No último seminário
apresentado de Filosofia da Comunicação, o tema foi "Seis nomes, um só
Adorno". Nele, seis autores tiveram essencial importância para construção
da estética para Adorno. Um desses autores foi o filósofo austríaco Sigmund Freud.
Freud foi considerado o
pai da psicanálise que promove a consciência de padrões de emoções e
comportamentos inconscientes, desadaptativos e habitualmente recorrentes.
No que se refere à arte,
a preocupação principal dele não é a arte ou a reflexão sobre ela, mas
penetrar nos segredos mais recônditos da psique humana. Para Freud, a
arte é um fenômeno derivado de complexos mecanismos psíquicos, cujo estudo se
apresenta como uma oportunidade de aprofundamento nos conhecimentos sobre os
mesmos. Por isso, a importância da psicanálise nesse sentido, para investigar o
inconsciente e o sublime, isto é, o que desestabiliza e nos tira dos
eixos.
Além disso, para Freud a
expressão artística serve como escape da pulsão sexual, e o artista acaba por
revelar no seu produto aquilo que ele esconde dos outros e de si mesmo. A arte
mostra os desejos mais ocultos dos indivíduos.
No entanto, Adorno
critica isso e não concorda com a ideia de Freud. Para Adorno, a psicanálise
não representa a estética da arte, já que essa mesma promove a saúde mental. E
a arte permite a amplitude da proporção artística e até mesmo contou com
contribuições artísticas de quem teve algum transtorno mental.
Exemplo claro é Vincent
Van Gogh que desenvolveu esquizofrenia. Especialistas acreditam que ele
também sofria de xantopsia, por isso via os objetos mais amarelados e
intensificava essa cor em seus quadros. Mesmo assim, o pintor fazia belíssimas
obras de arte que até hoje fazem sucesso.
Embora as pessoas são
diagnosticadas com esquizofrenia ou algum outro transtorno mental, elas lutam
para não se entregarem aos remédios, e algumas delas apenas usam a arte para
escapar desta terrível doença.
Alice Ruschel Mochko
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