não se motiva pelo senso de autopreservação dos homens, mas por reconhecimento, portanto isola o conflito como força transformadora da materialidade. 
    É na teoria crítica do sociólogo italiano, Axel Honneth, que a eticidade e o reconhecimento ganham contornos de conflito. Honneth defende que as relações intersubjetivas por reconhecimento recebem, nas situações de conflito, lastro para o desenvolvimento moral da sociedade. Nesse sentido, o desrepeito motiva a organização de grupos com objetivos motivadores.
    Com vistas na teoria crítica Honnethiana, podemos pensar na categoria identidade e nas motivações do movimentos de luta antihegemônica, identitaristas. Estes são produtos de relações intersubjetivas em contextos de marginalização e de consequente busca por reconhecimento – neste rol podemos incluir as lutas feminista, LGBT, Racial, indígena, ambientalista das mais diversas linhas teóricas e práticas. 
    Nos momentos de acirramento do conflito e da repressão é possível se esperar sínteses de desenvolvimento moral e inclusão dos grupos emancipatórios em três esferas sociais onde os conflitos se desenrolam: a família, o direito (reconhecido como a sociedade civil) e na eticidade (o estado, ou o espirito do povo).
    Neste sentido, podemos concluir que há uma relação dialética entre o conflito e o reconhecimento, que engedra as transformações em todas as esferas sociais